Ibovespa dispara 2,29% e bate recorde de 182 mil pontos
O Ibovespa voltou a ganhar força nesta terça-feira (27) e renovou máximas históricas. O principal índice da B3 avançou 2,29%, aos 182.816,64 pontos, retomando o rali que havia sido interrompido na véspera após quatro sessões consecutivas de recordes.
O movimento ganhou tração após a divulgação do IPCA-15 de janeiro. O indicador subiu 0,20%, abaixo das expectativas do mercado. O dado reforçou a leitura de inflação sob controle na margem e estimulou o apetite por risco.
Alta é disseminada com 79 de 84 papéis em valorização
O avanço no Ibovespa foi disseminado. Dos 84 papéis que compõem o índice, 79 operavam em alta, três estavam estáveis e apenas dois registravam queda.
O setor financeiro puxou o rali. As ações preferenciais do Itaú (ITUB4), que têm peso próximo de 9% na composição do Ibovespa, avançavam 3,28%. As units do Santander (SANB11) subiam 3,10%. Bradesco (BBDC4) ganhava 2,93% e Banco do Brasil (BBAS3) avançava 2,30%. As units do BTG Pactual (BPAC11) tinham alta de 1,34%.
Tensões nos EUA impulsionam fluxo para emergentes
No exterior, o noticiário contribuiu para a busca por risco em mercados emergentes. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump prometeu pronunciamento sobre a economia e o custo de vida. Ao mesmo tempo, voltou a pressionar bancos por eventual teto nos juros do cartão de crédito e sinalizou intervenções no mercado imobiliário.
Cresce também a preocupação com a possibilidade de novo shutdown, pouco tempo após o país enfrentar o mais longo apagão da máquina pública de sua história.
No fim de semana, Trump elevou as tensões comerciais ao ameaçar tarifas de 100% sobre produtos canadenses caso o país avance em acordo comercial com a China. As declarações aumentaram a cautela dos investidores globais e reforçaram o fluxo para ativos fora dos EUA.
Yduqs lidera altas; Eneva e Totvs recuam
Entre as maiores altas do dia, Yduqs disparava 7,75% após o Itaú BBA elevar a recomendação da companhia de neutra para compra. Para o banco, o setor de educação segue bem posicionado para se beneficiar do ciclo de queda dos juros.
As ações do Assaí avançavam 5,95%, em meio ao recuo dos juros futuros, que favorece papéis ligados ao consumo e ao varejo.
Na ponta oposta, Eneva recuava 1,22% e Totvs caía 1,52%.
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Redes chinesas de lavagem de dinheiro movimentam US$ 44 milhões por dia em criptomoedas
Redes chinesas de lavagem de dinheiro se consolidaram como a principal infraestrutura para movimentação ilícita de fundos em criptoativos. O crescimento acelerado dessas operações, organizadas via Telegram, representa uma mudança importante no cenário global do crime financeiro.
Segundo o relatório Crypto Crime 2026 da Chainalysis, divulgado nesta segunda-feira (27), essas redes já respondem por cerca de 20% das atividades conhecidas de lavagem de dinheiro em cripto. Tornaram-se o maior canal de escoamento do setor.
Operações somam US$ 16 bilhões em um ano
O documento indica que as redes chinesas de lavagem, conhecidas pela sigla CMLN (Chinese Money Laundering Networks), movimentaram US$ 16,1 bilhões em 2025. O valor equivale a cerca de US$ 44 milhões por dia. As operações ocorrem por meio de mais de 1.799 carteiras ativas.
Desde 2020, os fluxos para essas redes cresceram de forma exponencial. A velocidade de expansão foi 7.325 vezes maior do que os fluxos para exchanges centralizadas. Foi também 1.810 vezes mais rápida que para protocolos DeFi (finanças descentralizadas) e 2.190 vezes mais rápida do que outros fluxos ilícitos na blockchain.
Ecossistema opera com seis tipos de serviço
Além disso, a Chainalysis identificou padrões comportamentais on-chain que revelam a estrutura dessas operações. O ecossistema se divide em seis categorias de serviços.
1 – Brokers de entrada funcionam como primeiro canal para transferências ilícitas. Indivíduos são recrutados para alugar contas bancárias, carteiras digitais ou endereços em exchanges. O objetivo é receber e encaminhar recursos fraudulentos.
2 – Comboios de “money mules” (laranjas) realizam a etapa de armazenamento em camadas, conhecida como layering. Formam redes de contas e carteiras destinadas a mascarar a origem do capital. Alguns desses fornecedores ampliaram atividades para cinco países africanos.
3 – OTCs informais promovem fundos considerados “limpos” e fazem transferências sem exigência de KYC (verificação de identidade). A análise on-chain, porém, expôs conexões expressivas entre esses serviços e plataformas ilícitas como a Huione.
Fonte: Chainalysis
4 – Serviços “Black U” trabalham com criptoativos contaminados, originados de hacks, golpes e fraudes. Esses tokens são negociados a preços entre 10% e 20% abaixo do valor de mercado. O segmento apresentou crescimento acelerado, chegando a US$ 1 bilhão em fluxo cumulativo em apenas 236 dias. No quarto trimestre de 2025, o tempo médio para liquidação de grandes transações era de apenas 1,6 minuto.
5 – Plataformas de apostas utilizam altos volumes de dinheiro e operações frequentes para lavar recursos. Fraudes em resultados já foram confirmadas por parte de alguns fornecedores no Telegram.
6 – Serviços de movimentação de valores oferecem funções de mistura (mixing) e troca (swapping). São amplamente utilizados por agentes ilícitos no Sudeste Asiático, China e Coreia do Norte.
Chris Urben, diretor executivo da Nardello & Co, avaliou que a principal mudança dos últimos anos foi a migração acelerada dos sistemas tradicionais de transferência informal de valor para cripto. Segundo ele, as criptomoedas oferecem forma eficiente de movimentar recursos entre países, com menos exigências de KYC em comparação a bancos convencionais. Urben destacou ainda a possibilidade de transportar bilhões de dólares em uma carteira fria protegida em um disco rígido.
Tom Keatinge, diretor do Centro de Finanças & Segurança da RUSI, afirmou que essas redes se desenvolveram rapidamente em operações transnacionais que movimentam vários bilhões de dólares. Ele atribuiu o impulso aos controles cambiais chineses. Segundo Keatinge, pessoas ricas buscando escapar dessas restrições fornecem capital e liquidez essenciais para bancar o crime organizado em escala transnacional pela Europa e América do Norte.
Fonte: Chainalysis
Ações regulatórias não freiam operações
Ações recentes incluem a designação do Prince Group pelas autoridades dos EUA (OFAC) e do Reino Unido (OFSI). A FinCEN estabeleceu regra definitiva classificando o Huione Group como preocupação primária para lavagem de dinheiro.
Apesar de disruptivas, essas medidas não impediram a continuidade das redes. Os operadores seguem migrando para novos canais diante de adversidades. Mesmo após a remoção de algumas contas da Huione no Telegram, fornecedores mantiveram as operações em outras plataformas.
A Chainalysis destacou que combater essas redes demanda mudança de abordagem. É necessário passar da repressão reativa a plataformas isoladas para a interrupção proativa das redes subjacentes.
Urben orientou que identificar essas redes de lavagem de dinheiro exige a combinação de inteligência de fonte aberta, informações provenientes de pessoas e análise de blockchain. Segundo o especialista, somente quando essas ferramentas atuam juntas e desenvolvem pistas que se complementam será possível associar os envolvidos aos fluxos de valores e mapear essas redes.
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Empresa compra 40 mil Ethereum em uma semana e já controla 3,5% de todo o fornecimento
Uma empresa listada na bolsa de Nova York está comprando Ethereum de forma agressiva, mesmo com o preço do ativo em queda. A BitMine (BMNR) adquiriu mais de 40 mil ETH e agora detém 4,2 milhões de tokens. O montante representa 3,5% de todo o Ethereum em circulação.
A estratégia chama atenção em um momento em que o ETH opera abaixo de US$ 3 mil e acumula perdas no ano. A meta declarada da companhia é controlar 5% do fornecimento total da segunda maior criptomoeda do mundo.
CEO aposta em Ethereum após Fórum de Davos
O CEO da BitMine, Tom Lee, reforçou a confiança no Ethereum após participar do Fórum Econômico Mundial em Davos. Segundo ele, líderes globais passaram a enxergar ativos digitais como peça central do sistema financeiro do futuro.
Gráficos das reservas de Ethereum da BitMine. Fonte: CoinGecko
“ Em 2016, o tema em Davos foi a IA e a quarta revolução industrial. Ao longo da década seguinte, a Inteligência artificial e os data centers tiveram grande expansão, forçando países a adaptarem suas estratégias. Dez anos depois, 2026 marca o momento em que autoridades e líderes mundiais veem os ativos digitais como centrais para o sistema financeiro do futuro. Como Larry Fink destacou, isso é positivo para blockchains inteligentes. O Ethereum segue sendo a blockchain mais utilizada em Wall Street, além de ser a mais estável, sem qualquer paralisação desde sua criação”, afirmou Lee em comunicado.
Além de comprar, a BitMine também trava seus tokens em staking. Esse processo consiste em bloquear criptomoedas na rede para validar transações em troca de recompensas. Em um único dia, a empresa colocou US$ 610 milhões em ETH nessa modalidade, conforme dados da Lookonchain.
No total, a BitMine mantém US$ 6,5 bilhões travados, o que equivale a 52% de suas reservas.
Fila de validadores do Ethereum. Fonte: ValidatorQueue
Reportagem do BeInCrypto apontou que o volume total em staking já ultrapassou 36 milhões de ETH, o que corresponde a 30% do fornecimento da moeda. Considerando o ETH atualmente na fila de entrada, esse número pode em breve se aproximar de 40 milhões de ETH.
Fila de staking bate recorde histórico
O apetite institucional pelo Ethereum não se limita à BitMine. A fila de validadores aguardando para entrar no staking atingiu recorde de 3,3 milhões de ETH, segundo o Validator Queue.
