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Banco Central detalha regras para certificação técnica de ativos virtuaisA Instrução Normativa BCB nº 701/2026 estabelece como instituições que trabalham com intermediação e custódia de ativos virtuais devem comunicar ao regulador sua intenção de atuar nesse mercado. A norma define os requisitos mínimos da certificação técnica exigida. Ela complementa a Resolução BCB nº 520/2025 e busca trazer mais segurança jurídica ao setor. Como funciona a nova regra A IN 701 define três pontos principais. Primeiro, como a comunicação deve ser feita nos sistemas do Banco Central. Segundo, quais são os critérios mínimos de qualificação e independência das empresas certificadoras. Terceiro, o que obrigatoriamente deve constar no parecer técnico. O processo envolve registro e atualização cadastral no Unicad (sistema de cadastro único do BC) e envio da certificação no APS-Siscom, no módulo Comunicação Relevante. A norma se aplica às instituições autorizadas que já prestam ou pretendem prestar serviços de intermediação e custódia de ativos virtuais. Segundo Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em meios de pagamentos e criptoativos, essas instituições precisam estruturar sua governança, políticas internas, controles e documentação. Só assim é possível obter um parecer conclusivo de uma certificadora independente. Impacto para auditorias e certificadoras A instrução normativa traz impactos diretos para auditorias e certificadoras. Essas empresas passam a ter de comprovar qualificação técnica e declarar formalmente sua independência. O parecer precisa ser detalhado, com abordagem item a item. As certificadoras ainda precisam manter os papéis de trabalho por prazo mínimo regulamentar. Devem também responder a solicitações de esclarecimento do Banco Central. Redução de assimetria interpretativa Para Amaral, um dos principais avanços da norma é a redução de assimetria interpretativa. Ao deixar claro o conteúdo mínimo da certificação técnica, a IN facilita o trabalho das áreas jurídica, de compliance (conformidade regulatória), riscos, tecnologia e auditoria interna. Essas áreas passam a operar com critérios mais objetivos. A norma, porém, não padroniza integralmente metodologias de teste nem critérios técnicos de avaliação. Isso pode gerar abordagens distintas no início. A questão da padronização procedimental e documental tende a provocar uma fase de adaptação do mercado. Haverá diligências, pedidos de esclarecimento e complementação por parte do Banco Central até que práticas mais uniformes se consolidem. Desafios para o mercado Para instituições já supervisionadas, muitos dos requisitos estão alinhados ao que já se espera em termos de governança e controles. Mas o custo e esforço de documentação e testes podem ser relevantes, especialmente para operações menores ou com forte dependência de terceiros. A IN BCB nº 701/2026 representa um passo importante para tornar o mercado de ativos virtuais mais estruturado no Brasil. O desafio será equilibrar o aumento das exigências regulatórias com a eficiência operacional. É preciso evitar uma conformidade meramente formal ou documental, dissociada de efetividade operacional. O artigo Banco Central detalha regras para certificação técnica de ativos virtuais foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Banco Central detalha regras para certificação técnica de ativos virtuais

A Instrução Normativa BCB nº 701/2026 estabelece como instituições que trabalham com intermediação e custódia de ativos virtuais devem comunicar ao regulador sua intenção de atuar nesse mercado. A norma define os requisitos mínimos da certificação técnica exigida. Ela complementa a Resolução BCB nº 520/2025 e busca trazer mais segurança jurídica ao setor.

Como funciona a nova regra

A IN 701 define três pontos principais. Primeiro, como a comunicação deve ser feita nos sistemas do Banco Central. Segundo, quais são os critérios mínimos de qualificação e independência das empresas certificadoras. Terceiro, o que obrigatoriamente deve constar no parecer técnico. O processo envolve registro e atualização cadastral no Unicad (sistema de cadastro único do BC) e envio da certificação no APS-Siscom, no módulo Comunicação Relevante.

A norma se aplica às instituições autorizadas que já prestam ou pretendem prestar serviços de intermediação e custódia de ativos virtuais. Segundo Thiago Amaral, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW) e especialista em meios de pagamentos e criptoativos, essas instituições precisam estruturar sua governança, políticas internas, controles e documentação. Só assim é possível obter um parecer conclusivo de uma certificadora independente.

Impacto para auditorias e certificadoras

A instrução normativa traz impactos diretos para auditorias e certificadoras. Essas empresas passam a ter de comprovar qualificação técnica e declarar formalmente sua independência. O parecer precisa ser detalhado, com abordagem item a item. As certificadoras ainda precisam manter os papéis de trabalho por prazo mínimo regulamentar. Devem também responder a solicitações de esclarecimento do Banco Central.

Redução de assimetria interpretativa

Para Amaral, um dos principais avanços da norma é a redução de assimetria interpretativa. Ao deixar claro o conteúdo mínimo da certificação técnica, a IN facilita o trabalho das áreas jurídica, de compliance (conformidade regulatória), riscos, tecnologia e auditoria interna. Essas áreas passam a operar com critérios mais objetivos.

A norma, porém, não padroniza integralmente metodologias de teste nem critérios técnicos de avaliação. Isso pode gerar abordagens distintas no início. A questão da padronização procedimental e documental tende a provocar uma fase de adaptação do mercado. Haverá diligências, pedidos de esclarecimento e complementação por parte do Banco Central até que práticas mais uniformes se consolidem.

Desafios para o mercado

Para instituições já supervisionadas, muitos dos requisitos estão alinhados ao que já se espera em termos de governança e controles. Mas o custo e esforço de documentação e testes podem ser relevantes, especialmente para operações menores ou com forte dependência de terceiros.

A IN BCB nº 701/2026 representa um passo importante para tornar o mercado de ativos virtuais mais estruturado no Brasil. O desafio será equilibrar o aumento das exigências regulatórias com a eficiência operacional. É preciso evitar uma conformidade meramente formal ou documental, dissociada de efetividade operacional.

O artigo Banco Central detalha regras para certificação técnica de ativos virtuais foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Jeff Bezos contesta o Polymarket e levanta debate sobre fake newsO Polymarket se envolveu em uma polêmica após publicar em redes sociais uma informação sobre o fundador da Amazon, Jeff Bezos. A plataforma de previsão afirmou que Bezos teria recomendado a jovens empreendedores trabalhar em empregos tradicionais antes de abrir um negócio. Bezos desmentiu rapidamente a alegação. O episódio reacendeu o debate sobre plataformas desse tipo usarem redes sociais para divulgar notícias não verificadas e informações imprecisas. Publicação do Polymarket recebe resposta de Bezos Na quinta-feira (22), o Polymarket publicou no X a informação de que Bezos teria aconselhado “jovens empreendedores da geração Z” a iniciar suas carreiras em empregos formais, como no McDonald’s ou na Palantir, antes de abrir um negócio próprio. Poucas horas depois, Bezos respondeu à publicação, negando que tenha feito tal afirmação e questionando o motivo de a Polymarket ter criado tal narrativa. Nope. Not sure why polymarket made this up. 🤷‍♂️ — Jeff Bezos (@JeffBezos) January 22, 2026 Diante das críticas rapidamente geradas, um vídeo veio à tona mostrando Bezos durante uma palestra na Italian Tech Week, na qual orientou jovens empresários. Contudo, a conversa aconteceu há quase três meses, e Bezos não mencionou nenhuma das empresas citadas pelo Polymarket. “Eu sempre aconselho os jovens a trabalhar em uma empresa com boas práticas, onde seja possível aprender fundamentos importantes”, afirmou, acrescentando: “Eu fundei a Amazon aos 30 anos, não aos 20. Esses 10 anos a mais de experiência aumentaram as chances de sucesso da Amazon”.  O episódio se destacou nesta semana porque Bezos fez questão de negar publicamente a versão divulgada pelo Polymarket. Ao mesmo tempo, a recorrência de plataformas de previsão disseminarem informações imprecisas para seus seguidores nas redes sociais tem levantado preocupação crescente. Plataformas como Polymarket e Kalshi vêm enfrentando críticas pelo hábito de divulgar notícias urgentes que distorcem fatos ou são totalmente falsas, abrangendo assuntos que vão de apostas esportivas até tensões geopolíticas. Usuários de redes sociais destacaram exemplos específicos. Mercados de previsão ampliam a desinformação global? Nas últimas semanas, as tensões internacionais aumentaram de forma expressiva. Entre os exemplos citados estão a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, protestos de grande escala no Irã e confrontos entre Estados Unidos e países europeus em torno da possível compra da Groenlândia. Esses acontecimentos geraram uma onda de apostas nas plataformas. Essas empresas também utilizaram redes sociais para publicar alertas relacionados que não retrataram fielmente os fatos. Um desses casos ocorreu no início do mês, quando o Polymarket publicou como “urgente” uma notícia afirmando que as forças de segurança do regime iraniano haviam perdido o controle de algumas das maiores cidades do país. Fake news site now? 🤦 — Richard Heydarian (@RichHeydarian) January 10, 2026 Embora o governo do Irã enfrente dificuldades internas, ele segue mantendo o controle por meio do aparato militar e de segurança. Ainda assim, a postagem — baseada em informações contestadas ou imprecisas — alcançou cerca de 7 milhões de visualizações, 17 mil curtidas e 2 mil repostagens. A maioria dos comentários criticou a plataforma de apostas, classificando-a como fonte de fake news. A Kalshi também publicou sobre as supostas tensões entre Estados Unidos e Dinamarca referentes à Groenlândia. A plataforma de previsão afirmou que os dois países teriam criado um grupo de trabalho para discutir o interesse norte-americano na compra do território. A publicação recebeu 2,8 milhões de visualizações. It's fascinating /terrifying to watch the blossoming of a full disinformation campaign inside the US. https://t.co/ChCGeGf4Su — Tom Nuttall (@tom_nuttall) January 16, 2026 Apesar de a Casa Branca apresentar tal versão, o governo dinamarquês deu outra explicação: afirmou que havia concordado em “abordar preocupações de segurança dos Estados Unidos relativas à Groenlândia”. Nem Polymarket nem Kalshi responderam imediatamente ao pedido de comentário do BeInCrypto. Também circulam relatos de afiliados da Kalshi veiculando notícias falsas de esportes em suas redes sociais. Segundo informações da Front Office Sports, mesmo depois de contestadas sobre essas publicações, Kalshi e Polymarket continuam usando selos de afiliados. A previsão é de que o setor de plataformas de previsão cresça de forma expressiva no próximo ano. No entanto, o uso de redes sociais para divulgar informações não verificadas ou potenciais equívocos tem chamado cada vez mais a atenção. O artigo Jeff Bezos contesta o Polymarket e levanta debate sobre fake news foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Jeff Bezos contesta o Polymarket e levanta debate sobre fake news

O Polymarket se envolveu em uma polêmica após publicar em redes sociais uma informação sobre o fundador da Amazon, Jeff Bezos. A plataforma de previsão afirmou que Bezos teria recomendado a jovens empreendedores trabalhar em empregos tradicionais antes de abrir um negócio.

Bezos desmentiu rapidamente a alegação. O episódio reacendeu o debate sobre plataformas desse tipo usarem redes sociais para divulgar notícias não verificadas e informações imprecisas.

Publicação do Polymarket recebe resposta de Bezos

Na quinta-feira (22), o Polymarket publicou no X a informação de que Bezos teria aconselhado “jovens empreendedores da geração Z” a iniciar suas carreiras em empregos formais, como no McDonald’s ou na Palantir, antes de abrir um negócio próprio.

Poucas horas depois, Bezos respondeu à publicação, negando que tenha feito tal afirmação e questionando o motivo de a Polymarket ter criado tal narrativa.

Nope. Not sure why polymarket made this up. 🤷‍♂️

— Jeff Bezos (@JeffBezos) January 22, 2026

Diante das críticas rapidamente geradas, um vídeo veio à tona mostrando Bezos durante uma palestra na Italian Tech Week, na qual orientou jovens empresários. Contudo, a conversa aconteceu há quase três meses, e Bezos não mencionou nenhuma das empresas citadas pelo Polymarket.

“Eu sempre aconselho os jovens a trabalhar em uma empresa com boas práticas, onde seja possível aprender fundamentos importantes”, afirmou, acrescentando: “Eu fundei a Amazon aos 30 anos, não aos 20. Esses 10 anos a mais de experiência aumentaram as chances de sucesso da Amazon”. 

O episódio se destacou nesta semana porque Bezos fez questão de negar publicamente a versão divulgada pelo Polymarket.

Ao mesmo tempo, a recorrência de plataformas de previsão disseminarem informações imprecisas para seus seguidores nas redes sociais tem levantado preocupação crescente.

Plataformas como Polymarket e Kalshi vêm enfrentando críticas pelo hábito de divulgar notícias urgentes que distorcem fatos ou são totalmente falsas, abrangendo assuntos que vão de apostas esportivas até tensões geopolíticas.

Usuários de redes sociais destacaram exemplos específicos.

Mercados de previsão ampliam a desinformação global?

Nas últimas semanas, as tensões internacionais aumentaram de forma expressiva. Entre os exemplos citados estão a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, protestos de grande escala no Irã e confrontos entre Estados Unidos e países europeus em torno da possível compra da Groenlândia.

Esses acontecimentos geraram uma onda de apostas nas plataformas. Essas empresas também utilizaram redes sociais para publicar alertas relacionados que não retrataram fielmente os fatos.

Um desses casos ocorreu no início do mês, quando o Polymarket publicou como “urgente” uma notícia afirmando que as forças de segurança do regime iraniano haviam perdido o controle de algumas das maiores cidades do país.

Fake news site now? 🤦

— Richard Heydarian (@RichHeydarian) January 10, 2026

Embora o governo do Irã enfrente dificuldades internas, ele segue mantendo o controle por meio do aparato militar e de segurança. Ainda assim, a postagem — baseada em informações contestadas ou imprecisas — alcançou cerca de 7 milhões de visualizações, 17 mil curtidas e 2 mil repostagens.

A maioria dos comentários criticou a plataforma de apostas, classificando-a como fonte de fake news.

A Kalshi também publicou sobre as supostas tensões entre Estados Unidos e Dinamarca referentes à Groenlândia. A plataforma de previsão afirmou que os dois países teriam criado um grupo de trabalho para discutir o interesse norte-americano na compra do território. A publicação recebeu 2,8 milhões de visualizações.

It's fascinating
/terrifying to watch the blossoming of a full disinformation campaign inside the US. https://t.co/ChCGeGf4Su

— Tom Nuttall (@tom_nuttall) January 16, 2026

Apesar de a Casa Branca apresentar tal versão, o governo dinamarquês deu outra explicação: afirmou que havia concordado em “abordar preocupações de segurança dos Estados Unidos relativas à Groenlândia”.

Nem Polymarket nem Kalshi responderam imediatamente ao pedido de comentário do BeInCrypto.

Também circulam relatos de afiliados da Kalshi veiculando notícias falsas de esportes em suas redes sociais.

Segundo informações da Front Office Sports, mesmo depois de contestadas sobre essas publicações, Kalshi e Polymarket continuam usando selos de afiliados.

A previsão é de que o setor de plataformas de previsão cresça de forma expressiva no próximo ano. No entanto, o uso de redes sociais para divulgar informações não verificadas ou potenciais equívocos tem chamado cada vez mais a atenção.

O artigo Jeff Bezos contesta o Polymarket e levanta debate sobre fake news foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Bitcoin estável em US$ 89 mil, mas gráficos indicam perda de forçaO preço do Bitcoin manteve-se praticamente estável nas últimas 24 horas. O BTC segue negociado próximo de US$ 89.500, mesmo com perdas semanais próximas de 6%. À primeira vista, o cenário remete à consolidação. No entanto, os gráficos apontam para uma dinâmica diferente. Diversos sinais técnicos e dados on-chain agora indicam um impasse. Compradores buscam adiar uma queda mais acentuada, sem sinalizar o início de uma nova alta. O risco se acumula de forma discreta, enquanto um agente até então menos observado começa a ganhar importância. Velas tipo doji e perda da EMA indicam investidores de BTC em defesa, não avançando Nos últimos três pregões diários, o Bitcoin apresentou velas semelhantes a doji, com corpos estreitos e pavios longos. Esse padrão reflete hesitação, não equilíbrio. Vendedores pressionam para baixo, compradores atuam de forma tardia, e nenhuma das pontas assume controle do mercado. Esse comportamento ocorre justamente no limite inferior de um wedge em alta. Esse padrão gráfico inclinado para cima tende a afunilar a movimentação dos preços, geralmente cedendo para baixo caso o suporte seja rompido. Se a estrutura for rompida, a projeção indica possível queda para US$ 77.300, representando um recuo de cerca de 13% em relação ao patamar atual. Estrutura baixista do Bitcoin: TradingView O risco técnico aumenta ao se incluir as médias móveis. O Bitcoin perdeu a média móvel exponencial (EMA) de 20 dias em 20 de janeiro. Esta média pondera os preços mais recentes, tornando-se sensível a variações de curto prazo. Na última ruptura clara do BTC abaixo da EMA de 20 dias, em 12 de dezembro, o preço caiu cerca de 8%. Agora, após o novo rompimento, o ativo já acumula recuo em torno de 5% antes de estabilizar. As velas doji sugerem que os compradores estão apenas atenuando a descida, sem conseguir revertê-la. Outro risco técnico: TradingView Em síntese, não se trata de indecisão entre compradores e vendedores. O que ocorre é uma tentativa dos compradores de adiar uma queda mais significativa. Quem ainda está comprando e por que esse suporte está enfraquecendo? Investidores de longo prazo seguem comprando, mas o ritmo desacelera Os dados on-chain revelam que investidores de longo prazo, carteiras que mantêm Bitcoin por 155 dias ou mais, continuam ativos na ponta compradora. Esse grupo é acompanhado por meio do indicador Holder Net Position Change, que monitora o saldo líquido de BTC acumulado ou reduzido ao longo do tempo. Nas duas últimas semanas, a métrica permaneceu positiva. Esse fluxo explica por que o Bitcoin ainda não sofreu uma queda acentuada. No entanto, a força está em desaceleração. Em 19 de janeiro, esses investidores adicionaram cerca de 22.618 BTC. Já em 23 de janeiro, a entrada líquida diária caiu para aproximadamente 17.109 BTC — recuo de cerca de 24% em apenas quatro dias. Comprando e segurando: Glassnode Assim, embora esses investidores ainda ofereçam suporte ao preço, o fazem com menor intensidade. O cenário converge com a formação de velas doji observada nos gráficos. O suporte existe, mas está menos robusto. Essa desaceleração, isoladamente, não seria motivo de preocupação. O problema é o surgimento de uma nova pressão adicional. Mineradores surgem como adversários menos conhecidos por trás do aumento do risco A mudança mais subestimada atualmente parte dos mineradores de Bitcoin. O indicador Miner Net Position Change acompanha a variação de 30 dias no saldo da moeda em carteiras de mineradores. Quando o valor se torna mais negativo, indica que mineradores estão vendendo volumes maiores de Bitcoin ao longo do tempo. Em 9 de janeiro, mineradores reduziam suas reservas em cerca de 335 BTC. Já em 23 de janeiro, esse número saltou para algo em torno de 2.826 BTC — alta superior a oito vezes na pressão de venda em apenas duas semanas. Mineradores vendendo: Glassnode A razão fica mais evidente ao se observar as taxas da rede. As taxas mensais da rede do Bitcoin caíram de forma significativa, segundo análise dos especialistas da BeInCrypto. Em maio de 2025, os mineradores receberam cerca de 194 BTC em taxas. Em janeiro de 2026, esse número recuou para aproximadamente 59 BTC. Isso representa uma redução de quase 70% na receita com taxas. Queda nas taxas da rede: Dune Com taxas menores, as margens dos mineradores são pressionadas. Quando a receita diminui, os mineradores tendem a vender Bitcoin para custear operações, cenário que vem sendo observado. No entanto, o volume das vendas ainda não parece expressivo neste momento. Ao mesmo tempo, o comportamento das baleias começa a mostrar acomodação. O número de endereços de grandes investidores cresceu entre 9 e 22 de janeiro, mas passou a se estabilizar e apresentar leve queda em seguida. Esse movimento indica distribuição inicial, sem vendas agressivas, mas contribui para a pressão já existente por parte dos mineradores. Baleias de BTC: Glassnode O mercado agora depende de níveis de preço. Níveis de preço do Bitcoin determinam se o impasse será rompido No preço atual, próximo de US$ 89.500, o Bitcoin precisa fechar o dia acima de US$ 91 mil— alta de cerca de 1,79% — para retomar a média móvel exponencial de 20 dias. Isso reduziria a pressão imediata de baixa e indicaria retomada de controle pelos compradores. O risco está próximo. Um fechamento diário abaixo de US$ 88.500, recuo de aproximadamente 1%, colocaria o Bitcoin novamente abaixo do suporte do padrão wedge ascendente. Se isso acontecer, abrem-se rapidamente alvos de baixa. Análise de preço do Bitcoin: TradingView Entre os principais pontos para o preço do Bitcoin estão US$ 84.300 inicialmente, seguido pela projeção do wedge próximo de US$ 77.300. Caso a compra por parte de investidores de longo prazo siga limitada e a pressão de venda dos mineradores continue, esses patamares tendem a ganhar importância. O artigo Bitcoin estável em US$ 89 mil, mas gráficos indicam perda de força foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Bitcoin estável em US$ 89 mil, mas gráficos indicam perda de força

O preço do Bitcoin manteve-se praticamente estável nas últimas 24 horas. O BTC segue negociado próximo de US$ 89.500, mesmo com perdas semanais próximas de 6%. À primeira vista, o cenário remete à consolidação. No entanto, os gráficos apontam para uma dinâmica diferente.

