O Bitcoin volta a estar no centro da análise do mercado, mas não por uma nova fase de euforia. Segundo Benjamin Cowen, o ativo continua perdendo força relativa em relação a outros mercados, mostrando um comportamento muito distinto ao de ciclos anteriores. Essa fraqueza não implica um colapso, mas sim um ambiente mais complexo e prolongado.
A análise de Cowen aponta que o mercado atravessa uma fase de ajuste estrutural. Compreender esse contexto é fundamental para interpretar o que pode ocorrer nos próximos meses.
Bitcoin e a ausência de uma altseason clara: Qual é a conclusão de Benjamin Cowen?
A força relativa do Bitcoin se refere à sua capacidade de liderar o restante do mercado e gerar rotação para outros ativos. No ciclo atual, Cowen sustenta que estamos diante de um “mercado em alta apenas de Bitcoin”, onde o capital não flui de forma sustentada para os altcoins.
No início de 2026, a capitalização total do mercado gira em torno de 3,2 trilhões de dólares, enquanto o valor justo estimado está perto de 4,6 trilhões de dólares. Isso implica um nível de subavaliação próximo de 30%. No entanto, cada tentativa do mercado de superar esse nível foi rapidamente rejeitada.
Esse comportamento lembra o que ocorreu em 2019, quando os rallies eram breves e careciam de seguimento. O Bitcoin mantém o domínio, que se aproxima de 60%, mas essa força não se traduz em entusiasmo generalizado. As altcoins continuam perdendo terreno em relação ao BTC, acumulando vários anos consecutivos de fraqueza relativa.
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Para Cowen, uma verdadeira altseason só aparece quando o Bitcoin se mantém de forma prolongada acima de seu valor justo. Esse cenário, por enquanto, não se materializou.
Cowen destaca que cada ciclo do Bitcoin tem sido diferente. Em 2013 e 2017, o mercado alcançou fases claras de sobrevalorização antes de colapsar. Em 2021, a euforia chegou após um longo período de força sustentada do Bitcoin. Em contraste, o ciclo atual nunca consolidou esse excesso.
Um dos fatores-chave é a política monetária restritiva. O Endurecimento Quantitativo (QT) reduziu a liquidez global e limitou o apetite por ativos de risco. A isso se soma o desgaste do investidor de varejo, afetado por ciclos de especulação, fraudes e decepções anteriores.
O Bitcoin continua sendo o ativo mais sólido do ecossistema, mas mesmo assim mostra fraqueza em relação ao ouro e ao mercado de ações. Cowen observa que esse comportamento é quase idêntico ao observado em 2019, quando as ações continuavam subindo enquanto o Bitcoin permanecia para trás.
A falta de novos participantes e a diminuição do interesse geral reforçam essa dinâmica. Sem uma expansão clara da liquidez, o mercado carece de combustível para uma nova fase de alta ampla.
Em resumo
O Bitcoin continua liderando o mercado cripto, mas sua força relativa continua enfraquecendo em um ciclo muito diferente dos anteriores. Segundo Cowen, o comportamento atual se assemelha mais a 2019 do que a uma fase clássica de euforia.
A ausência de uma altseason e a falta de liquidez sugerem um ambiente desafiador. A paciência e a compreensão do ciclo serão fundamentais para navegar o que vem pela frente.
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