O volume total travado na rede já supera 36 milhões de tokens. O número representa 30% de todo o Ethereum existente. Se a fila atual for absorvida, o montante pode chegar a 40 milhões de ETH em breve.
A retirada de tokens do mercado à vista tende a reduzir a pressão vendedora. O analista Milk Road avalia que a acumulação institucional ajuda a sustentar o preço.
Canal ascendente de preço do ETH. Fonte: Milk Road
“ É justamente esse tipo de acumulação institucional que mantém o $ETH em um canal ascendente. O mais importante é que contribui para trazer o preço de volta para esse canal quando fatores macroeconômicos empurram temporariamente para fora dele”, explicou Milk Road em publicação no X.
Riscos incluem margem apertada e diluição de ações
A estratégia agressiva da BitMine também desperta preocupações. A empresa começou a comprar Ethereum em julho de 2025. Desde então, o ativo caiu mais de 40% em relação ao pico de agosto.
O custo médio de aquisição da BitMine é de US$ 2.839 por token. Com o ETH negociado próximo de US$ 2.900, a margem de lucro é mínima. Uma nova queda pode colocar a empresa no prejuízo rapidamente.
Analistas da Seeking Alpha apontam outro risco: possível diluição massiva de ações. A diretoria pediu aos acionistas autorização para elevar o número de ações de 500 milhões para 50 bilhões.
“Apesar de a autorização não significar emissão imediata, ela concede ao comando da empresa aval para emitir novas ações em volume praticamente ilimitado”, afirmou RI Research, analista da Seeking Alpha, em declaração.
Reuniões recentes de acionistas também geraram controvérsias. CEO e CFO não compareceram. A empresa ainda investiu US$ 200 milhões em projeto de mídia do youtuber MrBeast, decisão sem relação aparente com a estratégia de blockchain.
Conforme a BitMine se aproxima da meta de 5% do fornecimento de Ethereum, a empresa se torna fator relevante na dinâmica de preços do ativo. O desfecho da aposta ainda é incerto.
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Brasileiro vendeu Ford Ka por 2 Bitcoins em 2015 e hoje teria R$ 1 milhão; conheça a história
Renato Amoedo tomou uma decisão inusitada em 2015. O engenheiro civil e advogado brasileiro aceitou 2,2 Bitcoins como pagamento por seu Ford Ka 1999. Na época, a quantia equivalia a cerca de US$ 690. Hoje, esses mesmos Bitcoins valem aproximadamente R$ 1 milhão.
O caso se tornou exemplo emblemático do potencial de valorização das criptomoedas ao longo da última década.
Pagamento em Bitcoin era aposta arriscada há 10 anos
Em 2015, o Bitcoin era cotado a cerca de US$ 314 por unidade. A criptomoeda ainda enfrentava desconfiança do mercado tradicional. Aceitar BTC como forma de pagamento por um veículo usado era considerado inovador e arriscado.
Amoedo decidiu correr o risco. Em vez de exigir pagamento em reais, aceitou a proposta em criptomoeda. A decisão parecia improvável de gerar grandes retornos naquele momento.
A aposta, porém, se provou certeira. Com a cotação atual do Bitcoin próxima de US$ 90 mil, os 2,2 BTC recebidos pelo Ford Ka hoje equivalem a cerca de R$ 1 milhão. O retorno supera qualquer aplicação tradicional disponível no mesmo período, conforme dados históricos do CoinGecko.
Valorização do Bitcoin superou 28 mil% em uma década
O Bitcoin passou por transformação radical desde 2015. A criptomoeda saiu de ativo de nicho para investimento institucional. Em 2025, o BTC alcançou pico histórico de US$ 119.488, segundo dados da CoinMarketCap.
Diversos fatores impulsionaram a valorização. A aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos atraiu bilhões de dólares em investimentos institucionais. A escassez programada do ativo, com limite de 21 milhões de unidades, sustentou a tese de reserva de valor. A adoção por empresas e governos ampliou a legitimidade da criptomoeda.
Enquanto isso, o mercado automotivo brasileiro seguiu trajetória oposta. Carros usados até se valorizaram em alguns períodos, especialmente durante a escassez de veículos novos. Nenhum modelo, porém, chegou perto da valorização do Bitcoin.
História ilustra poder da paciência no mercado cripto
A história, conhecida da comunidade brasileira, também foi contada no podcast BlockTrends, em entrevista de Renato.
O caso de Amoedo serve de lição sobre investimentos de longo prazo. A valorização de mais de 28 mil% não ocorreu de forma linear. O Bitcoin passou por quedas superiores a 80% em alguns momentos. Manter a posição exigiu convicção e tolerância à volatilidade.
Quem vendeu BTC durante as correções bruscas não capturou os mesmos ganhos. A história do Ford Ka vendido por Bitcoin reforça que decisões financeiras aparentemente pequenas podem gerar resultados extraordinários ao longo do tempo.
O episódio também evidencia a mudança na percepção sobre criptomoedas. O que era visto como aposta especulativa em 2015 hoje integra portfólios de fundos de investimento, bancos e governos ao redor do mundo.
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PF encontra cartas com instruções de lavagem de dinheiro do PCC usando criptomoedas
A Polícia Federal encontrou correspondências manuscritas com orientações sobre esquema de lavagem de dinheiro do tráfico por meio de criptomoedas. O achado ocorreu em um apartamento na rua São José, no bairro do Embaré, em Santos, durante a Operação Narco Azimut, deflagrada na quarta-feira (21).
Cinco suspeitos de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos na operação. Entre eles está Fernando Henrique Caetano da Cunha, o “Jimmy”, destinatário das cartas enviadas por Davidson Praça Lopes, o “Azimut”, que está preso desde abril do ano passado.
Líder do esquema coordenava operações mesmo preso
“Jimmy” é apontado pela PF como “responsável pela movimentação de criptoativos e conferência de valores em espécie” e um dos “principais articuladores logísticos” da organização.
Em uma carta datada de 28 de dezembro, “Azimut” repassa orientações específicas a “Jimmy”, relacionadas com Júlio César Oliveira Otaviano, “informando necessidades operacionais e de transações financeiras”, segundo a investigação.
Apontado como líder do grupo, Davidson “repassa inúmeras orientações quanto às movimentações financeiras de valores e de bens”, diz a PF. O próprio Davidson se refere a “Jimmy” como seu sócio. Em um diálogo com “Biel Work”, que também faz parte da estrutura do grupo, Davidson passa o contato de “Jimmy”: “Meu sócio irá atendê-lo.”
Transações atingiram R$ 39 milhões
As transações investigadas atingiram a quantia de R$ 39 milhões. Desse montante, R$ 15,5 milhões foram movimentados em espécie. Outros R$ 8,7 milhões passaram por transferências bancárias. O restante, R$ 15,4 milhões, foi movimentado em criptoativos.
O juiz Anderson Vioto, da 5.ª Vara Criminal Federal de Santos, destacou em despacho que “mesmo preso, o principal investigado identificado até o momento, Davidson, ainda continua coordenando os esquemas espúrios da associação criminosa constituída para a prática delitiva de ocultação ou dissimulação de bens e valores”.
O magistrado ressaltou que as movimentações envolviam “grandes quantias em espécie, transferências bancárias e criptoativos (notadamente USDT – Tether), tanto no território nacional quanto no exterior”.
Juiz converte prisão temporária em preventiva
Em despacho de 19 páginas, o juiz transformou o decreto de prisão temporária dos sete alvos da Operação Narco Azimut em prisão preventiva, sem prazo para vencer.
“Diante desse conjunto probatório robusto, conclui-se que Fernando Henrique Caetano da Cunha, o ‘Jimmy’, Júlio César Oliveira Otaviano e Davidson Praça Lopes, o ‘Azimut’, continuam exercendo função essencial no núcleo logístico e financeiro do grupo investigado”, afirmou o juiz.
Cinco investigados já estavam presos em regime temporário desde quarta-feira (21), quando a operação foi às ruas por ordem do juiz Roberto Lemos, também da 5.ª Vara Federal de Santos. São eles: Davidson Praça Lopes, Fernando Henrique Caetano da Cunha, João Gabriel de Jesus Fernandes, Rafael Pio de Almeida e Marcelo Henrique Antunes da Palma.
Dois suspeitos estão foragidos: Ezequiel da Silva Fernandes e Júlio Cesar Oliveira Otaviano.
Operação integra investigação maior sobre PCC
Davidson “Azimut” foi preso em abril do ano passado na Operação Narco Bet. O inquérito faz parte do mesmo escopo de investigação que prendeu Rodrigo de Paula Morgado em outubro de 2025, apontado pela PF como contador do PCC.
Na avaliação do juiz Anderson Vioto, “em face da gravidade concreta das condutas, da multiplicidade de núcleos funcionais envolvidos (logística para o manuseio, conferência, transporte e entrega de valores, comunicações, financeiro, lavagem patrimonial, contratação de ‘laranjas’ e fachada empresarial), da clara estrutura de comando e da transnacionalidade das remessas e transações financeiras praticadas, a prisão preventiva mostra-se absolutamente imprescindível”.
O magistrado também destacou ainda que “a análise de três correspondências manuscritas, por ele redigidas e endereçadas a Fernando Henrique Caetano da Cunha, ‘Jimmy’, revela o repasse de orientações relativas à movimentação de valores e bens, evidenciando a continuidade da atuação criminosa”.
A Operação Narco Azimut se conecta ainda com a Operação Narco Vela, demonstrando a amplitude das investigações da PF sobre a estrutura financeira do PCC.
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Tether lança stablecoin ‘Made in America’ para cumprir GENIUS Act
A Tether lançou a USA₮, uma nova stablecoin lastreada em dólar e criada especialmente para o mercado dos Estados Unidos, em uma iniciativa para estar em conformidade com a nova lei federal americana sobre stablecoins, conforme previsto no GENIUS Act.