Diversos sinais técnicos e dados on-chain agora indicam um impasse. Compradores buscam adiar uma queda mais acentuada, sem sinalizar o início de uma nova alta. O risco se acumula de forma discreta, enquanto um agente até então menos observado começa a ganhar importância.

Velas tipo doji e perda da EMA indicam investidores de BTC em defesa, não avançando

Nos últimos três pregões diários, o Bitcoin apresentou velas semelhantes a doji, com corpos estreitos e pavios longos. Esse padrão reflete hesitação, não equilíbrio. Vendedores pressionam para baixo, compradores atuam de forma tardia, e nenhuma das pontas assume controle do mercado.

Esse comportamento ocorre justamente no limite inferior de um wedge em alta. Esse padrão gráfico inclinado para cima tende a afunilar a movimentação dos preços, geralmente cedendo para baixo caso o suporte seja rompido.

Se a estrutura for rompida, a projeção indica possível queda para US$ 77.300, representando um recuo de cerca de 13% em relação ao patamar atual.

Estrutura baixista do Bitcoin: TradingView

O risco técnico aumenta ao se incluir as médias móveis. O Bitcoin perdeu a média móvel exponencial (EMA) de 20 dias em 20 de janeiro. Esta média pondera os preços mais recentes, tornando-se sensível a variações de curto prazo.

Na última ruptura clara do BTC abaixo da EMA de 20 dias, em 12 de dezembro, o preço caiu cerca de 8%. Agora, após o novo rompimento, o ativo já acumula recuo em torno de 5% antes de estabilizar. As velas doji sugerem que os compradores estão apenas atenuando a descida, sem conseguir revertê-la.

Outro risco técnico: TradingView

Em síntese, não se trata de indecisão entre compradores e vendedores. O que ocorre é uma tentativa dos compradores de adiar uma queda mais significativa.

Quem ainda está comprando e por que esse suporte está enfraquecendo?

Investidores de longo prazo seguem comprando, mas o ritmo desacelera

Os dados on-chain revelam que investidores de longo prazo, carteiras que mantêm Bitcoin por 155 dias ou mais, continuam ativos na ponta compradora. Esse grupo é acompanhado por meio do indicador Holder Net Position Change, que monitora o saldo líquido de BTC acumulado ou reduzido ao longo do tempo.

Nas duas últimas semanas, a métrica permaneceu positiva. Esse fluxo explica por que o Bitcoin ainda não sofreu uma queda acentuada.

No entanto, a força está em desaceleração.

Em 19 de janeiro, esses investidores adicionaram cerca de 22.618 BTC. Já em 23 de janeiro, a entrada líquida diária caiu para aproximadamente 17.109 BTC — recuo de cerca de 24% em apenas quatro dias.

Comprando e segurando: Glassnode

Assim, embora esses investidores ainda ofereçam suporte ao preço, o fazem com menor intensidade. O cenário converge com a formação de velas doji observada nos gráficos. O suporte existe, mas está menos robusto.

Essa desaceleração, isoladamente, não seria motivo de preocupação. O problema é o surgimento de uma nova pressão adicional.

Mineradores surgem como adversários menos conhecidos por trás do aumento do risco

A mudança mais subestimada atualmente parte dos mineradores de Bitcoin.

O indicador Miner Net Position Change acompanha a variação de 30 dias no saldo da moeda em carteiras de mineradores. Quando o valor se torna mais negativo, indica que mineradores estão vendendo volumes maiores de Bitcoin ao longo do tempo.

Em 9 de janeiro, mineradores reduziam suas reservas em cerca de 335 BTC. Já em 23 de janeiro, esse número saltou para algo em torno de 2.826 BTC — alta superior a oito vezes na pressão de venda em apenas duas semanas.

Mineradores vendendo: Glassnode

A razão fica mais evidente ao se observar as taxas da rede.

As taxas mensais da rede do Bitcoin caíram de forma significativa, segundo análise dos especialistas da BeInCrypto. Em maio de 2025, os mineradores receberam cerca de 194 BTC em taxas. Em janeiro de 2026, esse número recuou para aproximadamente 59 BTC. Isso representa uma redução de quase 70% na receita com taxas.

Queda nas taxas da rede: Dune

Com taxas menores, as margens dos mineradores são pressionadas. Quando a receita diminui, os mineradores tendem a vender Bitcoin para custear operações, cenário que vem sendo observado. No entanto, o volume das vendas ainda não parece expressivo neste momento.

Ao mesmo tempo, o comportamento das baleias começa a mostrar acomodação. O número de endereços de grandes investidores cresceu entre 9 e 22 de janeiro, mas passou a se estabilizar e apresentar leve queda em seguida. Esse movimento indica distribuição inicial, sem vendas agressivas, mas contribui para a pressão já existente por parte dos mineradores.

Baleias de BTC: Glassnode

O mercado agora depende de níveis de preço.

Níveis de preço do Bitcoin determinam se o impasse será rompido

No preço atual, próximo de US$ 89.500, o Bitcoin precisa fechar o dia acima de US$ 91 mil— alta de cerca de 1,79% — para retomar a média móvel exponencial de 20 dias. Isso reduziria a pressão imediata de baixa e indicaria retomada de controle pelos compradores.

O risco está próximo.

Um fechamento diário abaixo de US$ 88.500, recuo de aproximadamente 1%, colocaria o Bitcoin novamente abaixo do suporte do padrão wedge ascendente. Se isso acontecer, abrem-se rapidamente alvos de baixa.

Análise de preço do Bitcoin: TradingView

Entre os principais pontos para o preço do Bitcoin estão US$ 84.300 inicialmente, seguido pela projeção do wedge próximo de US$ 77.300. Caso a compra por parte de investidores de longo prazo siga limitada e a pressão de venda dos mineradores continue, esses patamares tendem a ganhar importância.

O artigo Bitcoin estável em US$ 89 mil, mas gráficos indicam perda de força foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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3 altcoins para ficar de olho neste terceiro fim de semana de janeiroO último fim de semana do mês tende a ser relativamente tranquilo, já que as tensões geopolíticas diminuem. Com a preocupação em torno da Groenlândia perdendo força, o mercado de cripto pode recuperar estabilidade e encontrar direção mais clara. O BeInCrypto analisou as três melhores altcoins que demonstram potencial para um fim de semana possivelmente positivo. Tezos (XTZ) A XTZ inicia o período com um importante catalisador: a atualização Tallinn entra em vigor. O update busca aprimorar a eficiência, velocidade e segurança da rede. Atualizações de protocolo costumam influenciar o preço no curto prazo, tornando o Tezos um ativo monitorado de perto enquanto operadores preparam-se para eventuais oscilações. Os indicadores técnicos apontam possibilidade de rompimento. As Bandas de Bollinger estão se estreitando, apontando volatilidade comprimida. Caso a expansão coincida com a atualização Tallinn, o preço da XTZ pode superar US$ 0,59 e US$ 0,62. Um rompimento bem-sucedido pode levar o Tezos à resistência de US$ 0,66. Análise do preço da XTZ. Fonte: TradingView O cenário otimista depende da reação do mercado. Se operadores não responderem positivamente, o preço pode seguir em consolidação. Nesse caso, a XTZ deve manter-se entre US$ 0,55 e US$ 0,62, indicando sentimento neutro, mesmo com a evolução do protocolo. Seeker (SKR) A SKR apresentou forte desempenho entre altcoins nesta semana, subindo 335% após o lançamento e atingindo máxima histórica em US$ 0,0597. A rápida valorização atraiu especuladores antes de realização de lucros. O início acelerado posicionou a SKR como ativo de alta volatilidade, o que impulsionou a atuação de operadores de curto prazo. Após o topo, a SKR recuou 23,6% e está negociada próxima de US$ 0,0390, mantendo-se acima do suporte de US$ 0,0385. Vendas superam compras no momento. Caso esse desequilíbrio permaneça no fim de semana, a pressão de baixa pode crescer, levando a SKR ao próximo suporte importante em US$ 0,0205. Análise do preço da SKR. Fonte: TradingView Uma reversão ainda pode ocorrer caso haja mudança de sentimento. Nova procura por compras pode estabilizar o movimento e impulsionar recuperação. Superar US$ 0,0517 seria decisivo, permitindo a SKR retestar a máxima anterior e, possivelmente, atingir novo topo histórico. Canton (CC) A CC está entre as poucas altcoins com viés positivo para o final de semana. O Índice de Fluxo de Dinheiro aponta pressão compradora crescente, mostrando maior interesse de investidores. Essa fase de acumulação indica que CC pode manter o avanço em meio à estabilização das condições de mercado e à migração de operadores para ativos com relativa força. A CC é negociada próxima de US$ 0,142 no momento desta reportagem, logo abaixo da resistência em US$ 0,148. Um rompimento pode levar o preço a US$ 0,164. Esse movimento aproximaria o ativo da máxima de US$ 0,177, o que representa cerca de 24% acima dos patamares atuais. Análise do preço da CC. Fonte: TradingView O cenário de alta depende de superar a resistência. Caso não ultrapasse US$ 0,148, pode haver nova pressão vendedora. Nesse contexto, o preço da CC pode recuar até o suporte em US$ 0,133, invalidando a expectativa de avanço e adiando novos testes do topo histórico. O artigo 3 altcoins para ficar de olho neste terceiro fim de semana de janeiro foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

3 altcoins para ficar de olho neste terceiro fim de semana de janeiro

O último fim de semana do mês tende a ser relativamente tranquilo, já que as tensões geopolíticas diminuem. Com a preocupação em torno da Groenlândia perdendo força, o mercado de cripto pode recuperar estabilidade e encontrar direção mais clara. O BeInCrypto analisou as três melhores altcoins que demonstram potencial para um fim de semana possivelmente positivo.

Tezos (XTZ)

A XTZ inicia o período com um importante catalisador: a atualização Tallinn entra em vigor. O update busca aprimorar a eficiência, velocidade e segurança da rede. Atualizações de protocolo costumam influenciar o preço no curto prazo, tornando o Tezos um ativo monitorado de perto enquanto operadores preparam-se para eventuais oscilações.

Os indicadores técnicos apontam possibilidade de rompimento. As Bandas de Bollinger estão se estreitando, apontando volatilidade comprimida. Caso a expansão coincida com a atualização Tallinn, o preço da XTZ pode superar US$ 0,59 e US$ 0,62. Um rompimento bem-sucedido pode levar o Tezos à resistência de US$ 0,66.

Análise do preço da XTZ. Fonte: TradingView

O cenário otimista depende da reação do mercado. Se operadores não responderem positivamente, o preço pode seguir em consolidação. Nesse caso, a XTZ deve manter-se entre US$ 0,55 e US$ 0,62, indicando sentimento neutro, mesmo com a evolução do protocolo.

Seeker (SKR)

A SKR apresentou forte desempenho entre altcoins nesta semana, subindo 335% após o lançamento e atingindo máxima histórica em US$ 0,0597. A rápida valorização atraiu especuladores antes de realização de lucros. O início acelerado posicionou a SKR como ativo de alta volatilidade, o que impulsionou a atuação de operadores de curto prazo.

Após o topo, a SKR recuou 23,6% e está negociada próxima de US$ 0,0390, mantendo-se acima do suporte de US$ 0,0385. Vendas superam compras no momento. Caso esse desequilíbrio permaneça no fim de semana, a pressão de baixa pode crescer, levando a SKR ao próximo suporte importante em US$ 0,0205.

Análise do preço da SKR. Fonte: TradingView

Uma reversão ainda pode ocorrer caso haja mudança de sentimento. Nova procura por compras pode estabilizar o movimento e impulsionar recuperação. Superar US$ 0,0517 seria decisivo, permitindo a SKR retestar a máxima anterior e, possivelmente, atingir novo topo histórico.

Canton (CC)

A CC está entre as poucas altcoins com viés positivo para o final de semana. O Índice de Fluxo de Dinheiro aponta pressão compradora crescente, mostrando maior interesse de investidores. Essa fase de acumulação indica que CC pode manter o avanço em meio à estabilização das condições de mercado e à migração de operadores para ativos com relativa força.

A CC é negociada próxima de US$ 0,142 no momento desta reportagem, logo abaixo da resistência em US$ 0,148. Um rompimento pode levar o preço a US$ 0,164. Esse movimento aproximaria o ativo da máxima de US$ 0,177, o que representa cerca de 24% acima dos patamares atuais.

Análise do preço da CC. Fonte: TradingView

O cenário de alta depende de superar a resistência. Caso não ultrapasse US$ 0,148, pode haver nova pressão vendedora. Nesse contexto, o preço da CC pode recuar até o suporte em US$ 0,133, invalidando a expectativa de avanço e adiando novos testes do topo histórico.

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Venezuela redefine seu mercado de câmbio: criptomoedas vão perder destaque?A Venezuela iniciou uma transformação expressiva em seu sistema de câmbio ao ampliar a oferta formal de dólares ligados ao setor petrolífero, o que resulta em menor pressão sobre a taxa cambial e reduz o uso central de dinheiro em espécie e criptomoedas. Essa mudança representa o maior redirecionamento da economia digital do país nos últimos anos. Ao longo dos últimos dez anos, as criptomoedas foram uma alternativa fundamental diante do colapso do bolívar. Porém, as novas políticas indicam que sua relevância estrutural pode diminuir à medida que canais formais de moeda se expandem. O economista Luis Vicente León, presidente da Datanálisis, analisou no X como o fluxo formal do sistema petroleiro reduziu a diferença nas taxas cambiais. Segundo León, esses dólares formais podem eliminar distorções históricas. “… Dinheiro em espécie e criptomoedas deixam de ser o centro do sistema. Eles não desaparecem, pois uma parte importante da liquidez permanece em dólares físicos que já estão no país e não vão sair. Esse dinheiro está, literalmente, preso”, apontou o analista. Canal cripto perde força com retração do mercado informal de petróleo Durante anos, as criptomoedas permitiram que milhares de venezuelanos protegessem seus recursos e driblassem controles. Agora, a circulação de dinheiro está restrita ao dólar já em circulação no país, enquanto o caminho informal vinculado ao setor de cripto perde força. “Também não há uma oferta extraordinária via criptoativos. As operações que sustentavam esse canal, principalmente aquelas relacionadas ao petróleo no mercado informal, também estagnaram. Isso não significa que o mercado de cripto vá desaparecer. Continua desempenhando os mesmos papéis que levam ao seu êxito global: conveniência, agilidade, baixos custos e privacidade”, afirmou Luis Vicente León. Já o economista Asdrúbal Oliveros destacou que o Estado deixará de vender moedas em espécie ou em cripto, o que afeta fundamentalmente a circulação de moeda. Em sua avaliação, essa decisão vai redefinir a dinâmica do mercado de câmbio. Assine nossas newsletters: Receba as informações mais relevantes sobre o universo Web3 diretamente no seu e-mail. 20 países com maior adoção de criptomoedas – 1º trimestre de 2025. Fonte: TRM Labs Oliveros explicou que a medida interfere na liquidez e nas operações cambiais: os bancos venezuelanos deverão inovar, criando mecanismos como cartões de dólar internos, contas eletrônicas e esquemas de pagamentos cripto para facilitar transferências e investimentos. “Um ponto-chave na nova dinâmica cambial na Venezuela: as vendas de moeda estrangeira pelo Estado não ocorrerão mais em espécie nem por meio de criptomoedas. Essa alteração terá impacto direto sobre o estoque de dinheiro e a dinâmica das transações em moeda estrangeira. No caso das criptomoedas, elas seguem como instrumento relevante, considerando que parte significativa das operações de proteção do setor privado mantém esse mecanismo”, disse Oliveros. Essa mudança conta com precedentes em estratégias bancárias, como a criação de contas de custódia em moeda estrangeira e sistemas de pagamento rápido, implementados em resposta a crises de liquidez. Ainda que as criptomoedas percam destaque central, seguem úteis para proteção privada e no mercado paralelo. Perspectivas incertas para as criptomoedas na Venezuela? O futuro das criptomoedas na Venezuela passa por um momento decisivo. Se por um lado a adoção respondeu a situações extremas, a consolidação dos canais formais poderá direcionar seu papel a uma função mais convencional. Especialistas consideram que a transição ainda não terminou e permanece uma lacuna no acesso à rede bancária internacional. Bitcoin is a powerful tool against opression. Venezuela's crypto adoption jumped 110% in 2024 as the bolívar tanked ~75% every 6 months. Under the Maduro regime, the people used Bitcoin and stablecoins for remittances and survival. pic.twitter.com/ZB5P13P7TK — Alexandre Lores 🇺🇸🇨🇦🇨🇺 (@alexandre_lores) January 18, 2026 A queda recente no valor do USDT no mercado paralelo reflete o novo equilíbrio criado pela elevação do fluxo de petrodólares e pela redução das operações informais em cripto. Assim, a criptomoeda passa de mecanismo essencial a alternativa parcial, dependendo do ingresso futuro de moeda formal. A sustentabilidade dessa transformação depende do fluxo contínuo de dólares do petróleo. Caso diminua, os venezuelanos podem recorrer novamente às criptomoedas como proteção diante de instabilidades. Por ora, o sistema de câmbio passa pelo maior ajuste em anos. O artigo Venezuela redefine seu mercado de câmbio: criptomoedas vão perder destaque? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Venezuela redefine seu mercado de câmbio: criptomoedas vão perder destaque?

