O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que, após a operação militar que resultou na prisão do ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, as corporações petrolíferas americanas estão prontas para investir bilhões de dólares na recuperação do sistema energético destruído do país.

Segundo Trump, as maiores empresas de petróleo dos EUA irão se ocupar da recuperação da infraestrutura petrolífera da Venezuela, após o que poderão obter lucro. Ele enfatizou que os custos incorridos serão compensados. Ele falou sobre isso em uma coletiva de imprensa em sua propriedade Mar-a-Lago, na Flórida.

Apesar de a Venezuela ter as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a extração da matéria-prima no país é seriamente complicada devido a sanções internacionais, infraestrutura desgastada e gestão ineficaz do setor.

Como observa a agência Bloomberg, tal recuperação do setor petrolífero seria quase um caso único. No entanto, Trump não deu respostas a perguntas-chave: como exatamente a transferência de poder ocorrerá, com quem os EUA pretendem cooperar, em quais condições as empresas americanas poderão retornar ao país e a quem, no final, pertencerá o petróleo venezuelano após os investimentos dos EUA.

Trump também não prometeu enviar tropas americanas para apoiar a mudança de poder, limitando-se a uma declaração de ajuda na proteção e modernização da infraestrutura petrolífera.

As autoridades da Venezuela afirmam que o verdadeiro objetivo de Trump é obter controle sobre os recursos petrolíferos do país, mas até agora não há confirmação clara disso. Também não está claro em quais forças políticas na Venezuela os EUA estão contando. Trump informou que o secretário de Estado Marco Rubio estava negociando com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez.

De acordo com Trump, Rodriguez, nomeada presidente interina pelo Supremo Tribunal, supostamente afirmou estar pronta para atender às exigências dos EUA. No entanto, mais tarde, em uma transmissão na televisão estatal, ela chamou Maduro de único presidente legítimo do país e enfatizou a disposição do governo em proteger.

Trump também destacou que não conversou com a líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, que foi impedida de participar das eleições de 2024, apesar de seu papel fundamental no apoio ao candidato da oposição, que os adversários de Maduro consideram o verdadeiro vencedor das eleições.

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