O novo token, anunciado em 27 de janeiro, é emitido pela Anchorage Digital Bank, N.A., um banco norte-americano com licença federal. Trata-se da primeira stablecoin da Tether desenvolvida para operar integralmente dentro do sistema financeiro regulado dos EUA.
Tether Announces the Launch of USA₮, the Federally Regulated, Dollar-Backed Stablecoin, Made in America 🇺🇲🚀
Read more: https://t.co/rIMQTQ7ipX
— Tether (@tether) January 27, 2026
Uma stablecoin criada para a legislação dos EUA
A USA₮ foi estruturada para atender às exigências do GENIUS Act em relação a stablecoins de pagamento, contemplando emissão por banco, lastro em reservas integrais e monitoramento regulatório contínuo.
De acordo com a Tether, a stablecoin foi criada para instituições e plataformas dos EUA que exijam um dólar digital regulado federalmente. A Cantor Fitzgerald atuará como custodiante das reservas e dealer primário preferencial, promovendo transparência total das reservas desde o lançamento.
Na fase inicial, a USA₮ estará disponível em plataformas como Kraken, Crypto.com, MoonPay, OKX e Bybit.
Por que a Tether precisava de uma nova stablecoin
O lançamento ocorre após a pressão regulatória imposta pelo GENIUS Act, que estabeleceu o primeiro marco nacional para stablecoins ofertadas a usuários nos Estados Unidos.
Pela legislação, apenas stablecoins emitidas por entidades federais ou estaduais qualificadas podem ser comercializadas ou distribuídas a investidores norte-americanos.
Tokens emitidos fora do país e que não cumprem essas normas estão sujeitos a restrições por exchanges, bancos e provedores de pagamento regulados nos EUA.
Esse arcabouço limitou o uso da USDT, principal stablecoin da Tether.
A iniciativa coloca a Tether novamente em competição direta com a USDC da Circle, que já contava com segurança regulatória e alinhamento antecipado com instituições americanas.
Com uma stablecoin emitida por banco, a Tether passa a oferecer às instituições dos EUA uma alternativa regulada, sem perder o papel da USDT como principal token global lastreado em dólar.
Essa estrutura dupla permite que a Tether defenda sua posição de mercado tanto em âmbito doméstico quanto internacional.
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Bitcoin pode buscar US$ 100 mil? Dado que antecipou altas anteriores volta a piscar
O Bitcoin entrou em fase corretiva após queda recente. Sob a ótica da estrutura de mercado, porém, a tendência mais ampla permanece positiva.
A movimentação do preço se comporta mais como recuo controlado do que reversão. O cenário se alinha com padrões de prazo maior que, historicamente, antecedem movimentos de continuidade. Expectativa para o Bitcoin voltar aos US$ 100 mil aumenta.
Lucratividade da rede cai e reduz pressão vendedora
Pela perspectiva dos traders, a recente correção parece menos uma venda impulsiva e mais uma saída de investidores de curto prazo. Vendedores de curto prazo aparentam ter recuado, enquanto agentes maiores e mais pacientes se reposicionam discretamente.
Essa rotação costuma sinalizar a transição da distribuição tardia para o início da acumulação. O movimento cria condições para futura expansão de volatilidade positiva assim que a liquidez for restabelecida.
Dados on-chain (informações registradas diretamente na blockchain) reforçam essa leitura. A lucratividade em toda a rede do Bitcoin caiu de 75,3% para 66,9%, conforme dados da Glassnode. Essa queda levou a lucratividade abaixo do limite histórico inferior, situado em torno de 69,1%. Trata-se de uma faixa em que, repetidamente, o preço do ativo encontra estabilidade local.
Bitcoin Supply In Profit. Fonte: Glassnode
Quando cresce o percentual de investidores operando no prejuízo, a pressão por venda geralmente diminui. O incentivo para sair a preços desfavoráveis se reduz.
Historicamente, quedas abaixo dessa faixa de lucro agem como mecanismo de ajuste. O movimento permite ao preço formar uma base antes de novo impulso. Apesar de uma breve fase baixista de curto prazo interromper esse padrão, os níveis atuais estão expressivamente abaixo dos picos anteriores.
Bitcoin LTH NUPL. Fonte: Glassnode
Investidores de longo prazo desaceleram vendas
O comportamento dos investidores de longo prazo reforça o viés positivo. O indicador LTH NUPL (Long-Term Holder Net Unrealized Profit/Loss, que mede lucro ou prejuízo não realizado de holders de longo prazo) indica compressão de lucros em patamares que historicamente modificam a ação desses agentes.
Quando o LTH NUPL cai abaixo de 0,60, investidores de longo prazo costumam desacelerar ou interromper vendas. Preferem aguardar condições mais favoráveis. Em ciclos anteriores, essa mudança marcou o início da reacumulação e redução da pressão vendedora. O padrão permitiu retomada gradual do preço, conforme análises históricas da Glassnode.
Bitcoin a US$ 100 mil? Níveis técnicos definem próximos passos
Do ponto de vista técnico, o preço do Bitcoin permanece dentro de um canal de alta. Recentemente, o ativo reagiu a partir da linha inferior desta formação. Agora é negociado próximo de US$ 88.475.
O próximo desafio para os compradores é superar US$ 89.241 e retomar a zona psicológica dos US$ 90 mil. A consolidação acima desse patamar indicaria avanço do impulso de curto prazo e confirmaria força no padrão.
Análise de preço do Bitcoin. Fonte: TradingView
Um rompimento confirmado do canal abre espaço para objetivos mais altos. Um movimento em direção a US$ 98 mil seria o primeiro grande marco. Correção saudável até US$ 95 mil poderia ocorrer em seguida para buscar suporte. Essa base é fundamental antes de possível busca pelo patamar dos US$ 100 mil para o Bitcoin.
O risco de queda, porém, não pode ser ignorado. Caso a pressão vendedora retorne ou o cenário macroeconômico piore, a perda dos níveis atuais pode levar o Bitcoin abaixo de US$ 87.210. Nessa situação, queda mais acentuada até US$ 84.698 é plausível. O movimento invalidaria o cenário otimista e adiaria a tese de rompimento.
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Previsão XRP: triplo fundo faz analistas divergirem de alta
O triplo fundo no preço do XRP volta a colocar o token no centro das atenções da análise técnica. Em um mercado volátil, diversos especialistas observam uma estrutura historicamente associada a possíveis reversões de alta. Alertas permanecem, porém, sobre riscos de queda caso certos patamares sejam perdidos.
Nas últimas sessões, o XRP permaneceu abaixo de US$ 2,00. O cenário gerou interpretações divergentes entre analistas. Entender o que essa formação indica contribui para contextualizar o momento da moeda.
O que é triplo fundo e como ele aparece no XRP?
O triplo fundo é um padrão técnico que ocorre quando o preço atinge a mesma faixa de suporte três vezes sem rompê-la. A formação pode indicar exaustão dos vendedores e possível acumulação por compradores.
De acordo com o analista EGRAG CRYPTO, o XRP registrou três fundos semelhantes antes de iniciar uma fase de consolidação. Em análise gráfica recente publicada no X, o especialista menciona “padrões dentro de padrões”. Ele ressalta que o preço segue acima da banda mediana dos US$ 1,80.
#XRP Patterns Within Pattern: Triple Bottom Pattern pic.twitter.com/A9m4auNMVE
— EGRAG CRYPTO (@egragcrypto) January 26, 2026
Esse comportamento costuma ser interpretado como sinal de enfraquecimento da pressão vendedora. Em ciclos anteriores, estruturas semelhantes antecederam movimentos direcionais mais amplos, ainda que nem sempre de forma imediata. A confirmação geralmente ocorre através do rompimento claro de níveis de resistência.
Outro analista acompanhado pela comunidade, Dark Defender, destacou que o XRP segue defendendo zonas-chave apesar da volatilidade geral do mercado. O trader e investidor CW aponta que o token da Ripple atingiu uma parede expressiva de venda. Se esse patamar for superado, o preço pode seguir até US$ 2,30, afirmou.
Dados do BeInCrypto indicam que o XRP está cotado a US$ 1,90 após subir 1% nas últimas 24 horas. O token registrou recuo de 7,5% nas últimas duas semanas. Esse cenário reforça a ideia de consolidação ao invés de definição de tendência.
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Padrão gera sinais mistos entre analistas
Apesar do interesse em torno do triplo fundo, nem todos compartilham visão otimista. Por um viés mais cauteloso, o XRP pode enfrentar riscos caso perca o suporte de US$ 1,82.
Uma perda clara desse patamar pode ser vista como reflexo de um ambiente mais amplo de aversão ao risco. Não seria obrigatoriamente um problema específico do token. Essa análise ressalta que padrões técnicos não atuam isolados. Estão inseridos no contexto macroeconômico e no sentimento geral do mercado, conforme destacou o BeInCrypto em espanhol.
Los traders de corto plazo muestran un sesgo cada vez más bajista
Muchos están apostando a nuevas caídas
El mapa de liquidaciones a 7 días muestra que las posibles liquidaciones de Shorts superan a las posiciones Long
— BeInCrypto Español 🗞 (@beincrypto_es) January 26, 2026
A coexistência dessas leituras explica a indecisão atual. Gráficos em períodos mais longos sugerem acumulação. Intervalos mais curtos permanecem sensíveis a eventuais aumentos de pressão vendedora.
Na prática, o comportamento do volume será determinante. Sem avanço consistente na participação, o triplo fundo pode se manter como estrutura incompleta. Por outro lado, uma quebra acompanhada de aumento de atividade reforçaria a análise de alta.
No momento, o XRP opera em faixa de equilíbrio. Compradores e vendedores avaliam o próximo impulso do mercado. A expectativa é se o preço conseguirá se firmar acima da resistência ou se cairá abaixo dos pontos-chave, invalidando o padrão observado.
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O ecossistema do Bitcoin registrou aumento de 6% nas vagas de emprego em 2025. Funções fora da área de desenvolvimento representaram a maioria das novas oportunidades, conforme relatório recente da Bitvocation.