A Venezuela iniciou uma transformação expressiva em seu sistema de câmbio ao ampliar a oferta formal de dólares ligados ao setor petrolífero, o que resulta em menor pressão sobre a taxa cambial e reduz o uso central de dinheiro em espécie e criptomoedas. Essa mudança representa o maior redirecionamento da economia digital do país nos últimos anos.

Ao longo dos últimos dez anos, as criptomoedas foram uma alternativa fundamental diante do colapso do bolívar. Porém, as novas políticas indicam que sua relevância estrutural pode diminuir à medida que canais formais de moeda se expandem.

O economista Luis Vicente León, presidente da Datanálisis, analisou no X como o fluxo formal do sistema petroleiro reduziu a diferença nas taxas cambiais. Segundo León, esses dólares formais podem eliminar distorções históricas.

“… Dinheiro em espécie e criptomoedas deixam de ser o centro do sistema. Eles não desaparecem, pois uma parte importante da liquidez permanece em dólares físicos que já estão no país e não vão sair. Esse dinheiro está, literalmente, preso”, apontou o analista.

Canal cripto perde força com retração do mercado informal de petróleo

Durante anos, as criptomoedas permitiram que milhares de venezuelanos protegessem seus recursos e driblassem controles. Agora, a circulação de dinheiro está restrita ao dólar já em circulação no país, enquanto o caminho informal vinculado ao setor de cripto perde força.

“Também não há uma oferta extraordinária via criptoativos. As operações que sustentavam esse canal, principalmente aquelas relacionadas ao petróleo no mercado informal, também estagnaram. Isso não significa que o mercado de cripto vá desaparecer. Continua desempenhando os mesmos papéis que levam ao seu êxito global: conveniência, agilidade, baixos custos e privacidade”, afirmou Luis Vicente León.

Já o economista Asdrúbal Oliveros destacou que o Estado deixará de vender moedas em espécie ou em cripto, o que afeta fundamentalmente a circulação de moeda. Em sua avaliação, essa decisão vai redefinir a dinâmica do mercado de câmbio.

Assine nossas newsletters: Receba as informações mais relevantes sobre o universo Web3 diretamente no seu e-mail.

20 países com maior adoção de criptomoedas – 1º trimestre de 2025. Fonte: TRM Labs

Oliveros explicou que a medida interfere na liquidez e nas operações cambiais: os bancos venezuelanos deverão inovar, criando mecanismos como cartões de dólar internos, contas eletrônicas e esquemas de pagamentos cripto para facilitar transferências e investimentos.

“Um ponto-chave na nova dinâmica cambial na Venezuela: as vendas de moeda estrangeira pelo Estado não ocorrerão mais em espécie nem por meio de criptomoedas. Essa alteração terá impacto direto sobre o estoque de dinheiro e a dinâmica das transações em moeda estrangeira. No caso das criptomoedas, elas seguem como instrumento relevante, considerando que parte significativa das operações de proteção do setor privado mantém esse mecanismo”, disse Oliveros.

Essa mudança conta com precedentes em estratégias bancárias, como a criação de contas de custódia em moeda estrangeira e sistemas de pagamento rápido, implementados em resposta a crises de liquidez. Ainda que as criptomoedas percam destaque central, seguem úteis para proteção privada e no mercado paralelo.

Perspectivas incertas para as criptomoedas na Venezuela?

O futuro das criptomoedas na Venezuela passa por um momento decisivo. Se por um lado a adoção respondeu a situações extremas, a consolidação dos canais formais poderá direcionar seu papel a uma função mais convencional. Especialistas consideram que a transição ainda não terminou e permanece uma lacuna no acesso à rede bancária internacional.

Bitcoin is a powerful tool against opression.

Venezuela's crypto adoption jumped 110% in 2024 as the bolívar tanked ~75% every 6 months.

Under the Maduro regime, the people used Bitcoin and stablecoins for remittances and survival. pic.twitter.com/ZB5P13P7TK

— Alexandre Lores 🇺🇸🇨🇦🇨🇺 (@alexandre_lores) January 18, 2026

A queda recente no valor do USDT no mercado paralelo reflete o novo equilíbrio criado pela elevação do fluxo de petrodólares e pela redução das operações informais em cripto. Assim, a criptomoeda passa de mecanismo essencial a alternativa parcial, dependendo do ingresso futuro de moeda formal.

A sustentabilidade dessa transformação depende do fluxo contínuo de dólares do petróleo. Caso diminua, os venezuelanos podem recorrer novamente às criptomoedas como proteção diante de instabilidades. Por ora, o sistema de câmbio passa pelo maior ajuste em anos.

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Cinco dicas para investir em criptomoedas em 2026, segundo especialistaEspecialista orienta sobre tokenização, stablecoins e adoção institucional em mercado que movimenta US$ 4 trilhões em como se pode investir em criptomoedas. O mercado global de cripto encerrou 2025 com capitalização superior a US$ 4 trilhões. Os dados foram consolidados por plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko. No mesmo período, os ativos do mundo real tokenizados movimentaram dezenas de bilhões de dólares, segundo a RWA.xyz. O movimento reflete avanço da adoção institucional e fortalecimento de estruturas financeiras baseadas em blockchain. As stablecoins ganharam espaço no mercado cripto. Essas moedas digitais são lastreadas em ativos tradicionais como o dólar. Funcionam como instrumento de liquidez e proteção contra volatilidade. Já os real-world assets (RWAs) representam a digitalização em blockchain de ativos tradicionais. Entre eles estão títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities. O modelo amplia acesso e eficiência dessas operações. Mudança de estratégia Felipe Mendes é CEO da Altside. Ele defende que o investidor precisa mudar o foco em 2026. “O jogo em 2026 não é sobre seleção de tokens, mas sobre Eficiência de Capital. Estatisticamente, nenhuma carteira de altcoins supera o Bitcoin no longo prazo. Por isso, nossa estratégia não é ‘escolher ativos’, mas usar a infraestrutura DeFi para fazer o patrimônio ocioso gerar renda. Tratamos o Bitcoin como reserva e as redes como ferramentas para rentabilizar o que antes ficaria parado”, afirma. O especialista reuniu cinco dicas para quem deseja investir de forma mais consciente no próximo ano. 1. Priorize ativos do mundo real tokenizados Os real-world assets permitem que ativos tradicionais sejam representados digitalmente em blockchain. O modelo oferece fracionamento, mais transparência e maior liquidez. Amplia o acesso a produtos antes concentrados em grandes instituições. “A tokenização já deixou de ser um experimento tecnológico. Ela permite que investidores tenham acesso a ativos antes restritos a grandes instituições, com mais transparência, fracionamento e eficiência operacional”, avalia Mendes. 2. Use stablecoins como instrumento de equilíbrio As stablecoins funcionam como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto. Em 2025, o valor de mercado global dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões. Os dados são da DeFiLlama, plataforma que acompanha liquidez e protocolos financeiros em blockchain. “Na prática, as stablecoins permitem que o investidor mantenha recursos no ecossistema cripto com menor exposição à volatilidade. Elas facilitam pagamentos internacionais, movimentações rápidas e o aproveitamento de oportunidades em momentos de correção de preços”, explica o CEO. 3. Foque na eficiência de capital O DeFi (finanças descentralizadas) elimina intermediários. Permite que o capital ocioso gere renda. O investidor usa redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados. “O jogo mudou: a prioridade não é mais escolher a próxima altcoin da moda, mas sim maximizar a produtividade do patrimônio. O investidor inteligente mantém o Bitcoin como sua reserva e usa as aplicações descentralizadas para gerar retorno sem precisar vender suas posições principais”, avalia Felipe Mendes. 4. Defina regras para atravessar ciclos de volatilidade O mercado cripto é marcado por ciclos. Eles são causados principalmente por eventos macroeconômicos e de liquidez. O dollar-cost averaging ajuda a reduzir o impacto das oscilações. O método consiste em aplicar valores fixos de forma regular, independentemente do preço do ativo. Outras alternativas incluem pools de liquidez e uso de opções financeiras como proteção patrimonial. As pools reúnem recursos para facilitar negociações. “Historicamente, o mercado cripto segue ciclos associados ao Bitcoin, que estão diretamente correlacionados a eventos macroeconômicos”, destaca o especialista. 5. Monitore riscos e sinais reais de adoção Mudanças regulatórias, cenário macroeconômico e comportamento emocional dos investidores seguem como fatores relevantes de risco. Acompanhar métricas on-chain ajuda a avaliar o nível real de adoção do mercado. Essas são dados públicos registrados diretamente na blockchain. Entre eles: volume de transações, endereços ativos e movimentações de grandes carteiras. “Esses indicadores mostram o que está acontecendo de fato na rede, além do preço. Investidores que acompanham a evolução da adoção e mantêm uma visão de longo prazo tendem a tomar decisões mais consistentes”, aponta. Cenário para 2026 O CEO da Altside destaca que o mercado está mais estruturado, mas ainda exige cautela. “O ambiente em 2026 será mais profissional, porém desafiador. Uma consultoria especializada ajuda a alinhar o perfil do investidor, definir caminhos personalizados e estruturar operações mais eficientes, reduzindo riscos e evitando erros comuns”, conclui Felipe Mendes. O artigo Cinco dicas para investir em criptomoedas em 2026, segundo especialista foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Cinco dicas para investir em criptomoedas em 2026, segundo especialista

Especialista orienta sobre tokenização, stablecoins e adoção institucional em mercado que movimenta US$ 4 trilhões em como se pode investir em criptomoedas. O mercado global de cripto encerrou 2025 com capitalização superior a US$ 4 trilhões. Os dados foram consolidados por plataformas como CoinMarketCap e CoinGecko.

No mesmo período, os ativos do mundo real tokenizados movimentaram dezenas de bilhões de dólares, segundo a RWA.xyz. O movimento reflete avanço da adoção institucional e fortalecimento de estruturas financeiras baseadas em blockchain.

As stablecoins ganharam espaço no mercado cripto. Essas moedas digitais são lastreadas em ativos tradicionais como o dólar. Funcionam como instrumento de liquidez e proteção contra volatilidade.

Já os real-world assets (RWAs) representam a digitalização em blockchain de ativos tradicionais. Entre eles estão títulos financeiros, imóveis, crédito privado, ações e commodities. O modelo amplia acesso e eficiência dessas operações.

Mudança de estratégia

Felipe Mendes é CEO da Altside. Ele defende que o investidor precisa mudar o foco em 2026.

“O jogo em 2026 não é sobre seleção de tokens, mas sobre Eficiência de Capital. Estatisticamente, nenhuma carteira de altcoins supera o Bitcoin no longo prazo. Por isso, nossa estratégia não é ‘escolher ativos’, mas usar a infraestrutura DeFi para fazer o patrimônio ocioso gerar renda. Tratamos o Bitcoin como reserva e as redes como ferramentas para rentabilizar o que antes ficaria parado”, afirma.

O especialista reuniu cinco dicas para quem deseja investir de forma mais consciente no próximo ano.

1. Priorize ativos do mundo real tokenizados

Os real-world assets permitem que ativos tradicionais sejam representados digitalmente em blockchain. O modelo oferece fracionamento, mais transparência e maior liquidez. Amplia o acesso a produtos antes concentrados em grandes instituições.

“A tokenização já deixou de ser um experimento tecnológico. Ela permite que investidores tenham acesso a ativos antes restritos a grandes instituições, com mais transparência, fracionamento e eficiência operacional”, avalia Mendes.

2. Use stablecoins como instrumento de equilíbrio

As stablecoins funcionam como ponte entre o sistema financeiro tradicional e o ecossistema cripto. Em 2025, o valor de mercado global dessas moedas ultrapassou US$ 296 bilhões. Os dados são da DeFiLlama, plataforma que acompanha liquidez e protocolos financeiros em blockchain.

“Na prática, as stablecoins permitem que o investidor mantenha recursos no ecossistema cripto com menor exposição à volatilidade. Elas facilitam pagamentos internacionais, movimentações rápidas e o aproveitamento de oportunidades em momentos de correção de preços”, explica o CEO.

3. Foque na eficiência de capital

O DeFi (finanças descentralizadas) elimina intermediários. Permite que o capital ocioso gere renda. O investidor usa redes como Ethereum e Solana para rentabilizar recursos que antes ficariam parados.

“O jogo mudou: a prioridade não é mais escolher a próxima altcoin da moda, mas sim maximizar a produtividade do patrimônio. O investidor inteligente mantém o Bitcoin como sua reserva e usa as aplicações descentralizadas para gerar retorno sem precisar vender suas posições principais”, avalia Felipe Mendes.

4. Defina regras para atravessar ciclos de volatilidade

O mercado cripto é marcado por ciclos. Eles são causados principalmente por eventos macroeconômicos e de liquidez.

O dollar-cost averaging ajuda a reduzir o impacto das oscilações. O método consiste em aplicar valores fixos de forma regular, independentemente do preço do ativo.

Outras alternativas incluem pools de liquidez e uso de opções financeiras como proteção patrimonial. As pools reúnem recursos para facilitar negociações.

“Historicamente, o mercado cripto segue ciclos associados ao Bitcoin, que estão diretamente correlacionados a eventos macroeconômicos”, destaca o especialista.

5. Monitore riscos e sinais reais de adoção

Mudanças regulatórias, cenário macroeconômico e comportamento emocional dos investidores seguem como fatores relevantes de risco.

Acompanhar métricas on-chain ajuda a avaliar o nível real de adoção do mercado. Essas são dados públicos registrados diretamente na blockchain. Entre eles: volume de transações, endereços ativos e movimentações de grandes carteiras.

“Esses indicadores mostram o que está acontecendo de fato na rede, além do preço. Investidores que acompanham a evolução da adoção e mantêm uma visão de longo prazo tendem a tomar decisões mais consistentes”, aponta.

Cenário para 2026

O CEO da Altside destaca que o mercado está mais estruturado, mas ainda exige cautela.

“O ambiente em 2026 será mais profissional, porém desafiador. Uma consultoria especializada ajuda a alinhar o perfil do investidor, definir caminhos personalizados e estruturar operações mais eficientes, reduzindo riscos e evitando erros comuns”, conclui Felipe Mendes.

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Índices da B3 com ETFs sobem até 63% em 2025 e cripto fica foraOs principais índices de renda variável da B3 fecharam 2025 em alta. O destaque ficou para os indicadores que contam com ETFs listados, que facilitaram o acesso dos investidores a diferentes estratégias e registraram ganhos superiores a 60% no ano. Levantamento divulgado pela própria bolsa mostra os 20 índices com maior valorização entre aqueles que possuem ETFs atrelados. Esses produtos permitem ao investidor acompanhar o desempenho de uma carteira diversificada de ativos por meio de um único papel negociado em bolsa. Divulgação B3 Utilidade pública lidera ranking da B3 O índice de Utilidade Pública (UTIL) liderou o ranking de rentabilidade em 2025. O indicador mede o desempenho das ações de empresas consideradas essenciais, como companhias de energia elétrica, saneamento e gás. Com o ETF UTLL11 vinculado à sua performance, o índice acumulou alta de 63,16% no período. Na segunda posição aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC). Esse índice reflete o desempenho das ações e BDRs, que são recibos de ações de empresas brasileiras listadas no exterior, com maior liquidez. A metodologia limita a participação de cada empresa a, no máximo, 5% da carteira. Em 2025, o IBBC avançou 49,02% e é acompanhado pelo ETF CAPE11. O terceiro lugar ficou com o índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações mais representativas do setor financeiro, incluindo bancos, seguradoras e intermediários financeiros. O IFNC subiu 46,21% no ano e pode ser acessado pelo ETF FIND11. O grupo dos cinco índices mais rentáveis é completado pelo Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que mede o desempenho médio das ações de companhias de capital privado com maior relevância e negociabilidade. O índice registrou alta de 42,90% e tem o ETF SPVT11 como referência. Já o Ibovespa Smart Low Vol (IBLV), focado em empresas com menor volatilidade, avançou 40,89% em 2025 e conta com o ETF LVOL11. Além desses, outros indicadores tradicionais e temáticos da bolsa também apresentaram desempenho expressivo, como o Ibovespa, o IBRX, índices de dividendos, sustentabilidade e small caps, reforçando o movimento positivo do mercado acionário ao longo do ano. Os ETFs, sigla para Exchange Traded Fund, são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de um índice de referência. Na prática, funcionam como uma forma simples de diversificação, já que uma única cota dá acesso a uma cesta de ativos. Para investir, o interessado precisa ter conta em uma corretora de valores. A escolha do ETF deve levar em conta os objetivos financeiros e o perfil de risco do investidor. Também é importante analisar custos, como taxa de administração e corretagem. Segundo Hênio Schedit, gerente de Índices na B3, os ETFs combinam diversificação, simplicidade operacional e custos reduzidos. Ele destaca que esses produtos podem ser usados tanto em estratégias de longo prazo quanto em alocações táticas, acompanhando setores, fatores ou temas específicos representados pelos índices. Após a seleção do ETF, o investimento é feito por meio de ordens de compra e venda, da mesma forma que ocorre com ações. Com isso, o investidor passa a ter exposição automática à carteira que compõe o índice escolhido, seguindo critérios transparentes definidos na metodologia de cada indicador. ETFs de cripto ficam fora do levantamento Apesar do desempenho expressivo dos índices da B3 em 2025, o levantamento não inclui ETFs de criptomoedas. Produtos atrelados a ativos digitais, como Bitcoin e Ethereum, que replicam o preço desses criptoativos, ficaram fora do ranking divulgado pela bolsa. A exclusão evidencia que o estudo considera apenas índices de renda variável do mercado tradicional, enquanto os ETFs de cripto seguem uma dinâmica própria, marcada por maior volatilidade e critérios distintos de avaliação. O artigo Índices da B3 com ETFs sobem até 63% em 2025 e cripto fica fora foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Índices da B3 com ETFs sobem até 63% em 2025 e cripto fica fora

Os principais índices de renda variável da B3 fecharam 2025 em alta. O destaque ficou para os indicadores que contam com ETFs listados, que facilitaram o acesso dos investidores a diferentes estratégias e registraram ganhos superiores a 60% no ano.

Levantamento divulgado pela própria bolsa mostra os 20 índices com maior valorização entre aqueles que possuem ETFs atrelados. Esses produtos permitem ao investidor acompanhar o desempenho de uma carteira diversificada de ativos por meio de um único papel negociado em bolsa.

Divulgação B3

Utilidade pública lidera ranking da B3

O índice de Utilidade Pública (UTIL) liderou o ranking de rentabilidade em 2025. O indicador mede o desempenho das ações de empresas consideradas essenciais, como companhias de energia elétrica, saneamento e gás. Com o ETF UTLL11 vinculado à sua performance, o índice acumulou alta de 63,16% no período.

Na segunda posição aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC). Esse índice reflete o desempenho das ações e BDRs, que são recibos de ações de empresas brasileiras listadas no exterior, com maior liquidez. A metodologia limita a participação de cada empresa a, no máximo, 5% da carteira. Em 2025, o IBBC avançou 49,02% e é acompanhado pelo ETF CAPE11.

