Os ETFs de Bitcoin registraram fluxo líquido negativo por quatro dias consecutivos, desde terça-feira, 6 de janeiro, até sexta-feira, 10 de janeiro. O maior fluxo diário negativo ocorreu na quarta-feira — foram retirados 486 milhões de dólares dos fundos negociados na bolsa, seguidos por 398,9 milhões de dólares na quinta-feira e mais 249,9 milhões de dólares na sexta-feira.

A situação mudou drasticamente em comparação com o início do ano, quando os ETFs de Bitcoin e Ethereum registravam um forte fluxo de capital positivo: em 2 de janeiro, os ETFs de Bitcoin atraíram 471,1 milhões de dólares, e em 5 de janeiro, 697,2 milhões de dólares.

O fluxo negativo de recursos dos ETFs spot sobre Ethereum durante a semana foi de 68,6 milhões de dólares, resultando em um total de ativos líquidos de apenas 18,7 bilhões de dólares no final da semana, informaram especialistas da SoSoValue.

O diretor de investimentos da Kronos Research, Vincent Liu, explicou que a saída de capital dos ETFs se deve à incerteza econômica e aos riscos políticos — os investidores tornaram-se menos propensos a aplicar dinheiro em ativos com alto nível de risco. Mudanças nas expectativas dos investidores em relação à política monetária da Reserva Federal dos EUA (Fed) também exercem pressão sobre os ETFs de criptomoedas, explicou o executivo da Kronos Research.

Segundo ele, atualmente os investidores estão acompanhando atentamente o índice de preços ao consumidor nos EUA e os comunicados do Fed para entender quando a política do regulador pode se tornar mais flexível. Enquanto não surgirem sinais mais claros, os investidores continuarão a investir com cautela em ETFs vinculados a criptomoedas, sugeriu Liu.

Apesar da situação instável com esses produtos de investimento, recentemente um grande banco americano, o Morgan Stanley, apresentou um pedido à Comissão de Valores Mobiliários e Bolsas dos EUA (SEC) para lançar dois ETFs spot, um dos quais acompanha a cotação do Bitcoin e o outro a criptomoeda Solana. A instituição tomou essa medida logo após o seu principal concorrente, o segundo maior banco dos EUA, o Bank of America, ter autorizado seus consultores de investimentos a recomendarem investimentos em ETFs de Bitcoin.

Ainda recentemente, a SEC não se apressava em aprovar pedidos para lançar fundos negociados em bolsa vinculados mesmo às principais criptomoedas: Bitcoin e Ethereum.

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