Os dados indicam que o mercado de trabalho do Bitcoin está amadurecendo. Fatores como alinhamento cultural, participação comunitária e contribuição visível ganham cada vez mais relevância frente a credenciais tradicionais nos processos de contratação.
Empresas exclusivamente de Bitcoin ampliam participação
O relatório 2025 Bitcoin Jobs Data destacou as tendências de contratação em empresas voltadas exclusivamente ao Bitcoin e em companhias relacionadas ao setor.
O estudo define empresas exclusivamente de Bitcoin como aquelas que atendem três critérios: produtos com foco exclusivo na criptomoeda, identificação pública como Bitcoin-only ou Bitcoin-first, e contribuição ativa para o ecossistema por meio de desenvolvimento open-source ou envolvimento comunitário.
De acordo com o levantamento, em 2025 foram registradas 1.801 vagas únicas relacionadas ao Bitcoin. O número representa avanço de 6% ante as 1.707 posições de 2024.
Empresas dedicadas exclusivamente ao Bitcoin responderam por 47% do total de vagas, ante 42% no ano anterior. Companhias relacionadas ao Bitcoin somaram 53%. A diferença entre os dois grupos seguiu diminuindo ao longo de 2025.
O crescimento entre empregadores exclusivos ocorreu de forma distribuída. O relatório apontou 154 empresas desse perfil, cada uma com média de 6 contratações. A Riot Platforms liderou este grupo, mas manteve participação modesta. No conjunto dos dez maiores empregadores exclusivos, houve alta expressiva de 122% na comparação anual.
“Este é um ecossistema distribuído. O crescimento não se concentra apenas em poucas gigantes — está presente em empresas de mineração, lightning network, serviços financeiros e custódia própria, que atuam de maneira sustentável”, diz o relatório.
Crescimento no número de vagas em empresas focadas exclusivamente no Bitcoin. Fonte: Bitvocation
Funções não técnicas representam 74% das vagas
Segundo o relatório, trata-se de um ecossistema distribuído. O crescimento não se concentra apenas em poucas gigantes. Está presente em empresas de mineração, Lightning Network (rede de segunda camada para pagamentos rápidos em Bitcoin), serviços financeiros e custódia própria, que atuam de maneira sustentável.
“Empresas exclusivamente de Bitcoin priorizam mineração, mídia e design, contratando mais para cargos de entrada e liderança. Companhias adjacentes lideram em finanças, RH e engenharia, com preferência por experiência sênior e média”
Por outro lado, a contratação nas empresas relacionadas ao Bitcoin apresentou forte concentração. A Bitdeer respondeu por quase um terço dessas vagas, com 307 anúncios. As dez principais desse segmento ocuparam 85% do total.
EUA lideram contratações; Ásia cresce de forma consistente
Regionalmente, os Estados Unidos mantiveram ampla liderança no mercado de trabalho do Bitcoin. O país concentra mais vagas que todos os demais somados. A Ásia também apresentou crescimento consistente.
Cingapura registrou alta de 158% nas vagas ligadas ao Bitcoin. O avanço foi motivado sobretudo por expansão pontual de grande empregador. Outros polos de contratação, menores mas expressivos, surgiram em El Salvador, Butão e Brasil. Os casos reforçam como políticas favoráveis ao Bitcoin podem gerar empregos locais.
“As Américas são território exclusivamente de Bitcoin. A América do Norte lidera com 309 empregos só de Bitcoin. Europa e Ásia têm preferência por funções adjacentes, com poucas exceções”, destacou a Bitvocation.
O trabalho remoto se manteve como característica central do mercado, apesar de recuo na comparação anual. Das vagas publicadas, 809 posições (45%) eram para atuação remota, contra 53% em 2024. Companhias exclusivamente de Bitcoin mantiveram preferência por equipes distribuídas, oferecendo possibilidades de trabalho remoto em 56% das funções.
O que as empresas que pagam em Bitcoin mais valorizam?
Empresas do Bitcoin relataram que os desafios na contratação estão menos relacionados ao volume de candidatos e mais na adequação em habilidades, perfil e entendimento do ecossistema.
Além de diplomas ou currículos tradicionais, empregadores passaram a valorizar demonstrações concretas de atividade, como contribuições open-source, participação em comunidades, produção pública de conteúdo ou experiência prática dentro do universo do Bitcoin.
“As vagas mais difíceis de preencher se concentram em dois extremos: posições técnicas altamente especializadas (Bitcoin Core, Lightning, segurança) e funções não técnicas que exigem tradução dos valores do Bitcoin em produto, crescimento, operações ou comunicação”, acrescenta o relatório.
A versatilidade também surgiu como aspecto importante. Muitas empresas do Bitcoin, principalmente nas fases iniciais, buscam profissionais que consigam atuar em diferentes funções e assumir múltiplas responsabilidades.
Boa comunicação e capacidade de traduzir os princípios do Bitcoin em produto, operações, expansão ou estratégia passaram a ser diferenciais em funções fora do campo técnico.
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Bitcoin pode despencar com risco de shutdown nos EUA nesta quinta-feira
O Bitcoin se aproxima de um evento macroeconômico relevante. Parlamentares dos Estados Unidos correm para evitar nova paralisação do governo federal antes do prazo de financiamento, que se encerra na quinta-feira (30). O mercado entra neste período sob pressão, após rali frustrado em janeiro e mudança expressiva de sentimento.
Historicamente, o Bitcoin não apresenta comportamento consistente como ativo de proteção durante paralisações do governo americano. Sua cotação tende a seguir o impulso predominante do mercado.
Congresso trava negociações orçamentárias
O risco renovado de shutdown decorre do fracasso do Congresso em finalizar vários projetos orçamentários do ano fiscal de 2026. O financiamento temporário expira na quinta-feira (30). As negociações seguem travadas, sobretudo pelo orçamento do Departamento de Segurança Interna, conforme reportou a Al Jazeera.
BREAKING: Senate minority whip Durbin opposes DHS funding, escalating risk of partial government shutdown
🔴 LIVE updates: https://t.co/aPYdSrzjFu pic.twitter.com/DHxfaCZmPz
— Al Jazeera Breaking News (@AJENews) January 25, 2026
Caso os parlamentares não aprovem nova resolução provisória ou o orçamento anual completo até o prazo, partes do governo federal começarão a ser paralisadas imediatamente. O mercado agora trata o dia 30 de janeiro como um evento macro binário.
A movimentação do preço do Bitcoin ao longo de janeiro já mostra maior fragilidade. Após tentar romper a faixa entre US$ 95 mil e US$ 98 mil no meio do mês, o BTC não conseguiu sustentar esses patamares e reverteu com força.
Gráfico do preço do Bitcoin em janeiro de 2026. Fonte: CoinGecko
Histórico mostra quedas em três dos quatro últimos shutdowns
O histórico de desempenho do Bitcoin durante paralisações do governo americano oferece pouco suporte a uma narrativa otimista.
Desempenho do Bitcoin nos quatro últimos shutdowns dos EUA
Nos quatro shutdowns registrados na última década, o Bitcoin caiu ou manteve tendências de baixa já existentes em três deles. Apenas em um caso, uma breve falha de financiamento em fevereiro de 2018, houve valorização. O avanço ocorreu mais por reação técnica de sobrevenda do que como consequência direta do shutdown.
O padrão mais amplo permanece: shutdowns funcionam como catalisadores de volatilidade, não direcionadores de tendência. O Bitcoin costuma amplificar o movimento do momento, em vez de revertê-lo.
Mineradoras reduzem produção por tempestades de inverno
Dados recentes on-chain (informações registradas diretamente na blockchain) indicam necessidade de cautela adicional. Segundo a CryptoQuant, grandes empresas americanas de mineração reduziram drasticamente sua produção nos últimos dias. Tempestades de inverno e limitação de energia elétrica causaram as interrupções, conforme destacou o analista JJ Moreno.
As the winter storm hits the US, Bitcoin mining companies curtail operations to support the power grid.
Their daily Bitcoin production was hit significantly in the last few days.
Além disso, a produção diária de Bitcoin caiu de forma substancial em operações como CleanSpark, Riot Platforms, Marathon Digital e IREN. Embora a redução momentânea da oferta possa limitar vendas no curto prazo, também evidencia estresse operacional no setor de mineração.
Historicamente, restrições de oferta por parte de mineradoras não compensam quedas impulsionadas pelo cenário macroeconômico caso a demanda não esteja fortalecida. Os sinais atuais de demanda seguem fracos.
Prejuízos realizados aumentam entre investidores
O indicador NRPL (Net Realized Profit/Loss, que mede lucro e prejuízo realizado líquido) também reforça perspectiva defensiva. Nas últimas semanas, observa-se aumento nos prejuízos realizados. Há menos movimentos expressivos de realização de lucro em comparação ao início de 2025.
Lucro e prejuízo realizado líquido do Bitcoin. Fonte: CryptoQuant
O dado indica que investidores estão saindo de suas posições em valores desfavoráveis, sem confiança para realocar capital. Esse comportamento costuma aparecer em fases finais de ciclo, marcadas por distribuição de ativos e redução de riscos, não por acumulação.
Nesse cenário, manchetes negativas de macroeconomia tendem a acelerar a volatilidade negativa em vez de impulsionar altas sustentadas.
Cenário aponta para volatilidade com viés de baixa
Se os EUA entrarem em shutdown na quinta-feira (30), o Bitcoin tende a se comportar mais como ativo de risco do que como proteção.
O cenário mais provável é aumento da volatilidade no curto prazo, com tendência de baixa. Nova queda até os mínimos de janeiro estaria alinhada ao histórico de shutdowns e à estrutura atual do mercado. Qualquer recuperação deve ter caráter técnico e ser passageira, a menos que a liquidez global apresente melhora expressiva.
Portanto, um movimento de forte valorização do Bitcoin motivado exclusivamente por notícias de shutdown parece improvável. O ativo raramente avança nessas situações sem fluxo positivo e mudanças no sentimento. Esses fatores não se apresentam no momento.