O terceiro lugar ficou com o índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações mais representativas do setor financeiro, incluindo bancos, seguradoras e intermediários financeiros. O IFNC subiu 46,21% no ano e pode ser acessado pelo ETF FIND11.

O grupo dos cinco índices mais rentáveis é completado pelo Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que mede o desempenho médio das ações de companhias de capital privado com maior relevância e negociabilidade. O índice registrou alta de 42,90% e tem o ETF SPVT11 como referência. Já o Ibovespa Smart Low Vol (IBLV), focado em empresas com menor volatilidade, avançou 40,89% em 2025 e conta com o ETF LVOL11.

Além desses, outros indicadores tradicionais e temáticos da bolsa também apresentaram desempenho expressivo, como o Ibovespa, o IBRX, índices de dividendos, sustentabilidade e small caps, reforçando o movimento positivo do mercado acionário ao longo do ano.

Os ETFs, sigla para Exchange Traded Fund, são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de um índice de referência. Na prática, funcionam como uma forma simples de diversificação, já que uma única cota dá acesso a uma cesta de ativos.

Para investir, o interessado precisa ter conta em uma corretora de valores. A escolha do ETF deve levar em conta os objetivos financeiros e o perfil de risco do investidor. Também é importante analisar custos, como taxa de administração e corretagem.

Segundo Hênio Schedit, gerente de Índices na B3, os ETFs combinam diversificação, simplicidade operacional e custos reduzidos. Ele destaca que esses produtos podem ser usados tanto em estratégias de longo prazo quanto em alocações táticas, acompanhando setores, fatores ou temas específicos representados pelos índices.

Após a seleção do ETF, o investimento é feito por meio de ordens de compra e venda, da mesma forma que ocorre com ações. Com isso, o investidor passa a ter exposição automática à carteira que compõe o índice escolhido, seguindo critérios transparentes definidos na metodologia de cada indicador.

ETFs de cripto ficam fora do levantamento

Apesar do desempenho expressivo dos índices da B3 em 2025, o levantamento não inclui ETFs de criptomoedas. Produtos atrelados a ativos digitais, como Bitcoin e Ethereum, que replicam o preço desses criptoativos, ficaram fora do ranking divulgado pela bolsa. A exclusão evidencia que o estudo considera apenas índices de renda variável do mercado tradicional, enquanto os ETFs de cripto seguem uma dinâmica própria, marcada por maior volatilidade e critérios distintos de avaliação.

O artigo Índices da B3 com ETFs sobem até 63% em 2025 e cripto fica fora foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Pi Coin sobe 0,7%, mas acumula queda de 78% desde estreiaA Pi Coin (PI) da Pi Network registrou ganhos moderados. A valorização acompanha a divulgação de novas atualizações do App Studio e o lançamento de uma pesquisa que oferece créditos Pi como recompensa. As mudanças têm como objetivo ampliar o acesso à plataforma, estimular a criatividade e aumentar a utilidade do Pi em aplicações. As novidades beneficiam inclusive usuários sem formação técnica. App Studio ganha integração de pagamentos em Pi Em postagem recente no blog oficial, a equipe central da Pi Network anunciou duas atualizações. A primeira traz integração de pagamentos em Pi por meio do App Studio. O recurso permite que os Pioneers (nome dado aos usuários da rede) adicionem pagamentos em Pi dentro de aplicativos, mesmo sem conhecimento técnico. Por enquanto, as transações estão restritas ao Test-Pi (versão de teste da moeda) e valem para uma única sessão ativa. A função possibilita, por exemplo, desbloqueio de recursos extras ou aquisição de itens digitais. Na versão atual da função, os criadores podem inserir interações de pagamento usando Test-Pi para uma única sessão ativa (enquanto o app está em uso)… Uma única “sessão” corresponde a uma instância isolada de atividade no aplicativo, como uma rodada, tarefa ou experiência, informou o blog. Anúncios substituem pagamento para implantação de apps A equipe também lançou opção que permite aos Pioneers implantar novas versões de aplicativos assistindo a anúncios. O recurso substitui o pagamento em Pi para quem possui saldo reduzido. A função estará disponível caso o Pioneer tenha saldo inferior a 0,25 Pi no App Studio. A equipe esclareceu que os anúncios não cobrem o custo real de implantação na plataforma. A novidade, porém, amplia a acessibilidade para criadores e reduz despesas com iterações de aplicativos. O mecanismo também visa evitar spam e uso indevido. Token sobe 0,7%, mas acumula queda de 78% desde fevereiro As novidades surgem em meio a uma leve alta da Pi Coin. Vale destacar que o avanço dos preços coincide com um movimento de recuperação mais amplo no setor. A capitalização total do mercado de criptoativos subiu em US$ 4,58 bilhões, refletindo uma melhora cautelosa na percepção dos investidores. De acordo com dados do BeInCrypto Markets, o preço da Pi Coin subiu 0,7% nas últimas 24 horas. No momento desta reportagem, era negociado a US$ 0,18. Cotação do Pi Coin. Fonte: BeInCrypto Markets Apesar dessa recuperação pontual, a tendência geral da Pi segue negativa. O token recuou quase 10% no último mês, com o preço atual acumulando queda superior a 78% desde sua estreia em exchanges em fevereiro. Baixos volumes de negociação, pouco interesse de investidores de varejo e desbloqueios recorrentes do token continuam pressionando o mercado e seu desempenho de preço. As iniciativas do App Studio buscam transformar usuários passivos em participantes ativos ao remover barreiras técnicas e oferecer incentivos. Embora essas medidas possam impulsionar o desenvolvimento de aplicações e utilidade do token, não está claro se conseguirão estimular o engajamento em meio a um cenário de forte queda no mercado. O artigo Pi Coin sobe 0,7%, mas acumula queda de 78% desde estreia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Pi Coin sobe 0,7%, mas acumula queda de 78% desde estreia

A Pi Coin (PI) da Pi Network registrou ganhos moderados. A valorização acompanha a divulgação de novas atualizações do App Studio e o lançamento de uma pesquisa que oferece créditos Pi como recompensa.

As mudanças têm como objetivo ampliar o acesso à plataforma, estimular a criatividade e aumentar a utilidade do Pi em aplicações. As novidades beneficiam inclusive usuários sem formação técnica.

App Studio ganha integração de pagamentos em Pi

Em postagem recente no blog oficial, a equipe central da Pi Network anunciou duas atualizações. A primeira traz integração de pagamentos em Pi por meio do App Studio.

O recurso permite que os Pioneers (nome dado aos usuários da rede) adicionem pagamentos em Pi dentro de aplicativos, mesmo sem conhecimento técnico. Por enquanto, as transações estão restritas ao Test-Pi (versão de teste da moeda) e valem para uma única sessão ativa. A função possibilita, por exemplo, desbloqueio de recursos extras ou aquisição de itens digitais.

Na versão atual da função, os criadores podem inserir interações de pagamento usando Test-Pi para uma única sessão ativa (enquanto o app está em uso)… Uma única “sessão” corresponde a uma instância isolada de atividade no aplicativo, como uma rodada, tarefa ou experiência, informou o blog.

Anúncios substituem pagamento para implantação de apps

A equipe também lançou opção que permite aos Pioneers implantar novas versões de aplicativos assistindo a anúncios. O recurso substitui o pagamento em Pi para quem possui saldo reduzido.

A função estará disponível caso o Pioneer tenha saldo inferior a 0,25 Pi no App Studio. A equipe esclareceu que os anúncios não cobrem o custo real de implantação na plataforma. A novidade, porém, amplia a acessibilidade para criadores e reduz despesas com iterações de aplicativos. O mecanismo também visa evitar spam e uso indevido.

Token sobe 0,7%, mas acumula queda de 78% desde fevereiro

As novidades surgem em meio a uma leve alta da Pi Coin. Vale destacar que o avanço dos preços coincide com um movimento de recuperação mais amplo no setor.

A capitalização total do mercado de criptoativos subiu em US$ 4,58 bilhões, refletindo uma melhora cautelosa na percepção dos investidores.

De acordo com dados do BeInCrypto Markets, o preço da Pi Coin subiu 0,7% nas últimas 24 horas. No momento desta reportagem, era negociado a US$ 0,18.

Cotação do Pi Coin. Fonte: BeInCrypto Markets

Apesar dessa recuperação pontual, a tendência geral da Pi segue negativa. O token recuou quase 10% no último mês, com o preço atual acumulando queda superior a 78% desde sua estreia em exchanges em fevereiro.

Baixos volumes de negociação, pouco interesse de investidores de varejo e desbloqueios recorrentes do token continuam pressionando o mercado e seu desempenho de preço.

As iniciativas do App Studio buscam transformar usuários passivos em participantes ativos ao remover barreiras técnicas e oferecer incentivos. Embora essas medidas possam impulsionar o desenvolvimento de aplicações e utilidade do token, não está claro se conseguirão estimular o engajamento em meio a um cenário de forte queda no mercado.

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US$ 2,3 bi em opções de Bitcoin e Ethereum vão expirar; volatilidade à vista?Cerca de US$ 2,3 bilhões em opções de Bitcoin e Ethereum expiram hoje (23), colocando os mercados de cripto em um ponto crítico, enquanto operadores se preparam para uma possível redefinição da volatilidade. Com posições fortemente concentradas em níveis-chave de strike, a movimentação de preços até e logo após o vencimento pode ser menos influenciada por fundamentos e mais pelos fluxos mecânicos de hedge. O Bitcoin representa a maior parte do valor nocional, com aproximadamente US$ 1,94 bilhão em opções do BTC vencendo hoje. Pouco antes do vencimento, o Bitcoin é negociado a US$ 89.746, abaixo do seu nível de maior dor de US$ 92 mil, preço em que a maior quantidade de contratos de opção expira sem valor. O interesse em aberto soma 21.657 contratos, divididos entre 11.944 calls e 9.713 puts, resultando em uma razão put/call de 0,81. Opções de Bitcoin a vencer. Fonte: Deribit O skew indica um viés levemente altista, mas não extremo, deixando margem para volatilidade nos dois sentidos. Enquanto isso, as opções de Ethereum correspondem ao restante de US$ 347,7 milhões em valor nocional. O ETH é negociado em torno de US$ 2.958, bem abaixo de seu nível de maior dor, fixado em US$ 3.200. O interesse em aberto é expressivo em termos absolutos, com 117.513 contratos em circulação, sendo 63.796 calls e 53.717 puts. Isso gera uma razão put/call de 0,84. Assim como ocorre com o Bitcoin, o posicionamento aponta para otimismo cauteloso, embora haja uma proteção relevante contra quedas. Opções de Ethereum a vencer. Fonte: Deribit Vale destacar que as opções a vencer nesta semana são discretamente inferiores aos quase US$ 3 bilhões que expiraram na semana passada. Deribit aponta concentração de strikes enquanto riscos macroeconômicos mantêm volatilidade elevada Segundo analistas da Deribit, o agrupamento do interesse em aberto próximo a grandes strikes tende a aumentar a sensibilidade dos preços no curto prazo. “… O posicionamento para o vencimento está bastante concentrado em strikes-chave, mantendo o mercado à vista sensível até o corte. Incertezas geopolíticas e nas políticas de comércio seguem no pano de fundo macroeconômico, sustentando a demanda por hedge e mantendo a volatilidade responsiva. Observe pontos de concentração, fluxos de hedge dos dealers e a reprecificação da volatilidade após o vencimento”, afirmou a equipe. Essa dinâmica reflete um cenário mais amplo em que riscos macroeconômicos seguem dominando a mentalidade dos operadores. Tensões geopolíticas contínuas, mudanças nas políticas de comércio e incertezas envolvendo as condições monetárias em escala global têm levado investidores a buscar mais opções de hedge do que apostas direcionais nos ativos. Esse movimento mantém a volatilidade implícita (IV) elevada e responsiva, mesmo em períodos de relativa estabilidade dos preços à vista. Perto do vencimento, os chamados “magnetos de strike” podem exercer força gravitacional sobre os preços, à medida que dealers ajustam hedges para permanecer delta-neutros. Se os preços à vista se aproximarem dos níveis de maior dor, os fluxos de hedge podem reforçar a tendência. Por outro lado, um desvio significativo desses strikes pode ocasionar rápida readequação das posições, ampliando a volatilidade em vez de contê-la. Após o vencimento dos contratos, as atenções tendem a se voltar para a reprecificação da volatilidade ao longo do fim de semana. Um vencimento de grande porte pode liberar exposição de gamma acumulada, por vezes levando a movimentos mais acentuados enquanto o mercado se ajusta. Diante desse cenário, operadores de Bitcoin e Ethereum podem observar um novo movimento direcional. Esse impulso pode se traduzir em recuperação caso a pressão vendedora diminua, ou movimento de baixa se os riscos macroeconômicos voltarem a predominar. Com posições concentradas, riscos macro ainda presentes e níveis técnicos bem definidos, as opções a vencer hoje devem servir para estabelecer o tom do próximo movimento dos mercados de BTC e ETH. O artigo US$ 2,3 bi em opções de Bitcoin e Ethereum vão expirar; volatilidade à vista? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

US$ 2,3 bi em opções de Bitcoin e Ethereum vão expirar; volatilidade à vista?

Cerca de US$ 2,3 bilhões em opções de Bitcoin e Ethereum expiram hoje (23), colocando os mercados de cripto em um ponto crítico, enquanto operadores se preparam para uma possível redefinição da volatilidade.

Com posições fortemente concentradas em níveis-chave de strike, a movimentação de preços até e logo após o vencimento pode ser menos influenciada por fundamentos e mais pelos fluxos mecânicos de hedge.

O Bitcoin representa a maior parte do valor nocional, com aproximadamente US$ 1,94 bilhão em opções do BTC vencendo hoje.

Pouco antes do vencimento, o Bitcoin é negociado a US$ 89.746, abaixo do seu nível de maior dor de US$ 92 mil, preço em que a maior quantidade de contratos de opção expira sem valor.

O interesse em aberto soma 21.657 contratos, divididos entre 11.944 calls e 9.713 puts, resultando em uma razão put/call de 0,81.

Opções de Bitcoin a vencer. Fonte: Deribit

O skew indica um viés levemente altista, mas não extremo, deixando margem para volatilidade nos dois sentidos.

Enquanto isso, as opções de Ethereum correspondem ao restante de US$ 347,7 milhões em valor nocional. O ETH é negociado em torno de US$ 2.958, bem abaixo de seu nível de maior dor, fixado em US$ 3.200.

O interesse em aberto é expressivo em termos absolutos, com 117.513 contratos em circulação, sendo 63.796 calls e 53.717 puts. Isso gera uma razão put/call de 0,84. Assim como ocorre com o Bitcoin, o posicionamento aponta para otimismo cauteloso, embora haja uma proteção relevante contra quedas.

Opções de Ethereum a vencer. Fonte: Deribit

Vale destacar que as opções a vencer nesta semana são discretamente inferiores aos quase US$ 3 bilhões que expiraram na semana passada.

Deribit aponta concentração de strikes enquanto riscos macroeconômicos mantêm volatilidade elevada

Segundo analistas da Deribit, o agrupamento do interesse em aberto próximo a grandes strikes tende a aumentar a sensibilidade dos preços no curto prazo.

“… O posicionamento para o vencimento está bastante concentrado em strikes-chave, mantendo o mercado à vista sensível até o corte. Incertezas geopolíticas e nas políticas de comércio seguem no pano de fundo macroeconômico, sustentando a demanda por hedge e mantendo a volatilidade responsiva. Observe pontos de concentração, fluxos de hedge dos dealers e a reprecificação da volatilidade após o vencimento”, afirmou a equipe.

Essa dinâmica reflete um cenário mais amplo em que riscos macroeconômicos seguem dominando a mentalidade dos operadores.

Tensões geopolíticas contínuas, mudanças nas políticas de comércio e incertezas envolvendo as condições monetárias em escala global têm levado investidores a buscar mais opções de hedge do que apostas direcionais nos ativos.

Esse movimento mantém a volatilidade implícita (IV) elevada e responsiva, mesmo em períodos de relativa estabilidade dos preços à vista.

Perto do vencimento, os chamados “magnetos de strike” podem exercer força gravitacional sobre os preços, à medida que dealers ajustam hedges para permanecer delta-neutros.

Se os preços à vista se aproximarem dos níveis de maior dor, os fluxos de hedge podem reforçar a tendência. Por outro lado, um desvio significativo desses strikes pode ocasionar rápida readequação das posições, ampliando a volatilidade em vez de contê-la.

Após o vencimento dos contratos, as atenções tendem a se voltar para a reprecificação da volatilidade ao longo do fim de semana. Um vencimento de grande porte pode liberar exposição de gamma acumulada, por vezes levando a movimentos mais acentuados enquanto o mercado se ajusta.

Diante desse cenário, operadores de Bitcoin e Ethereum podem observar um novo movimento direcional. Esse impulso pode se traduzir em recuperação caso a pressão vendedora diminua, ou movimento de baixa se os riscos macroeconômicos voltarem a predominar.

Com posições concentradas, riscos macro ainda presentes e níveis técnicos bem definidos, as opções a vencer hoje devem servir para estabelecer o tom do próximo movimento dos mercados de BTC e ETH.