O Bitcoin não se encontra em posição de força diante do risco de shutdown. Saídas líquidas de ETFs, aumento de prejuízos realizados, pressão sobre mineradoras e rejeição de resistências sinalizam quadro de cautela.
À medida que quinta-feira (30) se aproxima, o risco de shutdown pode servir de teste de estresse para uma confiança de mercado já fragilizada.
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Executivo da BlackRock pode ser novo presidente do Fed
O mandato do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, se encerra em maio deste ano. Usuários de plataformas de previsão já apostam em quem o presidente Donald Trump escolherá como substituto.
No início, Kevin Hassett era apontado como favorito. Agora, o foco se voltou para Rick Rieder, diretor de investimentos da BlackRock, maior gestora de ativos do mundo.
Rieder aparece com 45% de chance nas plataformas de previsões
Rieder surge com força expressiva nas plataformas de previsão. Nos mercados da Polymarket e Kalshi, ele tem 45% de chance de ser indicado. Assim, o percentual supera outros nomes cotados, como o diretor do Fed Christopher Waller e o ex-dirigente Kevin Warsh.
Rick Rieder lidera as pesquisas para assumir a presidência do Fed. Fonte: Kalshi.
A aposta ganhou força após declarações de Trump em Davos. Em entrevista recente à CNBC no Fórum Econômico Mundial, o presidente classificou o executivo da BlackRock como “muito impressionante”.
Trump afirmou que restaram três nomes na disputa, mas na prática são dois. Segundo ele, provavelmente a decisão já está definida em sua cabeça para um dos candidatos.
As especulações apontam Rieder como o principal favorito.
“Diria que restaram três nomes, mas na verdade são dois. E provavelmente, em minha cabeça, já está definido para um”, afirmou Trump.
Segundo a Bloomberg, Rieder se destaca entre os concorrentes por vários fatores. Diferentemente de Waller e Warsh, ele nunca integrou o Federal Reserve. Por isso, é visto como menos ligado à instituição. Rieder ainda manifestou disposição para promover mudanças no Fed.
Mesmo assim, não seria a primeira vez que Trump afirma já ter escolhido um candidato.
Hassett perde força na disputa
Há um mês, Hassett surgiu como principal nome cotado para substituir Powell.
Como diretor do Conselho Econômico Nacional (NEC) dos Estados Unidos, ele sempre expressou posturas favoráveis à redução dos juros. Sua visão econômica se alinha à agenda de Trump.
Diante desse alinhamento, Trump chegou a apoiar Hassett como possível presidente do Fed. Há menos de duas semanas, porém, mudou de posição. O presidente indicou que prefere manter Hassett à frente do NEC.
Conforme a Polymarket, as chances de Hassett caíram para 8%.
Cortes de juros podem beneficiar Bitcoin e Ethereum
Juros mais baixos significam maior liquidez. Para os consumidores, isso representa crédito mais barato e, em diversas situações, aumento do apetite por risco.
Se o Federal Reserve, sob nova liderança, seguir reduzindo juros, Bitcoin e Ethereum podem ser beneficiados por uma retomada de valorização.
No entanto, as condições para cortes nos juros são determinantes.
Nos últimos meses, o governo Trump questionou reiteradamente a autonomia do Federal Reserve, provocando reações negativas nos mercados de títulos e impulsionando a volatilidade também nas criptos.
Caso Trump continue pressionando a próxima presidência do Fed, a perspectiva para o mercado de cripto pode se deteriorar.
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Documentário de Melania Trump estreia nesta semana: TRUMP coins vão subir?
Os mercados de cripto muitas vezes reagem menos a fundamentos e mais à atenção. Quando as narrativas atingem o ápice, o preço só acompanha se volume e posicionamento confirmarem o movimento. Com o lançamento do documentário de Melania Trump previsto para 30 de janeiro, traders avaliam se a empolgação vai se traduzir em demanda sustentada por MELANIA e TRUMP — ou se ambas correm o risco de perder força quando o interesse atingir o pico.
Até agora, a movimentação dos preços dessas duas memecoins nativas da Solana mostra um posicionamento inicial, sem convicção expressiva. Os gráficos, dados de volume e sinais on-chain indicam que ambas estão em pontos decisivos, onde apenas o sentimento pode não ser suficiente.
MELANIA, the film, exclusively in theaters worldwide on January 30th, 2026. pic.twitter.com/n2kloQ4JwW
— MELANIA TRUMP (@MELANIATRUMP) December 17, 2025
Análise de preço da MELANIA: estrutura de alta se forma, mas volume ainda apresenta atraso
No gráfico diário, o preço da MELANIA apresenta um padrão de xícara-com-alça, estrutura que frequentemente sinaliza continuidade de alta quando confirmada. A base arredondada se formou ao longo de dezembro, seguida de uma breve consolidação que originou a alça. Recentemente, o preço tentou romper para cima a partir dessa região, indicando intenção inicial de alta.
No entanto, a tentativa de rompimento foi fraca, considerando que o preço da Melania Meme token operou praticamente lateralizado nos últimos sete dias.
A linha de confirmação desse padrão apresenta inclinação levemente descendente, dificultando a validação do movimento. A MELANIA tentou superar essa resistência em 24 de janeiro, mas não conseguiu. O problema não foi apenas rejeição de preço — mas também falta de volume.
Estrutura de Preço da MELANIA: TradingView
Do ponto de vista gráfico, a projeção desse padrão sugere potencial de alta de 111%. Porém, sem expansão do volume, essa projeção permanece apenas teórica.
Volume confirma o ponto fraco
O volume negociado em exchanges descentralizadas expõe claramente o problema. As negociações da MELANIA na Ethereum DEX ficaram discretas há semanas, exceto por um pico em 19 de janeiro, quando o volume subiu de forma pontual, mas voltou a cair logo depois. Fora esse momento, a participação segue baixa.
Portanto, os padrões de volume em exchanges e exchanges descentralizadas ainda não apontam para um movimento de rompimento.
O volume reduzido nessas plataformas impacta MELANIA justamente por ser uma memecoin impulsionada por hype. Esta categoria de ativos exige fluxo constante de entrada para sustentar tendências. Atualmente, esse fluxo ocorre de forma irregular.
Volume Fraco em DEX: Dune
Isso justifica por que a força do preço estagnou, mesmo com padrão técnico considerado construtivo.
Sentimento subiu primeiro e depois recuou
O sentimento nas redes sociais traz mais contexto. O otimismo em relação à MELANIA atingiu o ápice em 20 de janeiro, com pontuação próxima de 4,0 — o maior nível desde o final de outubro. Historicamente, picos semelhantes antecederam altas de preço, porém com certo atraso.
Por exemplo, o sentimento alcançou 4,95 no fim de outubro, e a cotação subiu para US$ 0,20 até meados de novembro. Esse padrão mostra que o sentimento costuma antecipar o movimento — mas só quando acompanhado de volume.
Sentimento Positivo: Santiment
Desta vez, o sentimento já recuou. Os dados mais recentes apontam para 1,85, bem abaixo do pico de janeiro.
Com a proximidade do documentário, a ausência de aceleração do sentimento serve de alerta. Se a euforia fosse antecipar fortemente o evento, o otimismo já estaria em expansão.
Baleias estão comprando, mas sem agressividade
Os dados on-chain trazem nuances. Nos últimos sete dias, baleias de MELANIA aumentaram as reservas em cerca de 9,7%, enquanto os saldos nas exchanges recuaram levemente. Isso aponta para um posicionamento inicial, em vez de FOMO tardio.
Baleias da Melania Meme: Nansen
Ainda assim, é importante observar a dimensão. Há acúmulo, mas não explosivo. As baleias mostram interesse, mas não pressionam por um rompimento imediato.
Principais níveis de preço da Melania que determinam a tendência
Para a MELANIA, a estrutura tem mais relevância, com os seguintes níveis de preço a serem observados:
A confirmação de alta exige um fechamento diário acima de US$ 0,190, acompanhado por aumento de volume.
Acima desse patamar, o potencial de alta até US$ 0,298 se torna estruturalmente válido, seguindo a projeção de rompimento.
Se o preço da MELANIA cair abaixo de US$ 0,141, a formação de xícara com alça perde força.
Uma queda abaixo de US$ 0,098 invalidaria completamente a configuração e sinalizaria risco de venda em resposta a notícias.
Análise do preço da MELANIA: TradingView
Atualmente, o preço da MELANIA está em uma zona intermediária. A estrutura permanece ativa, mas não encontra sustentação no volume.
Isso leva a uma nova questão: se o token da primeira-dama depende de entusiasmo, sentimento e volume alinhados, será que TRUMP apresenta sinais semelhantes ou mais fortes — ou o capital está favorecendo lados diferentes do mesmo enredo?
Análise de preço da TRUMP: interesse mais forte de grandes investidores, mesmo problema de volume
O gráfico da TRUMP mostra uma narrativa diferente, porém relacionada. O preço da Official Trump é negociado dentro de um wedge descendente, uma estrutura que costuma indicar avanço quando rompe a linha superior. Do ponto de vista técnico, a TRUMP está mais próxima de confirmar rompimento do que MELANIA. No entanto, enquanto MELANIA apresenta oscilação lateral, o preço da TRUMP caiu de 3% em relação à semana anterior.
Estrutura da TRUMP: TradingView
O movimento projetado a partir do wedge aponta para um possível ganho de 56% caso o impulso aumente.
Atividade das baleias é mais forte que MELANIA
Dados on-chain apresentam diferença expressiva entre os dois tokens. As baleias da TRUMP ampliaram seus volumes em mais de 17% na última semana, quase o dobro da taxa de acumulação da MELANIA.
Baleias de TRUMP: Nansen
Isso indica que investidores de grande porte estão se posicionando com maior confiança na TRUMP, provavelmente devido à sua dominância social superior e narrativa mais abrangente.
Comparação da dominância social: MELANIA x TRUMP: Santiment
A dominância social da TRUMP é de 0,39%, enquanto a MELANIA alcança apenas 0,006%. Esse pode ser um dos motivos para o maior interesse dos grandes investidores na TRUMP.
Atividade em DEX indica que participação está diminuindo
Apesar da movimentação das baleias, os dados de exchanges descentralizadas (DEX) mostram redução no envolvimento do varejo, fenômeno semelhante ao visto na MELANIA. O volume da TRUMP nos DEX atingiu o pico em 3 de janeiro, acima de US$ 157 milhões por dia. Desde então, a atividade caiu para cerca de US$ 7,5 milhões, representando queda superior a 95%.
Atividades em DEX para TRUMP: Dune
Tanto o tamanho médio das negociações quanto o número de traders apresentaram queda, o que confirma que a estabilidade recente nos preços não é sustentada por nova demanda.
Esse cenário se repete na MELANIA: a estrutura existe, mas falta continuidade.
O nível de preço da TRUMP que mais importa
Para ativar esse movimento, a TRUMP precisaria de um fechamento claro acima de US$ 5,15. Esse patamar romperia a resistência do wedge e mudaria a estrutura do mercado para alta.
Caso isso ocorra, um avanço em direção a US$ 7,38 passa a ser plausível.
Padrão de alta para TRUMP: TradingView
Na queda, o risco está claramente definido:
US$ 4,64 tem atuado como principal suporte para o preço de TRUMP desde o recuo ocorrido em outubro.
Uma perda expressiva de US$ 4,63 enfraqueceria a estrutura de alta.
Correlação liga Melania e Trump
O aspecto final é a correlação.
No longo prazo, MELANIA e TRUMP apresentaram correlação positiva de 0,88, o que indica que a movimentação de uma frequentemente influencia a outra. O domínio social relacionado a Trump também permanece muito acima do de MELANIA, o que explica o maior interesse de grandes investidores da TRUMP.
Essa relação é relevante. Caso MELANIA tenha um rompimento apoiado por volume devido à repercussão de um documentário, estatisticamente a TRUMP tende a se beneficiar. O contrário também se aplica.
Correlação de longo prazo: DeFillama
Mas a correlação não gera volume. Ela apenas transfere o impulso quando já existe.
Entretanto, ambas possuem baixa correlação com o Bitcoin, sendo que a MELANIA mostra até uma correlação negativa no longo prazo. Portanto, caso o Bitcoin passe por correção, a MELANIA pode ser favorecida.
Correlação com o BTC: Defillama
As duas memecoins estão organizadas estruturalmente. MELANIA apresenta padrão de alta, mas com baixa participação do público. TRUMP tem maior apoio de grandes investidores, porém registra queda na movimentação do varejo devido à diminuição das negociações em DEX.
Para que qualquer uma das duas registre alta, o volume precisa aparecer antes ou durante o lançamento do documentário, não após. Caso contrário, ambas correm risco de picos breves seguidos de exaustão.
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3 altcoins para acompanhar na última semana de janeiro
O mercado de cripto registrou piora nos últimos dias, ainda que o cenário macroeconômico apresente sinais de melhora. Mesmo assim, as altcoins seguem mais dependentes de desenvolvimentos externos em suas redes para uma possível recuperação.
O BeInCrypto analisou três altcoins que podem apresentar mudanças na última semana de janeiro.
Hedera (HBAR)
A HBAR é negociada próxima de US$ 0,1058 neste momento, mantendo a tendência de baixa iniciada há mais de três meses. O cenário baixista persistente desacelerou o crescimento da Hedera. O movimento de preço segue pressionado, refletindo cautela à medida que investidores avaliam se a queda prolongada está próxima do fim.
Apesar da fraqueza, surgem indícios de acúmulo. O Índice de Fluxo de Dinheiro voltou a subir, indicando aumento da pressão compradora e redução no impulso de venda. Esse cenário sugere que as compras em queda aumentam. Caso se mantenha, HBAR pode tentar superar US$ 0,109, abrindo caminho para US$ 0,114 e US$ 0,120.
Análise de preço da HBAR. Fonte: TradingView
O risco de queda permanece caso um suporte relevante seja perdido. Caso haja um movimento decisivo abaixo do nível de US$ 0,103, a estrutura pode ser enfraquecida. Nesse cenário, HBAR pode recuar para US$ 0,099 ou menos, invalidando a perspectiva otimista e ampliando a tendência de baixa.
River (RIVER)
A RIVER valorizou 198% na última semana e era negociada próxima dos US$ 80. O forte rali levou a altcoin a um novo recorde histórico de US$ 84 durante o pregão intradiário. O movimento reflete fluxo comprador intenso com operadores apostando em ativos de maior desempenho diante de melhora no sentimento geral do mercado.
Indicadores técnicos confirmam a tendência positiva. O Parabolic SAR permanece abaixo dos candles, sinalizando alta em andamento. Entradas contínuas de capital sustentam o avanço dos preços. Se o ritmo continuar, RIVER pode buscar o patamar psicológico dos US$ 100 e, eventualmente, alcançar o objetivo de US$ 115.
Análise de preço da RIVER. Fonte: TradingView
O risco maior é caso a realização de lucros ganhe força. Vendas intensas podem romper o suporte dos US$ 60 e enfraquecer o cenário. Se isso ocorrer, o preço de RIVER pode retrair rapidamente até US$ 36, anulando a tese positiva e indicando ajuste mais profundo.
US Oil (USOR)
A US Oil (USOR) tem lançamento previsto para a próxima semana, chegando como índice descentralizado de reservas on-chain em Solana. O token proporciona exposição digital às reservas físicas de petróleo, utilizando reconciliação transparente de fornecimento e dados de mercado para garantir segurança e transparência.
10 Days Remain.
02.01.26$USOR
— USOR (@USORProject) January 21, 2026
Os fundamentos mostram-se sólidos, com 96% do fornecimento de USOR atualmente bloqueado. O foco geopolítico ampliado sobre o controle dos EUA no petróleo venezuelano amplia a relevância. Esses fatores colocam USOR entre as altcoins mais monitoradas para o fim de janeiro e início de fevereiro.
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Preço da Zcash aponta para queda de 35%, mas grupo mantém otimismo
O preço da Zcash enfrenta pressão constante há duas semanas, com uma estrutura cada vez mais inclinada para o viés de baixa. Desde meados de janeiro, a ZEC entrou em uma trajetória de queda que indica possibilidade de recuo de até 35% caso patamares cruciais sejam rompidos.
No entanto, nem todos os indicadores estão alinhados. Alguns grandes investidores continuam aumentando a exposição, enquanto indicadores de momento de curto prazo apontam que a tendência de compras em quedas ainda persiste, mesmo com saídas rápidas. Agora, a estabilidade ou continuidade da queda depende da reação do preço em torno de alguns níveis críticos.
Estrutura de análise indica uma queda de 35%
O gráfico diário da Zcash indica que o rompimento do padrão bear-flag ocorreu em 16 de janeiro, quando o preço caiu abaixo da zona de US$ 414. Esse movimento representou a perda da faixa de consolidação anterior e confirmou a estrutura de continuidade de baixa.
Com base na altura da faixa prévia, no mastro do bear-flag e na projeção do rompimento, a estrutura aponta para um alvo na região de US$ 266. O cenário indica uma potencial queda de cerca de 35% em relação à área do rompimento.
Estrutura de queda do ZEC: TradingView
A situação já não é mais apenas um risco teórico. O preço da ZEC já se move conforme a projeção, indicando que os vendedores seguem controlando a tendência geral.
Porém, a estrutura por si só não justifica por que o preço não acelerou ainda mais a queda. Para isso, é necessário analisar o momento e o fluxo de capital.
Grandes investidores entram, mas confiança do varejo permanece fraca
Apesar da configuração baixista, a Zcash registrou recuperação de curto prazo de cerca de 9% a partir do fundo em 25 de janeiro. Esse movimento está alinhado com as alterações no Chaikin Money Flow, ou CMF.
O CMF avalia se grandes volumes de capital estão entrando ou saindo de um ativo, considerando preço e volume. Quando o indicador sobe, sugere aumento da pressão compradora. Quando cai abaixo de zero, sinaliza saídas líquidas.
Recentemente, o CMF da ZEC superou uma linha de tendência descendente que o limitava há semanas. Essa mudança contribuiu para a recuperação de curto prazo. Contudo, o indicador permanece abaixo da linha zero, o que significa que, embora exista pressão compradora, ela não é forte o suficiente para reverter a tendência predominante.
Uma superação semelhante do CMF acima de zero, no passado, levou a uma alta de quase 31%. Portanto, para anular a trajetória de queda, a retomada do patamar zero pelo CMF é fundamental.
Rompimento do CMF: TradingView
Dados on-chain sobre investidores trazem mais elementos. Nas últimas 24 horas, endereços classificados como whales e mega-whales aumentaram suas posições em torno de 5,96% e 1,39%, respectivamente. Essa movimentação provavelmente justifica a melhora do CMF. Grandes investidores demonstram disposição para comprar na fraqueza.
Whales do ZEC: Nansen
O comportamento do varejo é distinto. Dados de fluxo spot mostram que, após um breve período de saídas, as entradas líquidas voltaram durante a recuperação. Em resumo, quando o preço saltou cerca de 9% em relação ao piso de ontem, a pressão vendedora aumentou para quase US$ 9 milhões. Isso sugere que muitos participantes, possivelmente do varejo, aproveitam as altas para reduzir exposição, e não para ampliar.
Entradas spot: Coinglass
Essa divisão ajuda a entender a divergência nos sinais. Whales sustentam o preço da ZEC na margem, enquanto o varejo mantém postura cautelosa e oportunista nas altas.
MFI indica que compras na baixa continuam, mas estrutura de preço da Zcash determina as regras
O Money Flow Index, ou MFI, auxilia a esclarecer essa contradição. O indicador acompanha a força compradora e vendedora considerando preço e volume.
Entre 14 e 25 de janeiro, o preço da ZEC registrou queda, enquanto o MFI subiu. Essa divergência de alta indica que houve compras durante o recuo, mesmo com a desvalorização. Isso ajuda a explicar por que a ZEC não apresentou uma queda em linha reta, apesar da estrutura negativa. Conforme gráficos e métricas anteriores, a possível origem dessas compras são os grandes investidores.