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Por que o mercado de criptomoedas está em alta hoje 23/01/2026?A capitalização total do mercado de criptomoedas (TOTAL) continua mostrando sinais de recuperação, impulsionada por fortes indicadores macroeconômicos. Com o ouro atingindo uma nova máxima histórica na quinta-feira, o otimismo se espalhou pelos mercados, com o Bitcoin (BTC) se aproximando da marca de US$ 90 mil, que se tornou um suporte. As altcoins também registraram ganhos, lideradas pela alta de 17% da LayerZero (ZRO). Nas notícias de hoje: A BitGo estreou na Bolsa de Valores de Nova York ontem (22), sob o código BTGO, tornando-se o primeiro grande IPO de criptomoedas de 2026. As ações dispararam após a listagem, mas reduziram os ganhos, fechando perto do preço do IPO, o que avaliou a empresa em cerca de US$ 2,2 bilhões. O Ministério Público do distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, teria perdido Bitcoins apreendidos após um suposto ataque de phishing durante uma inspeção de rotina. Fontes locais estimam que o prejuízo possa chegar a cerca de 70 bilhões de won (US$ 48 milhões), expondo falhas nas práticas de custódia de criptomoedas pelas autoridades policiais. O mercado de criptomoedas sobe muito ligeiramente A capitalização total do mercado de criptomoedas subiu US$ 4,58 bilhões, marcando um movimento modesto, porém positivo. A melhora das condições macroeconômicas globais ocorreu após a redução das tensões em torno da questão da Groenlândia. Embora os ganhos ainda sejam limitados, essa mudança sugere que o apetite por risco está se estabilizando, oferecendo suporte de curto prazo para o mercado de ativos digitais em geral. Atualmente, o valor de mercado total do TOTAL está próximo de US$ 2,99 trilhões, com US$ 3,00 trilhões atuando como resistência imediata. Uma ruptura confirmada acima desse nível poderia atrair novos fluxos de investimento. Se o ímpeto aumentar, a capitalização total do mercado de criptomoedas poderá avançar em direção à zona de resistência de US$ 3,50 trilhões nos próximos dias. Análise de preço TOTAL. Fonte: TradingView O potencial de alta continua condicionado à manutenção da confiança. Se os investidores voltarem a adotar uma postura pessimista, a tentativa de rompimento pode falhar. Nesse cenário, a pressão vendedora poderia retornar, levando o TOTAL de volta ao nível de suporte de US$ 2,92 trilhões e reforçando a consolidação no curto prazo. O Bitcoin ainda tenta se recuperar No momento da redação deste texto, o Bitcoin está sendo negociado próximo a US$ 89.829, permanecendo abaixo do importante nível de resistência de US$ 90 mil. Essa barreira psicológica tem limitado as recentes tentativas de recuperação. A movimentação de preços sugere um sentimento de cautela, enquanto os investidores aguardam a confirmação de uma demanda mais forte antes de assumirem novas posições. Uma movimentação decisiva acima de US$ 90 mil provavelmente restauraria o ímpeto de alta. Recuperar esse nível poderia desencadear novos fluxos de capital, impulsionando o Bitcoin em direção à resistência de US$ 91.298. Tal movimento sinalizaria uma melhora na confiança e ajudaria o BTC a recuperar parte de suas perdas recentes. O risco de queda permanece caso o ímpeto diminua. A incapacidade de romper a marca de US$ 90 mil pode reforçar a pressão vendedora. Se os ETFs de Bitcoin à vista continuarem a registrar saídas em vez de entradas, o BTC poderá recuar em direção ao nível de suporte de US$ 87.210, invalidando a configuração de alta. LayerZero pretende atingir US$ 2,50 A ZRO emergiu como a altcoin de melhor desempenho nas últimas 24 horas, registrando um ganho de 17,7%. O token superou o mercado em geral, beneficiando-se da melhora do sentimento em relação aos ativos digitais. O forte impulso sugere que os investidores estão realocando capital para altcoins de beta mais alto em meio a um apetite renovado por risco. Os indicadores técnicos corroboram a perspectiva otimista. A ZRO permanece em uma clara tendência de alta, com o SAR Parabólico posicionado abaixo dos candles. Essa configuração geralmente sinaliza a continuação da tendência. Se o momentum se mantiver, o preço da ZRO poderá ampliar os ganhos e se aproximar do nível de resistência de US$ 2,50. Análise de preço do ZRO. Fonte: TradingView O aumento da realização de lucros pode pressionar a ação do preço. Uma quebra abaixo do suporte de US$ 2,00 enfraqueceria a estrutura. Nesse cenário, a ZRO pode cair em direção à zona de suporte de US$ 1,72, invalidando a tese de alta. O artigo Por que o mercado de criptomoedas está em alta hoje 23/01/2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Por que o mercado de criptomoedas está em alta hoje 23/01/2026?

A capitalização total do mercado de criptomoedas (TOTAL) continua mostrando sinais de recuperação, impulsionada por fortes indicadores macroeconômicos. Com o ouro atingindo uma nova máxima histórica na quinta-feira, o otimismo se espalhou pelos mercados, com o Bitcoin (BTC) se aproximando da marca de US$ 90 mil, que se tornou um suporte. As altcoins também registraram ganhos, lideradas pela alta de 17% da LayerZero (ZRO).

Nas notícias de hoje:

A BitGo estreou na Bolsa de Valores de Nova York ontem (22), sob o código BTGO, tornando-se o primeiro grande IPO de criptomoedas de 2026. As ações dispararam após a listagem, mas reduziram os ganhos, fechando perto do preço do IPO, o que avaliou a empresa em cerca de US$ 2,2 bilhões.

O Ministério Público do distrito de Gwangju, na Coreia do Sul, teria perdido Bitcoins apreendidos após um suposto ataque de phishing durante uma inspeção de rotina. Fontes locais estimam que o prejuízo possa chegar a cerca de 70 bilhões de won (US$ 48 milhões), expondo falhas nas práticas de custódia de criptomoedas pelas autoridades policiais.

O mercado de criptomoedas sobe muito ligeiramente

A capitalização total do mercado de criptomoedas subiu US$ 4,58 bilhões, marcando um movimento modesto, porém positivo. A melhora das condições macroeconômicas globais ocorreu após a redução das tensões em torno da questão da Groenlândia. Embora os ganhos ainda sejam limitados, essa mudança sugere que o apetite por risco está se estabilizando, oferecendo suporte de curto prazo para o mercado de ativos digitais em geral.

Atualmente, o valor de mercado total do TOTAL está próximo de US$ 2,99 trilhões, com US$ 3,00 trilhões atuando como resistência imediata. Uma ruptura confirmada acima desse nível poderia atrair novos fluxos de investimento. Se o ímpeto aumentar, a capitalização total do mercado de criptomoedas poderá avançar em direção à zona de resistência de US$ 3,50 trilhões nos próximos dias.

Análise de preço TOTAL. Fonte: TradingView

O potencial de alta continua condicionado à manutenção da confiança. Se os investidores voltarem a adotar uma postura pessimista, a tentativa de rompimento pode falhar. Nesse cenário, a pressão vendedora poderia retornar, levando o TOTAL de volta ao nível de suporte de US$ 2,92 trilhões e reforçando a consolidação no curto prazo.

O Bitcoin ainda tenta se recuperar

No momento da redação deste texto, o Bitcoin está sendo negociado próximo a US$ 89.829, permanecendo abaixo do importante nível de resistência de US$ 90 mil. Essa barreira psicológica tem limitado as recentes tentativas de recuperação. A movimentação de preços sugere um sentimento de cautela, enquanto os investidores aguardam a confirmação de uma demanda mais forte antes de assumirem novas posições.

Uma movimentação decisiva acima de US$ 90 mil provavelmente restauraria o ímpeto de alta. Recuperar esse nível poderia desencadear novos fluxos de capital, impulsionando o Bitcoin em direção à resistência de US$ 91.298. Tal movimento sinalizaria uma melhora na confiança e ajudaria o BTC a recuperar parte de suas perdas recentes.

O risco de queda permanece caso o ímpeto diminua. A incapacidade de romper a marca de US$ 90 mil pode reforçar a pressão vendedora. Se os ETFs de Bitcoin à vista continuarem a registrar saídas em vez de entradas, o BTC poderá recuar em direção ao nível de suporte de US$ 87.210, invalidando a configuração de alta.

LayerZero pretende atingir US$ 2,50

A ZRO emergiu como a altcoin de melhor desempenho nas últimas 24 horas, registrando um ganho de 17,7%. O token superou o mercado em geral, beneficiando-se da melhora do sentimento em relação aos ativos digitais. O forte impulso sugere que os investidores estão realocando capital para altcoins de beta mais alto em meio a um apetite renovado por risco.

Os indicadores técnicos corroboram a perspectiva otimista. A ZRO permanece em uma clara tendência de alta, com o SAR Parabólico posicionado abaixo dos candles. Essa configuração geralmente sinaliza a continuação da tendência. Se o momentum se mantiver, o preço da ZRO poderá ampliar os ganhos e se aproximar do nível de resistência de US$ 2,50.

Análise de preço do ZRO. Fonte: TradingView

O aumento da realização de lucros pode pressionar a ação do preço. Uma quebra abaixo do suporte de US$ 2,00 enfraqueceria a estrutura. Nesse cenário, a ZRO pode cair em direção à zona de suporte de US$ 1,72, invalidando a tese de alta.

O artigo Por que o mercado de criptomoedas está em alta hoje 23/01/2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Convicção dos investidores de XRP supera risco de queda de 18%?O preço do XRP tentou uma recuperação há algumas sessões, mas o movimento não se sustentou. Após o impulso registrado de 20 para 21 de janeiro, o XRP perdeu força próximo de US$ 1,98 e voltou a cair. Agora, negocia-se próximo de US$ 1,90, aproximando-se novamente de uma zona em que o risco de queda começa a se acentuar. O gráfico aponta uma estrutura claramente baixista em formação. A movimentação de capital, o comportamento de investidores e as operações nas exchanges caminham no mesmo sentido. Enquanto investidores de longo prazo (HODLers) seguem comprando, a realização de lucros por outros grupos mantém o XRP sob pressão. Resta saber se apenas a convicção desses investidores será suficiente para evitar uma perda ainda maior. Gráfico do XRP indica risco de queda com fluxo de capital negativo No gráfico de 12 horas, o XRP está próximo de formar um padrão de cabeça e ombros. O suporte desse padrão encontra-se na região de US$ 1,80. Se o XRP perder esse suporte, a projeção indica uma queda de 18%. O movimento de capital também aponta esse risco. Entre 19 e 22 de janeiro, o Chaikin Money Flow (CMF) manteve a tendência de baixa, assim como o preço. O CMF mede se grandes players estão injetando ou retirando recursos de um ativo, analisando preço e volume. Quando o CMF recua junto com o preço, indica saída de capital, em vez de consolidação natural. Estrutura do XRP: TradingView Essa fragilidade acompanha os dados dos ETFs. Em 20 de janeiro, os ETFs ligados ao XRP registraram uma expressiva saída líquida de cerca de US$ 53,3 milhões. Esse fluxo em apenas um dia superou entradas nos dias próximos, mantendo o balanço dos ETFs negativo nesse período. Embora os últimos dois dias tenham apresentado números positivos, eles não foram suficientes para romper a tendência de queda do CMF. Desempenho fraco dos ETFs: SoSo Value Enquanto o CMF seguir abaixo dessa linha, o risco de queda permanece elevado. Outros fatores de risco também continuam presentes. Investidores de curto prazo saem de forma agressiva e limitam recuperação A rejeição em US$ 1,98 não foi por acaso. Dados dos investidores mostram por que as tentativas de valorização vêm enfrentando dificuldades. O indicador HODL Waves, que segmenta carteiras conforme o tempo de posse, revela que um dos grupos mais especulativos — carteiras que mantêm XRP por uma semana até um mês — vem vendendo de forma contínua desde 8 de janeiro. Nesse período, a participação desse grupo caiu de cerca de 4,77% para aproximadamente 2,24%. Trata-se de uma redução superior a 50% em apenas duas semanas. Investidores de curto prazo seguem vendendo: Glassnode Esse grupo costuma comprar na baixa e vender em recuperações. O forte movimento vendedor a cada impulso de recuperação ajuda a entender por que o XRP não conseguiu se manter acima de US$ 1,98, mesmo em tentativas de alta de curta duração. A pressão vendedora também aparece nos dados das exchanges. Os saldos de XRP nas exchanges passaram de saídas líquidas consistentes (7,68 milhões de XRP) no início do mês para entradas líquidas (201 mil XRP) em 23 de janeiro. Esta mudança aponta para mais moedas sendo transferidas para exchanges, um movimento típico de realização de lucros, não de acumulação. Entradas em exchanges: Santiment Resumindo, os vendedores especulativos têm agido na dianteira de cada recuperação. Mas por que responsabilizar apenas o grupo de curto prazo? Investidores de longo prazo ainda acumulam Nem todos os investidores estão vendendo. Os investidores de XRP que operam no longo prazo seguem acumulando desde meados de 10 de janeiro. Sua posição líquida não sofreu retrações expressivas, mesmo com o preço do XRP enfraquecendo. Esse grupo atua como força estabilizadora, ajudando o ativo a evitar quedas bruscas, apesar das fortes vendas em outros perfis. Isso indica que investidores de longo prazo não estão contribuindo para entradas em exchanges, evidenciando convicção, em vez de operações de curto prazo. HODLers mantêm compras: Glassnode No entanto, esse suporte tem limites. Um acúmulo de longo prazo pode desacelerar a queda, mas não garante uma reversão caso os saques de capital e a realização de lucros persistam. Sem entradas mais robustas vindas de ETFs ou uma mudança no comportamento especulativo, a convicção sozinha tende apenas a adiar um rompimento no preço. Níveis de preço do XRP indicam risco A estrutura de preço do XRP agora depende de níveis bem definidos. Pela perspectiva negativa, o patamar de US$ 1,80 é fundamental. Uma confirmação abaixo desse valor validaria o padrão de topo de cabeça e ombros e abriria caminho para US$ 1,46, encerrando um movimento projetado de 18%. No cenário positivo, o XRP precisa retomar US$ 2,02 em um fechamento consistente para invalidar o ombro direito. Isso indicaria perda de força pelos realizadores de lucro. Um impulso mais otimista viria com superação de US$ 2,19, enquanto a estrutura de baixa somente seria completamente anulada acima de US$ 2,41. Análise de preço do XRP: TradingView No momento, o preço do XRP está entre esses extremos. Investidores de longo prazo seguem comprando, porém vendedores especulativos e a saída de recursos continuam determinando a dinâmica. A menos que haja melhoria nos fluxos e redução da pressão de venda, a convicção dos hodlers pode reduzir a velocidade da queda, mas talvez não seja suficiente para barrá-la. O artigo Convicção dos investidores de XRP supera risco de queda de 18%? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Convicção dos investidores de XRP supera risco de queda de 18%?

O preço do XRP tentou uma recuperação há algumas sessões, mas o movimento não se sustentou. Após o impulso registrado de 20 para 21 de janeiro, o XRP perdeu força próximo de US$ 1,98 e voltou a cair. Agora, negocia-se próximo de US$ 1,90, aproximando-se novamente de uma zona em que o risco de queda começa a se acentuar.

O gráfico aponta uma estrutura claramente baixista em formação. A movimentação de capital, o comportamento de investidores e as operações nas exchanges caminham no mesmo sentido. Enquanto investidores de longo prazo (HODLers) seguem comprando, a realização de lucros por outros grupos mantém o XRP sob pressão. Resta saber se apenas a convicção desses investidores será suficiente para evitar uma perda ainda maior.

Gráfico do XRP indica risco de queda com fluxo de capital negativo

No gráfico de 12 horas, o XRP está próximo de formar um padrão de cabeça e ombros. O suporte desse padrão encontra-se na região de US$ 1,80.

Se o XRP perder esse suporte, a projeção indica uma queda de 18%.

O movimento de capital também aponta esse risco. Entre 19 e 22 de janeiro, o Chaikin Money Flow (CMF) manteve a tendência de baixa, assim como o preço. O CMF mede se grandes players estão injetando ou retirando recursos de um ativo, analisando preço e volume. Quando o CMF recua junto com o preço, indica saída de capital, em vez de consolidação natural.

Estrutura do XRP: TradingView

Essa fragilidade acompanha os dados dos ETFs. Em 20 de janeiro, os ETFs ligados ao XRP registraram uma expressiva saída líquida de cerca de US$ 53,3 milhões. Esse fluxo em apenas um dia superou entradas nos dias próximos, mantendo o balanço dos ETFs negativo nesse período. Embora os últimos dois dias tenham apresentado números positivos, eles não foram suficientes para romper a tendência de queda do CMF.

Desempenho fraco dos ETFs: SoSo Value

Enquanto o CMF seguir abaixo dessa linha, o risco de queda permanece elevado. Outros fatores de risco também continuam presentes.

Investidores de curto prazo saem de forma agressiva e limitam recuperação

A rejeição em US$ 1,98 não foi por acaso. Dados dos investidores mostram por que as tentativas de valorização vêm enfrentando dificuldades.

O indicador HODL Waves, que segmenta carteiras conforme o tempo de posse, revela que um dos grupos mais especulativos — carteiras que mantêm XRP por uma semana até um mês — vem vendendo de forma contínua desde 8 de janeiro. Nesse período, a participação desse grupo caiu de cerca de 4,77% para aproximadamente 2,24%. Trata-se de uma redução superior a 50% em apenas duas semanas.

Investidores de curto prazo seguem vendendo: Glassnode

Esse grupo costuma comprar na baixa e vender em recuperações. O forte movimento vendedor a cada impulso de recuperação ajuda a entender por que o XRP não conseguiu se manter acima de US$ 1,98, mesmo em tentativas de alta de curta duração.

A pressão vendedora também aparece nos dados das exchanges. Os saldos de XRP nas exchanges passaram de saídas líquidas consistentes (7,68 milhões de XRP) no início do mês para entradas líquidas (201 mil XRP) em 23 de janeiro. Esta mudança aponta para mais moedas sendo transferidas para exchanges, um movimento típico de realização de lucros, não de acumulação.

Entradas em exchanges: Santiment

Resumindo, os vendedores especulativos têm agido na dianteira de cada recuperação. Mas por que responsabilizar apenas o grupo de curto prazo?

Investidores de longo prazo ainda acumulam

Nem todos os investidores estão vendendo.

Os investidores de XRP que operam no longo prazo seguem acumulando desde meados de 10 de janeiro. Sua posição líquida não sofreu retrações expressivas, mesmo com o preço do XRP enfraquecendo. Esse grupo atua como força estabilizadora, ajudando o ativo a evitar quedas bruscas, apesar das fortes vendas em outros perfis.

Isso indica que investidores de longo prazo não estão contribuindo para entradas em exchanges, evidenciando convicção, em vez de operações de curto prazo.

HODLers mantêm compras: Glassnode

No entanto, esse suporte tem limites. Um acúmulo de longo prazo pode desacelerar a queda, mas não garante uma reversão caso os saques de capital e a realização de lucros persistam. Sem entradas mais robustas vindas de ETFs ou uma mudança no comportamento especulativo, a convicção sozinha tende apenas a adiar um rompimento no preço.

Níveis de preço do XRP indicam risco

A estrutura de preço do XRP agora depende de níveis bem definidos.

Pela perspectiva negativa, o patamar de US$ 1,80 é fundamental. Uma confirmação abaixo desse valor validaria o padrão de topo de cabeça e ombros e abriria caminho para US$ 1,46, encerrando um movimento projetado de 18%.

No cenário positivo, o XRP precisa retomar US$ 2,02 em um fechamento consistente para invalidar o ombro direito. Isso indicaria perda de força pelos realizadores de lucro. Um impulso mais otimista viria com superação de US$ 2,19, enquanto a estrutura de baixa somente seria completamente anulada acima de US$ 2,41.

Análise de preço do XRP: TradingView

No momento, o preço do XRP está entre esses extremos. Investidores de longo prazo seguem comprando, porém vendedores especulativos e a saída de recursos continuam determinando a dinâmica. A menos que haja melhoria nos fluxos e redução da pressão de venda, a convicção dos hodlers pode reduzir a velocidade da queda, mas talvez não seja suficiente para barrá-la.