Compras em quedas seguem fortes: TradingView
No entanto, a força das compras nas quedas não consegue sustentar o movimento por tempo indefinido. Os níveis de preço agora ganham mais importância do que os indicadores.
No cenário de baixa, a região dos US$ 326 é fundamental. Esse patamar está alinhado com uma importante retração de Fibonacci e atuou como um piso temporário. Uma quebra clara abaixo de US$ 326 deve acelerar a busca pelos US$ 266, considerado o principal alvo do movimento de queda. Se a pressão vendedora aumentar, até mesmo o nível de US$ 250 pode ser testado.
Análise de preço da Zcash: TradingView
Pelo lado positivo, o preço da Zcash precisa primeiro superar os US$ 402.
Esse patamar representa um antigo suporte e agora serve de resistência de curto prazo. Acima desse ponto, a região dos US$ 449 se torna o principal foco. Um avanço acima de US$ 449 deve anular boa parte da estrutura de baixa e indicar que o movimento de queda está perdendo força.
O artigo Preço da Zcash aponta para queda de 35%, mas grupo mantém otimismo foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Gráfico de preço do Ethereum alerta para queda de 20%
O preço do Ethereum caiu cerca de 1,3% nas últimas 24 horas e quase 10% na última semana. Isso deixou de ser apenas volatilidade de curto prazo. No gráfico diário, o valor do ETH já rompeu uma linha de pescoço importante, ativando uma estrutura de baixa que alerta para um potencial recuo de 20% caso o suporte não seja mantido.
Ao mesmo tempo, uma nova variável entrou em cena. O capital parece estar migrando do Bitcoin para o Ethereum, contribuindo para um repique de curto prazo. Se essa migração pode transformar o rompimento em uma armadilha para os vendedores agora depende de quem está comprando, quem está aproveitando para vender na força e quais patamares resistem a seguir.
Queda do Ethereum é acionada, mas rotação de BTC para ETH impulsiona recuperação
O Ethereum vem desenhando uma ampla estrutura de topo de cabeça e ombros no gráfico diário desde o final de novembro. Esse padrão normalmente indica uma reversão de baixa assim que o preço do ETH perde a linha de pescoço, que funciona como último suporte da formação.
Esse rompimento aconteceu em 25 de janeiro, quando o Ethereum caiu da linha de pescoço em US$ 2.880 e chegou a ir até a zona de US$ 2.780. Considerando a altura do padrão, a perda ativa uma projeção de recuo superior a 20% caso a pressão de venda aumente.
No entanto, o movimento não se aprofundou de imediato. Após registrar as mínimas, o Ethereum avançou cerca de 4–5%.
Estrutura de Queda do Ethereum: TradingView
Esse repique coincidiu com uma visível rotação de capital do Bitcoin para o Ethereum, destacada por grandes trocas on-chain que reduziram exposição em BTC para alocar em ETH.
WLFI(@worldlibertyfi) is rotating from $BTC into $ETH.
About 6 hours ago, @worldlibertyfi swapped 93.77 $WBTC($8.08M) for 2,868 $ETH.https://t.co/kaRan1WMwF pic.twitter.com/yQj8OVHZ8U
— Lookonchain (@lookonchain) January 26, 2026
Esse tipo de migração ocorre com frequência próximo a fundos locais. Negociadores direcionam recursos para ativos que já passaram por correções, apostando na reversão à média. Porém, a rotação por si só não determina o rumo da tendência. Para analisar se o repique é realmente um suporte ou apenas uma pausa, é preciso avaliar quem está atuando no mercado.
Baleias vendem na alta, mas investidores de longo prazo entram
O comportamento das baleias ajuda a explicar por que o repique tem apresentado sequência limitada. As baleias — grandes investidores fora das exchanges — aproveitaram a alta para reduzir levemente suas posições em vez de reforçá-las.
Desde o início do repique, a quantidade de ETH mantida por baleias caiu de cerca de 100,24 milhões para 100,20 milhões de ETH. Não é venda agressiva, mas mostra que as baleias não enxergam a atual faixa de preço como zona de forte acumulação. Elas adotam cautela e aproveitam a valorização para ajustar risco.
Baleias de Ethereum: Santiment
Isso levanta um ponto relevante. Se as baleias não lideram a recuperação, por que o preço não voltou a cair?
A explicação vem dos investidores de longo prazo. O grupo que mantém ETH entre 6 e 12 meses — representando investidores com convicção mais forte e menor sensibilidade a oscilações — tem ampliado sua fatia. Desde 23 de janeiro, essa categoria cresceu de 17,23% do fornecimento para aproximadamente 18,26%.
Venda de Investidores de Longo Prazo: Glassnode
Em resumo, as baleias do ETH vendem nas altas, enquanto investidores de longo prazo compram nas baixas. Essa transferência de oferta ajuda a estabilizar o Ethereum após o rompimento, evitando um recuo imediato. O cenário abre caminho para um próximo fator de risco: a exposição em derivativos.
Aglomeração de posições vendidas aumenta risco de armadilha para ursos
Dados de derivativos mostram por que o mercado está extremamente sensível a pequenos movimentos de preço. O índice de liquidação mede quantas compras ou vendas forçadas ocorreriam caso o ETH atinja determinados patamares.
No mercado perpétuo ETH-USDT da Binance, a exposição acumulada de liquidação de vendidos para os próximos sete dias está perto de US$ 1,69 bilhão. Já a de comprados é de cerca de US$ 700 milhões. Isso indica que as posições vendidas superam as compradas em mais de 100%.
Mapa de Liquidação de ETH: Glassnode
Quando muitos traders apostam na queda após uma quebra, mesmo uma alta modesta pode forçar vendidos a fecharem posições recomprando ETH, o que impulsiona o preço do ETH para cima por meio de um “short squeeze”.
Níveis-chave agora definem se o movimento será uma armadilha para os ursos ou uma continuidade na baixa.
Uma alta do preço do Ethereum acima de US$ 3.020 começaria a liquidar grande parte das posições vendidas, podendo forçar mais de 700 milhões de dólares em recompras. Acima dessa faixa, US$ 3.170 e US$ 3.270 são os próximos alvos de squeeze. Caso supere US$ 3.270, toda a pressão dos vendidos seria eliminada.
Shorts podem ser liquidados acima de US$ 3.020: Coinglass
Para que a estrutura pessimista perca força de forma expressiva, o Ethereum precisaria recuperar US$ 3.410, que marca a máxima do ombro direito.
No cenário negativo, o risco permanece evidente. Uma perda consolidada de US$ 2.780 confirmaria a quebra do suporte e reabriria o caminho para o alvo completo de queda de 20%, próximo de US$ 2.300 (precisamente US$ 2.290).
O Ethereum agora se encontra entre a estrutura e o posicionamento. O gráfico aponta para uma possível queda de 20%, e baleias não têm atuado de maneira agressiva. Ao mesmo tempo, investidores de longo prazo estão acumulando, enquanto há grande concentração de vendidos.
Análise do preço do Ethereum: TradingView
Se a rotação do Bitcoin prosseguir e o preço ultrapassar US$ 3.020, o mercado pode mudar rapidamente com a pressão compradora. Caso isso não ocorra e o suporte em US$ 2.780 volte a ser rompido, a projeção negativa permanece ativa.
O artigo Gráfico de preço do Ethereum alerta para queda de 20% foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
Preço do XRP atinge fundo local e chances de alta de 11% aumentam
O XRP segue sob pressão desde o início do mês, aprofundando uma tendência de baixa que levou o ativo à mínima mensal.
Embora a queda aparente seja negativa, o histórico sugere que esse movimento pode indicar exaustão e não continuidade. Fases como essa costumam anteceder reversões, já que a pressão vendedora diminui e o processo de acumulação se intensifica.
Investidores de XRP demonstram otimismo
Dados on-chain apontam para maior confiança entre investidores de longo prazo. O indicador Liveliness do XRP caiu expressivamente nas últimas seis semanas e registra agora o menor nível em dois meses. O Liveliness mede se detentores estão gastando ou mantendo as moedas. Um valor em queda indica acúmulo, não distribuição.
Investidores de longo prazo tendem a direcionar o preço em fases corretivas. O acúmulo constante reduz o volume em circulação e, assim, diminui a pressão de venda. No caso do XRP, esse movimento sugere que a convicção permanece, aumentando as chances de recuperação quando o cenário geral se estabilizar.
Liveliness do XRP. Fonte: Glassnode
Indicadores de momento reforçam a expectativa de reversão. O Índice de Força Relativa (RSI) subiu após tocar a região de sobrevenda, abaixo do nível 30. O RSI acompanha extremos de momento; condições de sobrevenda geralmente marcam fundos locais, não pontos de ruptura.
O movimento do XRP para território de sobrevenda reflete capitulação de investidores com menor resistência. O salto na sequência indica alívio da pressão de venda. Ativos que saem dessa condição costumam buscar recuperação de curto prazo, principalmente quando a acumulação de investidores de longo prazo está presente.
RSI do XRP. Fonte: TradingView
Rompimento de preço do XRP é provável
O XRP oscila dentro de um padrão de cunha descendente desde o começo do mês. Essa formação costuma ser interpretada como de alta, já que indica desaceleração na pressão de queda. Rompimentos desse tipo geralmente ocorrem quando vendedores perdem força e compradores retomam influência.
A projeção da cunha indica potencial de alta de cerca de 11,7% após confirmação. Com o XRP negociado próximo de US$ 1,87, o alvo técnico é US$ 2,10. De modo mais cauteloso, a sinalização de confirmação se dá perto de US$ 2,03, validando o rompimento e apontando melhora no momento.
Análise de preço do XRP. Fonte: TradingView
A tese de alta se fragiliza se o preço não romper a cunha. Caso a pressão de baixa continue, o XRP pode recuar até US$ 1,79. Uma queda mais acentuada pode levar as perdas para US$ 1,75, anulando a configuração de reversão e reforçando a tendência mais ampla de baixa.
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Binance e OKX vão entrar em TradFi com ações tokenizadas
Principais exchanges de cripto, Binance e OKX, estão avaliando o retorno da negociação de ações tokenizadas dos EUA.
A iniciativa representa uma mudança estratégica para capturar rendimentos do setor financeiro tradicional (TradFi) diante do volume estagnado de operações em cripto, impulsionando as plataformas à diversificação em ativos do mundo real (RWAs).
Um retorno às ações tokenizadas?
A iniciativa retoma um produto que a Binance testou e abandonou em 2021 devido a obstáculos regulatórios. Apesar disso, coloca as exchanges em posição para competir em um mercado de ações tokenizadas que cresce rapidamente, mas ainda está em estágio inicial.
Em abril de 2021, a Binance lançou tokens de ações de grandes empresas como Tesla, Microsoft e Apple, emitidos pela corretora alemã CM-Equity AG, ficando responsável pela negociação.
O serviço foi descontinuado em julho de 2021 após pressão de órgãos como o BaFin, da Alemanha, e a FCA, do Reino Unido. As autoridades consideraram os produtos como ofertas de valores mobiliários não licenciadas e sem prospecto adequado.
Na época, a Binance alegou mudança de foco comercial. No entanto, reportagens recentes do The Information indicam que a Binance agora avalia relançar o serviço para usuários fora dos EUA, evitando a supervisão da SEC e criando um mercado paralelo 24 horas por dia.
Segundo informações, a OKX também considera iniciativas semelhantes no contexto da expansão de RWAs da exchange. Até agora, nenhuma das exchanges confirmou oficialmente e detalhes sobre emissores, listagens ou cronogramas seguem restritos.
Segundo porta-voz da Binance, a pesquisa sobre ações tokenizadas é vista como um “próximo passo natural” para conectar o TradFi ao universo cripto.
CRYPTO EXCHANGES WANT TO TRADE U.S. STOCKS EVERYWHERE: THE INFORMATION
Some of the world’s biggest crypto exchanges are racing to let their customers trade crypto tokens that seek to track U.S. stocks, creating a parallel market that’s beyond the reach of U.S. regulators.…
— *Walter Bloomberg (@DeItaone) January 23, 2026
Por que exchanges de cripto querem ações dos EUA agora?
Os mercados de cripto registram estagnação persistente no volume negociado em 2026, levando as exchanges a buscarem novas fontes de receita.
“…A atividade de negociação à vista de BTC segue restrita em 2026: o volume médio diário de janeiro está 2% abaixo do de dezembro e 37% inferior ao de novembro”, analisou David Lawant, pesquisador, em publicação recente.
Especialistas também observam que os mercados de cripto continuam pouco ativos em janeiro, com volatilidade e volumes de negociação nos mesmos níveis reduzidos registrados em dezembro.
Volatilidade e volume dos contratos perpétuos na OKX. Fonte: ApexWhaleNexus no X
A situação não representa uma consolidação estável, mas sim uma armadilha de liquidez, em que livros de ordens frágeis aumentam o risco e uma execução ruim pode gerar perdas expressivas para negociadores superalavancados.
📊 Crypto Market Summary — January 17, 2026
The crypto market is moving mostly sideways today with low volatility. Total market capitalization has dipped slightly by -0.24% to around $3.22T (down from $3.23T yesterday). Total 24h trading volume also decreased to approximately… pic.twitter.com/Fl0yrc38eR
— Crypto 💎Best (@best_cryptobest) January 17, 2026
Enquanto isso, ações de tecnologia dos EUA (Nvidia, Apple, Tesla) apresentam valorização expressiva, gerando demanda entre investidores de cripto, principalmente aqueles com saldo em stablecoins, para exposição ao mercado acionário sem sair do ecossistema.
Os tokens de ações promovem negociação 24/7 de ativos sintéticos que acompanham o valor dos papéis originais, geralmente lastreados por custodiante offshore ou por derivativos, e não por posse direta dos ativos subjacentes.
Apesar de ainda pequeno, o mercado avança rapidamente. O valor total de ações tokenizadas soma aproximadamente US$ 912 milhões, com dados do RWA.xyz mostrando alta de 19% no mês. Já o volume mensal transferido supera US$ 2 bilhões, enquanto o número de endereços ativos cresce.
Métricas de ações tokenizadas. Fonte: RWA.xyz
“…Já comprei Nvidia na Binance Wallet antes. Na verdade, agora, a principal prioridade para ambas deveria ser como lançar um mercado de metais preciosos. Principalmente prata — além do ouro, que é indicado para armazenamento físico, os demais não têm muito valor de estocagem. Estou na China, até mesmo comprar prata em papel é difícil; só consigo adquirir ETFs”, relatou um usuário em publicação na rede X.
O analista AB Kuai Dong afirma que os mercados oficiais à vista seguem limitados a futuros ou a tokens de terceiros, como o PAXG para ouro.
Competição acirrada em ativos tokenizados
O movimento ocorre diante de uma intensa corrida nos ativos do mundo real tokenizados. Bolsas tradicionais como NYSE e Nasdaq buscam aprovações para plataformas reguladas de ações on-chain, podendo futuramente entrar em conflito com modelos liderados por empresas de cripto em offshore.
A Robinhood já conquistou participação relevante na União Europeia (e EEE), lançando ações dos EUA tokenizadas e ETFs no meio de 2025. Entre as principais métricas da Robinhood estão:
Expandiu para quase 2.000 ativos com zero comissões,
Negociação 24/5 (com transição prevista para 24/7 na futura Layer 2 “Robinhood Chain” construída na Arbitrum), e
Integração em um aplicativo voltado ao varejo.
Essas estratégias miram um público jovem, familiarizado com cripto, que busca acesso prático e diversificado a diferentes tipos de ativos. A escala global da Binance e da OKX, suas bases expressivas de usuários e infraestrutura cripto ativa as posicionam para desafiar o domínio da Robinhood na União Europeia e expandir para regiões pouco atendidas, como Ásia e América Latina.
O perfil desse público, ligado ao ecossistema cripto, está preparado para receber ações tokenizadas como uma evolução natural, o que pode acelerar a adoção caso esses produtos sejam lançados.
O cenário também inclui uma disputa paralela de mercado entre Robinhood e Coinbase, já que ambas buscam criar “exchanges de tudo”, combinando ações, criptoativos, mercados de previsão e outros produtos.
Os lançamentos recentes da Coinbase (ações sem comissão, mercados de previsão por meio da Kalshi, derivativos após aquisição da Deribit) atacam diretamente os pontos fortes da Robinhood no varejo, enquanto a Robinhood, por sua vez, amplia seus recursos de cripto e ativos tokenizados internacionalmente.
Se Binance e OKX avançarem, as ações tokenizadas podem funcionar como um novo canal de liquidez, atraindo capital de volta para as plataformas cripto e conectando os rendimentos do mercado tradicional.
O sucesso desses movimentos, entretanto, depende de regulamentações globais, garantia de liquidez, precisão no acompanhamento dos ativos e construção de confiança após interrupções anteriores.
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Banco Central detalha regras para certificação técnica de ativos virtuais
A Instrução Normativa BCB nº 701/2026 estabelece como instituições que trabalham com intermediação e custódia de ativos virtuais devem comunicar ao regulador sua intenção de atuar nesse mercado. A norma define os requisitos mínimos da certificação técnica exigida. Ela complementa a Resolução BCB nº 520/2025 e busca trazer mais segurança jurídica ao setor.
Como funciona a nova regra
A IN 701 define três pontos principais. Primeiro, como a comunicação deve ser feita nos sistemas do Banco Central. Segundo, quais são os critérios mínimos de qualificação e independência das empresas certificadoras. Terceiro, o que obrigatoriamente deve constar no parecer técnico. O processo envolve registro e atualização cadastral no Unicad (sistema de cadastro único do BC) e envio da certificação no APS-Siscom, no módulo Comunicação Relevante.
A norma se aplica às instituições autorizadas que já prestam ou pretendem prestar serviços de intermediação e custódia de ativos virtuais. Segundo Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em meios de pagamentos e criptoativos, essas instituições precisam estruturar sua governança, políticas internas, controles e documentação. Só assim é possível obter um parecer conclusivo de uma certificadora independente.
Impacto para auditorias e certificadoras
A instrução normativa traz impactos diretos para auditorias e certificadoras. Essas empresas passam a ter de comprovar qualificação técnica e declarar formalmente sua independência. O parecer precisa ser detalhado, com abordagem item a item. As certificadoras ainda precisam manter os papéis de trabalho por prazo mínimo regulamentar. Devem também responder a solicitações de esclarecimento do Banco Central.
Redução de assimetria interpretativa
Para Amaral, um dos principais avanços da norma é a redução de assimetria interpretativa. Ao deixar claro o conteúdo mínimo da certificação técnica, a IN facilita o trabalho das áreas jurídica, de compliance (conformidade regulatória), riscos, tecnologia e auditoria interna. Essas áreas passam a operar com critérios mais objetivos.
A norma, porém, não padroniza integralmente metodologias de teste nem critérios técnicos de avaliação. Isso pode gerar abordagens distintas no início. A questão da padronização procedimental e documental tende a provocar uma fase de adaptação do mercado. Haverá diligências, pedidos de esclarecimento e complementação por parte do Banco Central até que práticas mais uniformes se consolidem.
Desafios para o mercado
Para instituições já supervisionadas, muitos dos requisitos estão alinhados ao que já se espera em termos de governança e controles. Mas o custo e esforço de documentação e testes podem ser relevantes, especialmente para operações menores ou com forte dependência de terceiros.
A IN BCB nº 701/2026 representa um passo importante para tornar o mercado de ativos virtuais mais estruturado no Brasil. O desafio será equilibrar o aumento das exigências regulatórias com a eficiência operacional. É preciso evitar uma conformidade meramente formal ou documental, dissociada de efetividade operacional.
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