O artigo Convicção dos investidores de XRP supera risco de queda de 18%? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Monero mantém US$ 500, mas risco crescente surge enquanto traders recuamA Monero entrou em uma fase volátil após recuar da máxima histórica registrada recentemente. O preço da XMR caiu de forma expressiva, gerando reações distintas no mercado. Embora o ativo tenha se estabilizado acima do patamar de US$ 500, os riscos de queda permanecem elevados. Dados técnicos e de derivativos indicam cautela, mesmo com a resiliência de preço no curto prazo. Traders de Monero recuam Os dados de derivativos apontam uma diminuição na confiança dos traders. O open interest do Monero caiu quase 20% nas últimas 72 horas, passando de US$ 272 milhões para US$ 217 milhões. Essa redução mostra que investidores estão fechando posições em vez de aumentarem a exposição, refletindo incerteza crescente sobre a direção dos preços no curto prazo. Apesar da saída de traders alavancados, a taxa de financiamento segue positiva. Esse cenário sugere que posições compradas ainda superam as vendidas. Esse desequilíbrio indica expectativa de recuperação, mas a diminuição do open interest mostra que investidores não querem ampliar o risco diante da volatilidade elevada. XMR OI. Fonte: Coinglass Traders de long da XMR sob ameaça O mapa de liquidação destaca risco expressivo de queda abaixo dos valores atuais. Posições compradas têm maior exposição que as vendidas, tornando-se mais vulneráveis caso o preço enfraqueça. Mesmo um recuo modesto abaixo do suporte de US$ 500 pode acionar liquidações forçadas, intensificando a pressão vendedora. Os dados apontam que uma queda de 3% abaixo de US$ 489 pode liquidar aproximadamente US$ 3,62 milhões em posições compradas. Esse movimento tende a ampliar as perdas, à medida que liquidações em cascata ocorrem. Esse cenário demonstra que a XMR segue suscetível a variações negativas apesar da estabilização recente. XMR Liquidation Map. Fonte: Coinglass Indicadores de fluxo on-chain reforçam esse viés de cautela. O Chaikin Money Flow registrou queda significativa nos últimos dias. O CMF avalia fluxos de entrada e saída de capital considerando preço e volume, permitindo analisar o comportamento de investidores. O indicador, ao cair abaixo da linha zero, sinaliza que as saídas agora predominam na Monero. Esse comportamento sinaliza diminuição da exposição, sem incentivo para acumulação. O CMF negativo por mais tempo costuma preceder fragilidade prolongada nos preços, sobretudo quando combinado a posições frágeis no mercado de derivativos. Monero CMF. Fonte: TradingView Preço da XMR pode perder seu suporte A Monero negocia próximo a US$ 524 no momento desta reportagem, mantendo-se acima do suporte psicológico de US$ 500. Esse patamar tem funcionado como zona de defesa, atraindo compradores nas últimas correções. Seguir acima dele é crucial para evitar quedas mais acentuadas. O nível de 23,6% da retração de Fibonacci está próximo de US$ 503, frequentemente citado como suporte em mercados de baixa. Permanecer acima desse ponto tem limitado as perdas até agora. No entanto, o risco crescente de liquidações e o enfraquecimento dos fluxos sugerem que um rompimento é possível. Uma queda consistente abaixo dos US$ 500 pode levar a XMR em direção aos US$ 450. Monero Price Analysis. Fonte: TradingView Não se pode descartar uma reversão de alta. Caso a taxa de financiamento positiva e o otimismo dos traders superem a pressão vendedora, a XMR pode retomar o ímpeto. Nesse cenário, o preço pode avançar em direção à resistência de US$ 560. Um rompimento sustentado pode impulsionar os ganhos até US$ 606, invalidando a perspectiva baixista. O artigo Monero mantém US$ 500, mas risco crescente surge enquanto traders recuam foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Monero mantém US$ 500, mas risco crescente surge enquanto traders recuam

A Monero entrou em uma fase volátil após recuar da máxima histórica registrada recentemente. O preço da XMR caiu de forma expressiva, gerando reações distintas no mercado.

Embora o ativo tenha se estabilizado acima do patamar de US$ 500, os riscos de queda permanecem elevados. Dados técnicos e de derivativos indicam cautela, mesmo com a resiliência de preço no curto prazo.

Traders de Monero recuam

Os dados de derivativos apontam uma diminuição na confiança dos traders. O open interest do Monero caiu quase 20% nas últimas 72 horas, passando de US$ 272 milhões para US$ 217 milhões. Essa redução mostra que investidores estão fechando posições em vez de aumentarem a exposição, refletindo incerteza crescente sobre a direção dos preços no curto prazo.

Apesar da saída de traders alavancados, a taxa de financiamento segue positiva. Esse cenário sugere que posições compradas ainda superam as vendidas. Esse desequilíbrio indica expectativa de recuperação, mas a diminuição do open interest mostra que investidores não querem ampliar o risco diante da volatilidade elevada.

XMR OI. Fonte: Coinglass

Traders de long da XMR sob ameaça

O mapa de liquidação destaca risco expressivo de queda abaixo dos valores atuais. Posições compradas têm maior exposição que as vendidas, tornando-se mais vulneráveis caso o preço enfraqueça. Mesmo um recuo modesto abaixo do suporte de US$ 500 pode acionar liquidações forçadas, intensificando a pressão vendedora.

Os dados apontam que uma queda de 3% abaixo de US$ 489 pode liquidar aproximadamente US$ 3,62 milhões em posições compradas. Esse movimento tende a ampliar as perdas, à medida que liquidações em cascata ocorrem. Esse cenário demonstra que a XMR segue suscetível a variações negativas apesar da estabilização recente.

XMR Liquidation Map. Fonte: Coinglass

Indicadores de fluxo on-chain reforçam esse viés de cautela. O Chaikin Money Flow registrou queda significativa nos últimos dias. O CMF avalia fluxos de entrada e saída de capital considerando preço e volume, permitindo analisar o comportamento de investidores.

O indicador, ao cair abaixo da linha zero, sinaliza que as saídas agora predominam na Monero. Esse comportamento sinaliza diminuição da exposição, sem incentivo para acumulação. O CMF negativo por mais tempo costuma preceder fragilidade prolongada nos preços, sobretudo quando combinado a posições frágeis no mercado de derivativos.

Monero CMF. Fonte: TradingView

Preço da XMR pode perder seu suporte

A Monero negocia próximo a US$ 524 no momento desta reportagem, mantendo-se acima do suporte psicológico de US$ 500. Esse patamar tem funcionado como zona de defesa, atraindo compradores nas últimas correções. Seguir acima dele é crucial para evitar quedas mais acentuadas.

O nível de 23,6% da retração de Fibonacci está próximo de US$ 503, frequentemente citado como suporte em mercados de baixa. Permanecer acima desse ponto tem limitado as perdas até agora. No entanto, o risco crescente de liquidações e o enfraquecimento dos fluxos sugerem que um rompimento é possível. Uma queda consistente abaixo dos US$ 500 pode levar a XMR em direção aos US$ 450.

Monero Price Analysis. Fonte: TradingView

Não se pode descartar uma reversão de alta. Caso a taxa de financiamento positiva e o otimismo dos traders superem a pressão vendedora, a XMR pode retomar o ímpeto. Nesse cenário, o preço pode avançar em direção à resistência de US$ 560. Um rompimento sustentado pode impulsionar os ganhos até US$ 606, invalidando a perspectiva baixista.

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Onde está o fundo do Ethereum? Analistas avaliamApós ultrapassar brevemente os US$ 3 mil ontem (22), o Ethereum (ETH) voltou a ficar abaixo desse patamar em meio à volatilidade do mercado cripto. Analistas agora avaliam onde o Ethereum pode encontrar suporte. Utilizando análise técnica, dados on-chain e teoria de ciclos de mercado, surgem diferentes cenários apontando como o próximo movimento expressivo do ETH pode ocorrer. Analistas detalham possíveis fundos para o Ethereum O comportamento recente do Ethereum reflete a incerteza que domina o mercado cripto, com tensões geopolíticas ora crescentes, ora abrandadas, provocando volatilidade expressiva. De acordo com dados do BeInCrypto Markets, a segunda maior criptomoeda recuou 1,67% nas últimas 24 horas. No momento desta reportagem, o Ethereum era negociado a US$ 2.970,87. Desempenho de preço do Ethereum (ETH). Fonte: BeInCrypto Markets O analista Ted Pillows sugeriu que um movimento consistente acima da faixa de US$ 3 mil a US$ 3.050 pode abrir caminho para a região dos US$ 3.200. Entretanto, caso não consiga recuperar essa área, o Ethereum pode registrar novas mínimas no ano. Nesse contexto, outros analistas também apresentam hipóteses sobre possíveis fundos para o ETH. Um analista da CryptoQuant, CW8900, indicou que o preço realizado dos endereços de acumulação do Ethereum — métrica que reflete o custo médio pelo qual investidores de longo prazo adquiriram o ativo — segue em alta e se aproxima do preço atual de mercado. Esse movimento sugere que grandes investidores, conhecidos como whales, continuam aumentando suas posições, em vez de liquidá-las. “Além disso, o preço realizado representa um forte nível de suporte para as whales em acumulação”, informou a análise. O analista acrescentou que o Ethereum não chegou a ser negociado abaixo desse custo, o que indica que essas whales tendem a defender essa faixa de valor aumentando suas compras. Com base nesses dados, CW estima que, mesmo que haja queda adicional, o suporte poderá se formar próximo de US$ 2.720. “Ou seja, mesmo que ocorram novas quedas, o fundo tende a ficar por volta dos 2,72 mil dólares. Isso representa uma diferença aproximada de 7% em relação ao preço atual”, escreveu CW . Na perspectiva técnica, o trader Kamran Asghar afirmou que o ETH formou seu terceiro “grande fundo arredondado semanal”. As duas formações anteriores foram seguidas por valorizações, indicando possibilidade de alta. Em períodos mais longos, outros analistas observam estruturas semelhantes de reversão. Segundo o analista Bit Bull, o ETH apresenta formação de duplo fundo, além de padrão de cabeça e ombros invertido no gráfico mensal. Ambos, tradicionalmente, são vistos como sinais de reversão para alta na análise técnica. “Acredito que o ETH surpreenderá todos em 2026”, comentou Bit Bull. ETH ETH is doing what it needs to do after a brutal cycle: base. The “generational bottom” narrative isn’t about a V-shaped recovery, it’s about structure. Higher lows + reclaiming prior value = slow transition from laggard to leader. Acceptance above this range is the real… pic.twitter.com/76AsVKX8PR — CyrilXBT (@cyrilXBT) January 21, 2026 Por fim, o analista Matthew Hyland analisou ciclos históricos no mercado. Ele sugeriu que o Ethereum pode estar entrando em uma nova fase de sua estrutura de preços. Essa análise indica que o Ethereum segue um padrão de 3,5 anos, diferentemente do ciclo de halving de quatro anos do Bitcoin. O analista afirmou que o fundo cíclico foi registrado no quarto trimestre de 2025. “Ciclo de queda de 3,5 anos chegando aos meses 40-42 após renovar máxima histórica, assim como nos dois ciclos anteriores. O próximo ciclo do ETH já começou”, disse. No geral, as análises permanecem divididas, mas diversos indicadores apontam que o Ethereum pode se aproximar de um ponto importante de inflexão. Apesar da volatilidade persistente no curto prazo, dados on-chain, padrões técnicos e ciclos históricos sinalizam áreas onde a pressão vendedora pode ser reduzida, favorecendo uma retomada de demanda e preparando o terreno para o próximo movimento da moeda. O artigo Onde está o fundo do Ethereum? Analistas avaliam foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Onde está o fundo do Ethereum? Analistas avaliam

Após ultrapassar brevemente os US$ 3 mil ontem (22), o Ethereum (ETH) voltou a ficar abaixo desse patamar em meio à volatilidade do mercado cripto.

Analistas agora avaliam onde o Ethereum pode encontrar suporte. Utilizando análise técnica, dados on-chain e teoria de ciclos de mercado, surgem diferentes cenários apontando como o próximo movimento expressivo do ETH pode ocorrer.

Analistas detalham possíveis fundos para o Ethereum

O comportamento recente do Ethereum reflete a incerteza que domina o mercado cripto, com tensões geopolíticas ora crescentes, ora abrandadas, provocando volatilidade expressiva.

De acordo com dados do BeInCrypto Markets, a segunda maior criptomoeda recuou 1,67% nas últimas 24 horas. No momento desta reportagem, o Ethereum era negociado a US$ 2.970,87.

Desempenho de preço do Ethereum (ETH). Fonte: BeInCrypto Markets

O analista Ted Pillows sugeriu que um movimento consistente acima da faixa de US$ 3 mil a US$ 3.050 pode abrir caminho para a região dos US$ 3.200. Entretanto, caso não consiga recuperar essa área, o Ethereum pode registrar novas mínimas no ano.

Nesse contexto, outros analistas também apresentam hipóteses sobre possíveis fundos para o ETH. Um analista da CryptoQuant, CW8900, indicou que o preço realizado dos endereços de acumulação do Ethereum — métrica que reflete o custo médio pelo qual investidores de longo prazo adquiriram o ativo — segue em alta e se aproxima do preço atual de mercado.

Esse movimento sugere que grandes investidores, conhecidos como whales, continuam aumentando suas posições, em vez de liquidá-las.

“Além disso, o preço realizado representa um forte nível de suporte para as whales em acumulação”, informou a análise.

O analista acrescentou que o Ethereum não chegou a ser negociado abaixo desse custo, o que indica que essas whales tendem a defender essa faixa de valor aumentando suas compras. Com base nesses dados, CW estima que, mesmo que haja queda adicional, o suporte poderá se formar próximo de US$ 2.720.

“Ou seja, mesmo que ocorram novas quedas, o fundo tende a ficar por volta dos 2,72 mil dólares. Isso representa uma diferença aproximada de 7% em relação ao preço atual”, escreveu CW .

Na perspectiva técnica, o trader Kamran Asghar afirmou que o ETH formou seu terceiro “grande fundo arredondado semanal”. As duas formações anteriores foram seguidas por valorizações, indicando possibilidade de alta.

Em períodos mais longos, outros analistas observam estruturas semelhantes de reversão. Segundo o analista Bit Bull, o ETH apresenta formação de duplo fundo, além de padrão de cabeça e ombros invertido no gráfico mensal. Ambos, tradicionalmente, são vistos como sinais de reversão para alta na análise técnica.

“Acredito que o ETH surpreenderá todos em 2026”, comentou Bit Bull.

ETH

ETH is doing what it needs to do after a brutal cycle: base.

The “generational bottom” narrative isn’t about a V-shaped recovery, it’s about structure.

Higher lows + reclaiming prior value = slow transition from laggard to leader.

Acceptance above this range is the real… pic.twitter.com/76AsVKX8PR

— CyrilXBT (@cyrilXBT) January 21, 2026

Por fim, o analista Matthew Hyland analisou ciclos históricos no mercado. Ele sugeriu que o Ethereum pode estar entrando em uma nova fase de sua estrutura de preços.

Essa análise indica que o Ethereum segue um padrão de 3,5 anos, diferentemente do ciclo de halving de quatro anos do Bitcoin. O analista afirmou que o fundo cíclico foi registrado no quarto trimestre de 2025.

“Ciclo de queda de 3,5 anos chegando aos meses 40-42 após renovar máxima histórica, assim como nos dois ciclos anteriores. O próximo ciclo do ETH já começou”, disse.

No geral, as análises permanecem divididas, mas diversos indicadores apontam que o Ethereum pode se aproximar de um ponto importante de inflexão. Apesar da volatilidade persistente no curto prazo, dados on-chain, padrões técnicos e ciclos históricos sinalizam áreas onde a pressão vendedora pode ser reduzida, favorecendo uma retomada de demanda e preparando o terreno para o próximo movimento da moeda.

O artigo Onde está o fundo do Ethereum? Analistas avaliam foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Pressão de venda do Bitcoin dispara 61% em um diaO preço do Bitcoin permanece parado. O BTC opera estável nas últimas 24 horas e acumula queda de cerca de 6% na última semana. À primeira vista, não há movimentos expressivos. Entretanto, quatro sinais distintos de risco começam a convergir. Um padrão de baixa está se formando no gráfico. Investidores de longo prazo estão acelerando as vendas. A demanda por ETF registrou sua semana mais fraca desde novembro. Além disso, os compradores que substituem os vendedores têm perfil cada vez mais especulativo e de curto prazo. Nenhum desses sinais isoladamente seria suficiente para abalar o mercado. Contudo, em conjunto, apontam que o Bitcoin está perdendo força em um nível sensível. Padrão gráfico de baixa se forma enquanto o momentum enfraquece No gráfico de 12 horas, o Bitcoin está formando um padrão de cabeça e ombros. Esse modelo indica perda de força compradora, já que cada tentativa de alta atinge topos inferiores ao anterior. A linha de suporte está próxima de US$ 86.430. Se o preço romper essa linha, o movimento projetado implica um recuo de aproximadamente 9 a 10%. Padrão de baixa do BTC: TradingView Os indicadores de momento reforçam esse risco. A média móvel exponencial de 20 períodos está começando a virar e se aproximando da EMA de 50 períodos. A EMA atribui maior peso aos preços mais recentes e ajuda a mostrar a direção da tendência. Um cruzamento de baixa facilitaria a atuação de vendedores para pressionar o BTC para baixo. Essa estrutura mais fraca gera preocupação maior ao se analisar o comportamento dos investidores. Investidores de longo prazo aceleram vendas à medida que convicção diminui Investidores de longo prazo, com carteiras que mantêm Bitcoin por mais de um ano, ampliam a pressão vendedora. Em 21 de janeiro, carteiras de longo prazo venderam cerca de 75.950 BTC (saída). No dia seguinte, esse volume saltou para aproximadamente 122.486 BTC. Trata-se de um aumento de 61% em um único dia, apontando para aceleração abrupta, não uma distribuição gradual. Investidores de longo prazo vendendo: Glassnode Essas vendas não decorrem de medo, mas sim de menor convicção em preços mais elevados. O indicador NUPL dos investidores de longo prazo, que mede lucro ou prejuízo não realizado, caiu para o menor patamar em seis meses, mas ainda permanece na zona de confiança. Ou seja, os investidores seguem com lucros acumulados. Lucros não realizados existem: Glassnode Isso mostra que as vendas são voluntárias. Eles optam por reduzir exposição, e não por necessidade. Neste cenário, o perfil dos compradores ganha importância. Analistas destacam essa liberação de oferta de longo prazo no X: Largest Long-Term Bitcoin Supply Release in History “Bitcoin is not only undergoing a price cycle, but potentially a transition in who holds it and why—and long-term holder supply behavior is one of the clearest on-chain signals of that shift.” – By @KriptoMevsimi pic.twitter.com/LfXE7tImtC — CryptoQuant.com (@cryptoquant_com) January 22, 2026 Procura por ETF de Bitcoin enfraquece enquanto compradores especulativos entram no mercado ETFs spot de Bitcoin acabam de registrar sua semana mais fraca de 2026 e a menor demanda semanal desde novembro. Na semana encerrada em 21 de janeiro, os ETFs tiveram vendas líquidas de aproximadamente 1,19 bilhão de dólares. Esse cenário elimina uma importante fonte de demanda constante, que anteriormente absorvia as vendas durante recuos de preço. Assim, assim como os investidores, nem mesmo os participantes dos ETFs apostam, por ora, na convicção de alta para o BTC. Fluxo fraco em ETFs de BTC: SoSo Value Ao mesmo tempo, dados do HODL Waves (métrica baseada no tempo em carteira) apontam elevação da participação especulativa. O grupo de investidores que mantém BTC por uma semana até um mês aumentou sua fatia no fornecimento de cerca de 4,6% em 11 de janeiro para cerca de 5,6% atualmente. Isso representa alta de quase 22% na participação desse grupo em curto período. Aumento do fluxo especulativo: Glassnode Esse dado é relevante porque esses investidores compram em quedas e vendem em repiques. Eles não garantem sustentação consistente ao mercado. O Bitcoin registra uma transição de investidores de longo prazo e ETFs para operadores de curto prazo. Esse movimento costuma limitar o potencial de alta e aumenta a sensibilidade a quedas. Principais níveis de preço do Bitcoin que definem se o risco aumenta Os quatro riscos — técnico, venda por investidores de longo prazo, fragilidades dos ETFs e entrada especulativa — agora convergem em uma faixa de preço estreita. Pela ótica de valorização, o Bitcoin precisa fechar um período de 12 horas acima de US$ 90.340 para aliviar a pressão imediata (acima do ombro direito). Uma recuperação de US$ 92.300 seria ainda mais relevante, pois devolveria o preço acima das principais médias móveis. Análise de preço do Bitcoin: TradingView Até lá, o cenário de baixa segue ativo. Na ponta oposta, uma queda abaixo de US$ 86.430 confirmaria o rompimento do padrão de cabeça e ombros. Com investidores de longo prazo acelerando as vendas, apetite dos ETFs em baixa há meses e compradores especulativos predominando, as perdas podem se intensificar rapidamente caso o suporte seja perdido. O artigo Pressão de venda do Bitcoin dispara 61% em um dia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Pressão de venda do Bitcoin dispara 61% em um dia

O preço do Bitcoin permanece parado. O BTC opera estável nas últimas 24 horas e acumula queda de cerca de 6% na última semana. À primeira vista, não há movimentos expressivos. Entretanto, quatro sinais distintos de risco começam a convergir. Um padrão de baixa está se formando no gráfico. Investidores de longo prazo estão acelerando as vendas. A demanda por ETF registrou sua semana mais fraca desde novembro. Além disso, os compradores que substituem os vendedores têm perfil cada vez mais especulativo e de curto prazo.

Nenhum desses sinais isoladamente seria suficiente para abalar o mercado. Contudo, em conjunto, apontam que o Bitcoin está perdendo força em um nível sensível.

Padrão gráfico de baixa se forma enquanto o momentum enfraquece

No gráfico de 12 horas, o Bitcoin está formando um padrão de cabeça e ombros. Esse modelo indica perda de força compradora, já que cada tentativa de alta atinge topos inferiores ao anterior. A linha de suporte está próxima de US$ 86.430.

Se o preço romper essa linha, o movimento projetado implica um recuo de aproximadamente 9 a 10%.

Padrão de baixa do BTC: TradingView

Os indicadores de momento reforçam esse risco. A média móvel exponencial de 20 períodos está começando a virar e se aproximando da EMA de 50 períodos. A EMA atribui maior peso aos preços mais recentes e ajuda a mostrar a direção da tendência. Um cruzamento de baixa facilitaria a atuação de vendedores para pressionar o BTC para baixo.

Essa estrutura mais fraca gera preocupação maior ao se analisar o comportamento dos investidores.

Investidores de longo prazo aceleram vendas à medida que convicção diminui

Investidores de longo prazo, com carteiras que mantêm Bitcoin por mais de um ano, ampliam a pressão vendedora.

Em 21 de janeiro, carteiras de longo prazo venderam cerca de 75.950 BTC (saída). No dia seguinte, esse volume saltou para aproximadamente 122.486 BTC. Trata-se de um aumento de 61% em um único dia, apontando para aceleração abrupta, não uma distribuição gradual.

Investidores de longo prazo vendendo: Glassnode

Essas vendas não decorrem de medo, mas sim de menor convicção em preços mais elevados. O indicador NUPL dos investidores de longo prazo, que mede lucro ou prejuízo não realizado, caiu para o menor patamar em seis meses, mas ainda permanece na zona de confiança. Ou seja, os investidores seguem com lucros acumulados.

Lucros não realizados existem: Glassnode

Isso mostra que as vendas são voluntárias. Eles optam por reduzir exposição, e não por necessidade. Neste cenário, o perfil dos compradores ganha importância. Analistas destacam essa liberação de oferta de longo prazo no X:

Largest Long-Term Bitcoin Supply Release in History

“Bitcoin is not only undergoing a price cycle, but potentially a transition in who holds it and why—and long-term holder supply behavior is one of the clearest on-chain signals of that shift.” – By @KriptoMevsimi pic.twitter.com/LfXE7tImtC

— CryptoQuant.com (@cryptoquant_com) January 22, 2026

Procura por ETF de Bitcoin enfraquece enquanto compradores especulativos entram no mercado

ETFs spot de Bitcoin acabam de registrar sua semana mais fraca de 2026 e a menor demanda semanal desde novembro.

Na semana encerrada em 21 de janeiro, os ETFs tiveram vendas líquidas de aproximadamente 1,19 bilhão de dólares. Esse cenário elimina uma importante fonte de demanda constante, que anteriormente absorvia as vendas durante recuos de preço. Assim, assim como os investidores, nem mesmo os participantes dos ETFs apostam, por ora, na convicção de alta para o BTC.

Fluxo fraco em ETFs de BTC: SoSo Value

Ao mesmo tempo, dados do HODL Waves (métrica baseada no tempo em carteira) apontam elevação da participação especulativa. O grupo de investidores que mantém BTC por uma semana até um mês aumentou sua fatia no fornecimento de cerca de 4,6% em 11 de janeiro para cerca de 5,6% atualmente. Isso representa alta de quase 22% na participação desse grupo em curto período.

Aumento do fluxo especulativo: Glassnode

Esse dado é relevante porque esses investidores compram em quedas e vendem em repiques. Eles não garantem sustentação consistente ao mercado.

O Bitcoin registra uma transição de investidores de longo prazo e ETFs para operadores de curto prazo. Esse movimento costuma limitar o potencial de alta e aumenta a sensibilidade a quedas.

Principais níveis de preço do Bitcoin que definem se o risco aumenta

Os quatro riscos — técnico, venda por investidores de longo prazo, fragilidades dos ETFs e entrada especulativa — agora convergem em uma faixa de preço estreita.

Pela ótica de valorização, o Bitcoin precisa fechar um período de 12 horas acima de US$ 90.340 para aliviar a pressão imediata (acima do ombro direito). Uma recuperação de US$ 92.300 seria ainda mais relevante, pois devolveria o preço acima das principais médias móveis.

Análise de preço do Bitcoin: TradingView

Até lá, o cenário de baixa segue ativo.

Na ponta oposta, uma queda abaixo de US$ 86.430 confirmaria o rompimento do padrão de cabeça e ombros. Com investidores de longo prazo acelerando as vendas, apetite dos ETFs em baixa há meses e compradores especulativos predominando, as perdas podem se intensificar rapidamente caso o suporte seja perdido.

O artigo Pressão de venda do Bitcoin dispara 61% em um dia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Capital One compra Brex por US$ 5,15 bilhões em aposta na stablecoinA Capital One anunciou ontem (22) a compra da Brex por US$ 5,15 bilhões. A fintech criada pelos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras vinha apostando em tecnologia de stablecoin – criptomoedas atreladas ao dólar que facilitam pagamentos digitais instantâneos. O valor representa menos da metade do pico de US$ 12,3 bilhões atingido pela Brex em 2022. O mercado reagiu mal à transação. As ações da Capital One caíram 3,2% após o anúncio. Stablecoins como diferencial A Brex anunciou em setembro de 2025 o lançamento de pagamentos nativos com USDC, uma stablecoin desenvolvida pela Circle. A promessa é se tornar a primeira operadora de cartões corporativos globais a aceitar esse tipo de transação. O sistema permite que empresas paguem contas, enviem e recebam valores usando criptomoedas estáveis. A conversão para dólar é automática. Companhias de tecnologia e blockchain como Figure, Solana e Alchemy já estão na lista de espera para usar o produto. Capital One absorverá essa infraestrutura de pagamentos com stablecoin como parte da transação. A aquisição acontece após a aprovação de legislação federal sobre stablecoins nos Estados Unidos. A lei trouxe mais segurança regulatória para o setor. Segundo dados da CoinGecko, o mercado de stablecoins cresceu 18,6% desde julho de 2025, quando a lei foi sancionada. O total atingiu recorde de US$ 314 bilhões. Valuation em queda O preço pago pela Capital One é 58% menor que o valuation de 2022. Mesmo assim, está acima dos US$ 3,9 bilhões em que a Brex estava sendo negociada no mercado secundário. O valor também é apenas uma fração dos US$ 32 bilhões atribuídos à Ramp. A concorrente foi criada dois anos depois da Brex e alcançou avaliação muito superior em rodada feita em novembro passado. Investidores iniciais ainda saíram ganhando. Fundos como Ribbit Capital, Y Combinator e Kleiner Perkins, que entraram em 2017, viram seu investimento multiplicar mais de 700 vezes. De startup do Vale para gigante bancário Fundada em 2017, a Brex começou oferecendo cartões corporativos para startups do Vale do Silício. Franceschi e Dubugras tinham 20 e 21 anos na época. A empresa se posicionava como rival da American Express – a senha do WiFi do escritório era “BuyAmex”. A Brex expandiu para grandes corporações de tecnologia. Hoje combina cartões, gestão de despesas e serviços bancários em uma plataforma integrada. A empresa usa inteligência artificial para categorizar gastos, aplicar regras de compliance e automatizar reconciliações. Metade do pagamento será em dinheiro, metade em ações. Franceschi continuará como CEO da Brex dentro da Capital One. O negócio deve ser concluído em meados de 2026. Contexto de consolidação A compra faz parte de uma estratégia agressiva de Richard Fairbank, fundador e CEO da Capital One. Em 2025, o banco fechou a aquisição da Discover Financial por US$ 35 bilhões. Com isso, ganhou acesso a uma das poucas redes de pagamento que competem com Visa e Mastercard. Não está claro se a Brex alcançou lucratividade. Segundo informações, há dois anos a startup queimava US$ 17 milhões em caixa por mês. A empresa tinha recursos suficientes apenas até março deste ano. Franceschi e Dubugras fundaram antes a Pagar.me, vendida para a Stone. Os dois foram para Stanford mas abandonaram o curso para criar a Brex. A empresa levantou cerca de US$ 1 bilhão em capital desde a fundação. O artigo Capital One compra Brex por US$ 5,15 bilhões em aposta na stablecoin foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Capital One compra Brex por US$ 5,15 bilhões em aposta na stablecoin

A Capital One anunciou ontem (22) a compra da Brex por US$ 5,15 bilhões. A fintech criada pelos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras vinha apostando em tecnologia de stablecoin – criptomoedas atreladas ao dólar que facilitam pagamentos digitais instantâneos.

O valor representa menos da metade do pico de US$ 12,3 bilhões atingido pela Brex em 2022. O mercado reagiu mal à transação. As ações da Capital One caíram 3,2% após o anúncio.

Stablecoins como diferencial

A Brex anunciou em setembro de 2025 o lançamento de pagamentos nativos com USDC, uma stablecoin desenvolvida pela Circle. A promessa é se tornar a primeira operadora de cartões corporativos globais a aceitar esse tipo de transação.

O sistema permite que empresas paguem contas, enviem e recebam valores usando criptomoedas estáveis. A conversão para dólar é automática. Companhias de tecnologia e blockchain como Figure, Solana e Alchemy já estão na lista de espera para usar o produto.

Capital One absorverá essa infraestrutura de pagamentos com stablecoin como parte da transação. A aquisição acontece após a aprovação de legislação federal sobre stablecoins nos Estados Unidos. A lei trouxe mais segurança regulatória para o setor.

Segundo dados da CoinGecko, o mercado de stablecoins cresceu 18,6% desde julho de 2025, quando a lei foi sancionada. O total atingiu recorde de US$ 314 bilhões.

Valuation em queda

O preço pago pela Capital One é 58% menor que o valuation de 2022. Mesmo assim, está acima dos US$ 3,9 bilhões em que a Brex estava sendo negociada no mercado secundário.

O valor também é apenas uma fração dos US$ 32 bilhões atribuídos à Ramp. A concorrente foi criada dois anos depois da Brex e alcançou avaliação muito superior em rodada feita em novembro passado.

Investidores iniciais ainda saíram ganhando. Fundos como Ribbit Capital, Y Combinator e Kleiner Perkins, que entraram em 2017, viram seu investimento multiplicar mais de 700 vezes.

De startup do Vale para gigante bancário

Fundada em 2017, a Brex começou oferecendo cartões corporativos para startups do Vale do Silício. Franceschi e Dubugras tinham 20 e 21 anos na época. A empresa se posicionava como rival da American Express – a senha do WiFi do escritório era “BuyAmex”.

A Brex expandiu para grandes corporações de tecnologia. Hoje combina cartões, gestão de despesas e serviços bancários em uma plataforma integrada. A empresa usa inteligência artificial para categorizar gastos, aplicar regras de compliance e automatizar reconciliações.

Metade do pagamento será em dinheiro, metade em ações. Franceschi continuará como CEO da Brex dentro da Capital One. O negócio deve ser concluído em meados de 2026.

Contexto de consolidação

A compra faz parte de uma estratégia agressiva de Richard Fairbank, fundador e CEO da Capital One. Em 2025, o banco fechou a aquisição da Discover Financial por US$ 35 bilhões. Com isso, ganhou acesso a uma das poucas redes de pagamento que competem com Visa e Mastercard.

Não está claro se a Brex alcançou lucratividade. Segundo informações, há dois anos a startup queimava US$ 17 milhões em caixa por mês. A empresa tinha recursos suficientes apenas até março deste ano.

Franceschi e Dubugras fundaram antes a Pagar.me, vendida para a Stone. Os dois foram para Stanford mas abandonaram o curso para criar a Brex. A empresa levantou cerca de US$ 1 bilhão em capital desde a fundação.

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O que Trump entregou para o mercado cripto após 1 ano de governo?O primeiro ano do presidente Donald Trump marcou um paradoxo no mercado de criptomoedas. Apesar dos avanços regulatórios prometidos durante a campanha, os principais ativos digitais acumularam perdas expressivas. O Bitcoin recuou 13,4% desde janeiro. O Ethereum caiu quase 9%. Altcoins como Cardano despencaram 63%. Enquanto isso, a família Trump movimentou cerca de US$ 1,4 bilhão com empreendimentos no setor. Os ativos digitais já representam mais de 20% do patrimônio total da família presidencial. Promessas de Trump viraram ações concretas no mercado cripto Trump assumiu o cargo se posicionando como um “presidente do Bitcoin”. Ele prometeu transformar os Estados Unidos na capital mundial das criptomoedas. Logo nos primeiros dias de governo, nomeou um czar para o setor. Indicou uma presidente favorável às criptomoedas para a SEC (Securities and Exchange Commission, a comissão que regula o mercado de valores mobiliários nos EUA). O presidente também sancionou a Genius Act. Trata-se da primeira lei federal que regulamenta um segmento específico da indústria cripto americana. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta semana, Trump reafirmou seu apoio ao setor. Ele citou expectativas em torno da possível aprovação da Clarity Act, outro projeto de regulamentação. Donald Trump discursou na Bitcoin Conference 2024, pouco antes de sua reeleição. Fonte: NY Times Tarifas comerciais derrubaram o mercado Os avanços regulatórios não foram suficientes para sustentar os preços. A política tarifária do governo exerceu pressão intensa sobre os ativos de risco. O BeInCrypto identificou que todos os principais criptoativos acumularam retornos negativos no período. O XRP, da Ripple, caiu 39%. A SOL, da Solana, recuou cerca de 50%. A ADA, da Cardano, apresentou queda de 63%. Dois momentos ilustram essa volatilidade. Após o anúncio das tarifas do Liberation Day, em abril, o Bitcoin caiu de US$ 83.000 para US$ 76.300. Foi o menor valor desde novembro de 2024. Desempenho do preço do Bitcoin desde janeiro de 2025. Fonte: CoinGecko. Em outubro, quando Trump divulgou uma tarifa recíproca de 100% à China, o cenário piorou. O Bitcoin recuou de US$ 75 mil para cerca de US$ 67.500 em apenas uma sessão. O mercado cripto registrou bilhões de dólares em liquidações (vendas forçadas de posições quando investidores não conseguem manter suas garantias). Outros fatores contribuíram para a instabilidade. As ameaças recorrentes à autonomia do Federal Reserve (o banco central americano) e o aumento das tensões geopolíticas ampliaram as oscilações. Como o gráfico do Bitcoin registrou volatilidade após decisões tarifárias de Trump. Fonte: ARK Invest Família Trump lucra enquanto mercado sangra O portfólio de investimentos do presidente se diversificou ao longo do ano. Uma parte significativa foi direcionada para iniciativas no setor cripto. Trump lançou uma memecoin (criptomoeda criada a partir de memes ou referências culturais) com seu nome dois dias antes da posse. A família também participa da World Liberty Financial, uma plataforma de finanças descentralizadas (sistema financeiro que opera sem intermediários tradicionais como bancos). Riqueza em cripto da família Trump. Fonte: Bloomberg. Segundo análise da Bloomberg, a família já movimentou cerca de US$ 1,4 bilhão com atividades ligadas ao segmento. O patrimônio em cripto dos Trump cresceu enquanto as carteiras de investidores comuns registravam perdas expressivas. A administração tem sido alvo de questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Trump mantém atuação nos projetos mesmo ocupando a presidência. O volume do patrimônio familiar em cripto contrasta com a realidade de muitos investidores que perderam dinheiro no último ano. O artigo O que Trump entregou para o mercado cripto após 1 ano de governo? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

O que Trump entregou para o mercado cripto após 1 ano de governo?

O primeiro ano do presidente Donald Trump marcou um paradoxo no mercado de criptomoedas. Apesar dos avanços regulatórios prometidos durante a campanha, os principais ativos digitais acumularam perdas expressivas. O Bitcoin recuou 13,4% desde janeiro. O Ethereum caiu quase 9%. Altcoins como Cardano despencaram 63%.

Enquanto isso, a família Trump movimentou cerca de US$ 1,4 bilhão com empreendimentos no setor. Os ativos digitais já representam mais de 20% do patrimônio total da família presidencial.

Promessas de Trump viraram ações concretas no mercado cripto

Trump assumiu o cargo se posicionando como um “presidente do Bitcoin”. Ele prometeu transformar os Estados Unidos na capital mundial das criptomoedas. Logo nos primeiros dias de governo, nomeou um czar para o setor. Indicou uma presidente favorável às criptomoedas para a SEC (Securities and Exchange Commission, a comissão que regula o mercado de valores mobiliários nos EUA).

O presidente também sancionou a Genius Act. Trata-se da primeira lei federal que regulamenta um segmento específico da indústria cripto americana.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta semana, Trump reafirmou seu apoio ao setor. Ele citou expectativas em torno da possível aprovação da Clarity Act, outro projeto de regulamentação.

Donald Trump discursou na Bitcoin Conference 2024, pouco antes de sua reeleição. Fonte: NY Times

Tarifas comerciais derrubaram o mercado

Os avanços regulatórios não foram suficientes para sustentar os preços. A política tarifária do governo exerceu pressão intensa sobre os ativos de risco.

O BeInCrypto identificou que todos os principais criptoativos acumularam retornos negativos no período. O XRP, da Ripple, caiu 39%. A SOL, da Solana, recuou cerca de 50%. A ADA, da Cardano, apresentou queda de 63%.

Dois momentos ilustram essa volatilidade. Após o anúncio das tarifas do Liberation Day, em abril, o Bitcoin caiu de US$ 83.000 para US$ 76.300. Foi o menor valor desde novembro de 2024.

Desempenho do preço do Bitcoin desde janeiro de 2025. Fonte: CoinGecko.

Em outubro, quando Trump divulgou uma tarifa recíproca de 100% à China, o cenário piorou. O Bitcoin recuou de US$ 75 mil para cerca de US$ 67.500 em apenas uma sessão. O mercado cripto registrou bilhões de dólares em liquidações (vendas forçadas de posições quando investidores não conseguem manter suas garantias).

Outros fatores contribuíram para a instabilidade. As ameaças recorrentes à autonomia do Federal Reserve (o banco central americano) e o aumento das tensões geopolíticas ampliaram as oscilações.

Como o gráfico do Bitcoin registrou volatilidade após decisões tarifárias de Trump. Fonte: ARK Invest

Família Trump lucra enquanto mercado sangra

O portfólio de investimentos do presidente se diversificou ao longo do ano. Uma parte significativa foi direcionada para iniciativas no setor cripto.

Trump lançou uma memecoin (criptomoeda criada a partir de memes ou referências culturais) com seu nome dois dias antes da posse. A família também participa da World Liberty Financial, uma plataforma de finanças descentralizadas (sistema financeiro que opera sem intermediários tradicionais como bancos).

Riqueza em cripto da família Trump. Fonte: Bloomberg.

Segundo análise da Bloomberg, a família já movimentou cerca de US$ 1,4 bilhão com atividades ligadas ao segmento. O patrimônio em cripto dos Trump cresceu enquanto as carteiras de investidores comuns registravam perdas expressivas.

A administração tem sido alvo de questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse. Trump mantém atuação nos projetos mesmo ocupando a presidência. O volume do patrimônio familiar em cripto contrasta com a realidade de muitos investidores que perderam dinheiro no último ano.

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O que o IPO da BitGo representa para o mercado cripto em 2026?A BitGo fez sua estreia na Bolsa de Valores de Nova York nesta quarta-feira (22). O movimento marca o primeiro IPO cripto de grande porte de 2026. As ações são negociadas sob o código BTGO. A listagem indica a ampliação dos caminhos para o capital institucional nos mercados de cripto. Proporciona aos investidores de varejo uma nova maneira de acompanhar o crescimento do setor. Sem precisar deter tokens diretamente. Empolgação inicial evapora e ação devolve quase todos os ganhos As ações da empresa abriram a US$ 22,43. O valor ficou 24,6% acima do preço inicial de US$ 18. Chegaram a US$ 24,50, um prêmio de 36%. A ação devolveu quase todos os ganhos. Fechou a US$ 18,49, uma alta de apenas 2,7% em relação ao preço de oferta. O valor de mercado da empresa ficou em cerca de US$ 2,2 bilhões. O IPO teve uma demanda cerca de 13 vezes maior que a oferta. Isso reflete interesse expressivo dos investidores. BitGo e acionistas venderam aproximadamente 11,8 milhões de ações. O total levantado foi de US$ 212,8 milhões. Goldman Sachs (banco de investimentos americano) e Citigroup (banco americano) lideraram a operação como coordenadores. Crypto infrastructure enters its next era. The NYSE congratulates @BitGo on its IPO! $BTGO https://t.co/5YUdQQcCO1 — NYSE 🏛 (@NYSE) January 22, 2026 Desempenho vai influenciar IPOs de Grayscale e Kraken A estreia da BitGo é interpretada como um indicativo de reabertura do mercado de IPOs de cripto. Houve interrupção no quarto trimestre devido à paralisação do governo dos EUA. Analistas avaliam que o IPO da BitGo é o primeiro grande teste de apetite do mercado pelo setor cripto em 2026. No ano passado, Circle (emissora da stablecoin USDC), Gemini Space Station e Bullish tiveram estreias bem-sucedidas. A Grayscale (maior gestora de fundos cripto) e a Kraken (exchange americana) são apontadas como possíveis candidatas a IPO nos próximos meses. O desempenho da BitGo pode influenciar preços e expectativas para novas listagens. Como IPO da BitGo impacta o mercado cripto? Fundada em 2013, a BitGo foi pioneira na tecnologia de carteiras com múltiplas assinaturas. Desde então, expandiu para custódia institucional, corretagem avançada e serviços de negociação. A empresa atua em mais de 100 países. A BitGo é custodiadora do USD1. A stablecoin foi lançada pela World Liberty Financial, iniciativa cripto que envolve familiares do ex-presidente Trump. O custodiador armazena e administra ativos dos clientes de modo seguro. No caso das criptos, protege as chaves privadas contra ataques e furtos. Custodiadoras reguladas e confiáveis são fundamentais para investidores institucionais. Atuam como ponte entre finanças tradicionais e ativos digitais. No mês passado, a BitGo recebeu aprovação condicional do OCC (órgão regulador bancário americano) para se transformar em banco de abrangência nacional. Isso permitirá sua operação como instituição bancária por todo o país. A medida reforça ainda mais a infraestrutura para o capital institucional direcionado ao setor cripto. A expansão de soluções reguladas em custódia reduz barreiras para investidores institucionais. Pode aumentar a liquidez do mercado. Isso contribui para maior estabilidade de preços ao longo do tempo. Lucro de US$ 156 milhões em 2024, mas volatilidade ameaça A BitGo está entre as poucas empresas de cripto que já demonstraram rentabilidade. Em 2024, a companhia registrou lucro líquido de US$ 156,6 milhões. Nos primeiros nove meses de 2025, foram US$ 35,3 milhões. A receita saltou de US$ 1,9 bilhão para US$ 10 bilhões no mesmo período. A base de comparação é anual. A BitGo destacou em seu documento enviado à SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano) que suas principais fontes de receita ainda são altamente sensíveis à volatilidade dos ativos digitais. Negociação de tokens, staking e assinaturas são exemplos. O Bitcoin atualmente é negociado em torno de US$ 89 mil. Queda de 29% em relação ao recorde acima de US$ 126.mil registrado no ano passado. Incerteza regulatória adiciona outra variável O ambiente regulatório também apresenta desafios. A votação decisiva do Comitê Bancário do Senado sobre o Clarity Act foi adiada na semana passada após a coinbase retirar abruptamente o apoio, devido a divergências entre bancos e empresas do setor sobre produtos de rendimento de stablecoins. Ainda assim, o CEO da BitGo, Mike Belshe, mantém uma perspectiva positiva. Ele afirmou ao Wall Street Journal que as mudanças regulatórias ocorridas no ano passado permitiram o ingresso de todas as instituições financeiras no segmento, o que duplicou o mercado endereçável para a companhia. O artigo O que o IPO da BitGo representa para o mercado cripto em 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

O que o IPO da BitGo representa para o mercado cripto em 2026?

A BitGo fez sua estreia na Bolsa de Valores de Nova York nesta quarta-feira (22). O movimento marca o primeiro IPO cripto de grande porte de 2026. As ações são negociadas sob o código BTGO.

A listagem indica a ampliação dos caminhos para o capital institucional nos mercados de cripto. Proporciona aos investidores de varejo uma nova maneira de acompanhar o crescimento do setor. Sem precisar deter tokens diretamente.

Empolgação inicial evapora e ação devolve quase todos os ganhos

As ações da empresa abriram a US$ 22,43. O valor ficou 24,6% acima do preço inicial de US$ 18. Chegaram a US$ 24,50, um prêmio de 36%.

A ação devolveu quase todos os ganhos. Fechou a US$ 18,49, uma alta de apenas 2,7% em relação ao preço de oferta. O valor de mercado da empresa ficou em cerca de US$ 2,2 bilhões.

O IPO teve uma demanda cerca de 13 vezes maior que a oferta. Isso reflete interesse expressivo dos investidores. BitGo e acionistas venderam aproximadamente 11,8 milhões de ações. O total levantado foi de US$ 212,8 milhões. Goldman Sachs (banco de investimentos americano) e Citigroup (banco americano) lideraram a operação como coordenadores.

Crypto infrastructure enters its next era. The NYSE congratulates @BitGo on its IPO! $BTGO https://t.co/5YUdQQcCO1

— NYSE 🏛 (@NYSE) January 22, 2026

Desempenho vai influenciar IPOs de Grayscale e Kraken

A estreia da BitGo é interpretada como um indicativo de reabertura do mercado de IPOs de cripto. Houve interrupção no quarto trimestre devido à paralisação do governo dos EUA.

Analistas avaliam que o IPO da BitGo é o primeiro grande teste de apetite do mercado pelo setor cripto em 2026. No ano passado, Circle (emissora da stablecoin USDC), Gemini Space Station e Bullish tiveram estreias bem-sucedidas.

A Grayscale (maior gestora de fundos cripto) e a Kraken (exchange americana) são apontadas como possíveis candidatas a IPO nos próximos meses. O desempenho da BitGo pode influenciar preços e expectativas para novas listagens.

Como IPO da BitGo impacta o mercado cripto?

Fundada em 2013, a BitGo foi pioneira na tecnologia de carteiras com múltiplas assinaturas. Desde então, expandiu para custódia institucional, corretagem avançada e serviços de negociação. A empresa atua em mais de 100 países.

A BitGo é custodiadora do USD1. A stablecoin foi lançada pela World Liberty Financial, iniciativa cripto que envolve familiares do ex-presidente Trump.

O custodiador armazena e administra ativos dos clientes de modo seguro. No caso das criptos, protege as chaves privadas contra ataques e furtos. Custodiadoras reguladas e confiáveis são fundamentais para investidores institucionais. Atuam como ponte entre finanças tradicionais e ativos digitais.

No mês passado, a BitGo recebeu aprovação condicional do OCC (órgão regulador bancário americano) para se transformar em banco de abrangência nacional. Isso permitirá sua operação como instituição bancária por todo o país. A medida reforça ainda mais a infraestrutura para o capital institucional direcionado ao setor cripto.

A expansão de soluções reguladas em custódia reduz barreiras para investidores institucionais. Pode aumentar a liquidez do mercado. Isso contribui para maior estabilidade de preços ao longo do tempo.

Lucro de US$ 156 milhões em 2024, mas volatilidade ameaça

A BitGo está entre as poucas empresas de cripto que já demonstraram rentabilidade. Em 2024, a companhia registrou lucro líquido de US$ 156,6 milhões. Nos primeiros nove meses de 2025, foram US$ 35,3 milhões.

A receita saltou de US$ 1,9 bilhão para US$ 10 bilhões no mesmo período. A base de comparação é anual.

A BitGo destacou em seu documento enviado à SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano) que suas principais fontes de receita ainda são altamente sensíveis à volatilidade dos ativos digitais. Negociação de tokens, staking e assinaturas são exemplos.

O Bitcoin atualmente é negociado em torno de US$ 89 mil. Queda de 29% em relação ao recorde acima de US$ 126.mil registrado no ano passado.

Incerteza regulatória adiciona outra variável

O ambiente regulatório também apresenta desafios. A votação decisiva do Comitê Bancário do Senado sobre o Clarity Act foi adiada na semana passada após a coinbase retirar abruptamente o apoio, devido a divergências entre bancos e empresas do setor sobre produtos de rendimento de stablecoins.

Ainda assim, o CEO da BitGo, Mike Belshe, mantém uma perspectiva positiva. Ele afirmou ao Wall Street Journal que as mudanças regulatórias ocorridas no ano passado permitiram o ingresso de todas as instituições financeiras no segmento, o que duplicou o mercado endereçável para a companhia.

O artigo O que o IPO da BitGo representa para o mercado cripto em 2026? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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O que aguarda Caroline Ellison, responsável pela FTX, após sua libertação da prisão?Caroline Ellison foi libertada da prisão nesta quarta-feira (21) após cumprir cerca de 60% de sua sentença de dois anos. A ex-co-CEO da Alameda Research teve papel fundamental nos acontecimentos que resultaram na queda da exchange FTX. Antecipando a soltura de Ellison, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) proibiu que ela ocupasse qualquer cargo executivo por dez anos. Liberação antecipada De acordo com a Agência Federal de Prisões dos EUA, a executiva de 31 anos está atualmente alocada em uma casa de reintegração em Nova York. Ela permanecerá ali durante sua transição de volta à vida civil. Esses centros auxiliam ex-presidiários a retornarem ao convívio social, oferecendo suporte com emprego e reinserção na rotina diária. Ellison foi transferida para esse local em outubro de 2025. Anteriormente, ela estava detida em um presídio federal em Connecticut, onde começou a cumprir sua sentença de dois anos em novembro de 2024. A soltura ocorreu cerca de dez meses antes do previsto. O adiantamento decorreu de reduções na pena obtidas após Ellison colaborar com as autoridades e cumprir exigências impostas durante a detenção. 🚨Caroline Ellison was released from jail today after serving 440 days, or 60%, of her 2 year sentence. She pled guilty to fraud & conspiracy charges in 2022 following the FTX collapse. Now that she's out, she has a 10-year ban on leading any public company or crypto exchange. pic.twitter.com/wUkiwTi4Bo — Jacquelyn Melinek (@jacqmelinek) January 21, 2026 Em um comunicado divulgado no mês passado, a SEC proibiu Ellison, por dez anos, de atuar como diretora ou executiva em qualquer empresa de capital aberto. O órgão regulador baseou-se em denúncias anteriores que apontaram participação central de Ellison no engano a investidores. Suas ações ajudaram a FTX a arrecadar mais de US$ 1,8 bilhão ao apresentar a exchange como uma plataforma segura para negociação de ativos cripto. A SEC também aplicou sanções semelhantes contra outros antigos executivos da FTX que apoiaram as investigações, como o ex-CTO Gary Wang e o ex-chefe de engenharia Nishad Singh. Ambos evitaram condenações à prisão, mesmo com o envolvimento nos casos. As reações à libertação antecipada de Ellison foram diversas entre usuários de cripto no X. Reações divididas à sentença de Ellison Alguns participantes criticaram o que consideram um desfecho brando diante da gravidade das ações de Ellison e do impacto na credibilidade do setor cripto. Por outro lado, a pena de Ellison foi significativamente menor. O fundador da FTX e ex-CEO Sam Bankman-Fried permanece preso e cumpre pena de 25 anos. Embora ambos tenham desempenhado papéis centrais no colapso da FTX, Ellison e Bankman-Fried seguiram trajetórias jurídicas distintas. Bankman-Fried declarou-se inocente e enfrentou julgamento. Um júri posteriormente o condenou por múltiplos crimes, incluindo fraude eletrônica e conspiração para desviar recursos de clientes. Já Ellison admitiu culpa por acusações de fraude e conspiração, além de cooperar com o Ministério Público. Essa postura resultou em pena expressivamente reduzida. THE $571 MILLION PER MONTH DISCOUNT Caroline Ellison helped vaporize $8 billion. She’s walking free January 21st. Time served: 14 months. That’s $571 million in customer losses per month of custody. Here is the math that should terrify every white-collar defendant in… pic.twitter.com/WxDH12lTCc — Shanaka Anslem Perera ⚡ (@shanaka86) December 26, 2025 No depoimento, Ellison afirmou que a Alameda Research e a FTX misturaram de forma irregular fundos de clientes, ocultaram prejuízos crescentes e dependiam de um acordo de crédito aberto que permitia acesso direto da Alameda aos depósitos da FTX. A liberação de Ellison encerra o processo judicial contra executivos de alto escalão da FTX e Alameda Research, cujos atos contribuíram para o inverno cripto de 2022. Para Bankman-Fried, as chances de uma soltura antecipada são remotas. Em entrevista recente, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou não pretender conceder indulto a Bankman-Fried. Apesar do empresário recorrer da sentença, as probabilidades de novo julgamento são baixas. O artigo O que aguarda Caroline Ellison, responsável pela FTX, após sua libertação da prisão? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

O que aguarda Caroline Ellison, responsável pela FTX, após sua libertação da prisão?

Caroline Ellison foi libertada da prisão nesta quarta-feira (21) após cumprir cerca de 60% de sua sentença de dois anos. A ex-co-CEO da Alameda Research teve papel fundamental nos acontecimentos que resultaram na queda da exchange FTX.

Antecipando a soltura de Ellison, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) proibiu que ela ocupasse qualquer cargo executivo por dez anos.

Liberação antecipada

De acordo com a Agência Federal de Prisões dos EUA, a executiva de 31 anos está atualmente alocada em uma casa de reintegração em Nova York. Ela permanecerá ali durante sua transição de volta à vida civil. Esses centros auxiliam ex-presidiários a retornarem ao convívio social, oferecendo suporte com emprego e reinserção na rotina diária.

Ellison foi transferida para esse local em outubro de 2025. Anteriormente, ela estava detida em um presídio federal em Connecticut, onde começou a cumprir sua sentença de dois anos em novembro de 2024.

A soltura ocorreu cerca de dez meses antes do previsto. O adiantamento decorreu de reduções na pena obtidas após Ellison colaborar com as autoridades e cumprir exigências impostas durante a detenção.

🚨Caroline Ellison was released from jail today after serving 440 days, or 60%, of her 2 year sentence.

She pled guilty to fraud & conspiracy charges in 2022 following the FTX collapse.

Now that she's out, she has a 10-year ban on leading any public company or crypto exchange. pic.twitter.com/wUkiwTi4Bo

— Jacquelyn Melinek (@jacqmelinek) January 21, 2026

Em um comunicado divulgado no mês passado, a SEC proibiu Ellison, por dez anos, de atuar como diretora ou executiva em qualquer empresa de capital aberto.

O órgão regulador baseou-se em denúncias anteriores que apontaram participação central de Ellison no engano a investidores. Suas ações ajudaram a FTX a arrecadar mais de US$ 1,8 bilhão ao apresentar a exchange como uma plataforma segura para negociação de ativos cripto.

A SEC também aplicou sanções semelhantes contra outros antigos executivos da FTX que apoiaram as investigações, como o ex-CTO Gary Wang e o ex-chefe de engenharia Nishad Singh. Ambos evitaram condenações à prisão, mesmo com o envolvimento nos casos.

As reações à libertação antecipada de Ellison foram diversas entre usuários de cripto no X.

Reações divididas à sentença de Ellison

Alguns participantes criticaram o que consideram um desfecho brando diante da gravidade das ações de Ellison e do impacto na credibilidade do setor cripto.

Por outro lado, a pena de Ellison foi significativamente menor. O fundador da FTX e ex-CEO Sam Bankman-Fried permanece preso e cumpre pena de 25 anos.

Embora ambos tenham desempenhado papéis centrais no colapso da FTX, Ellison e Bankman-Fried seguiram trajetórias jurídicas distintas.

Bankman-Fried declarou-se inocente e enfrentou julgamento. Um júri posteriormente o condenou por múltiplos crimes, incluindo fraude eletrônica e conspiração para desviar recursos de clientes.

Já Ellison admitiu culpa por acusações de fraude e conspiração, além de cooperar com o Ministério Público. Essa postura resultou em pena expressivamente reduzida.

THE $571 MILLION PER MONTH DISCOUNT

Caroline Ellison helped vaporize $8 billion.

She’s walking free January 21st.

Time served: 14 months.

That’s $571 million in customer losses per month of custody.

Here is the math that should terrify every white-collar defendant in… pic.twitter.com/WxDH12lTCc

— Shanaka Anslem Perera ⚡ (@shanaka86) December 26, 2025

No depoimento, Ellison afirmou que a Alameda Research e a FTX misturaram de forma irregular fundos de clientes, ocultaram prejuízos crescentes e dependiam de um acordo de crédito aberto que permitia acesso direto da Alameda aos depósitos da FTX.

A liberação de Ellison encerra o processo judicial contra executivos de alto escalão da FTX e Alameda Research, cujos atos contribuíram para o inverno cripto de 2022.

Para Bankman-Fried, as chances de uma soltura antecipada são remotas.

Em entrevista recente, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou não pretender conceder indulto a Bankman-Fried. Apesar do empresário recorrer da sentença, as probabilidades de novo julgamento são baixas.

O artigo O que aguarda Caroline Ellison, responsável pela FTX, após sua libertação da prisão? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Por que a IA ainda não substitui humanos no trading de cripto?A inteligência artificial tem transformado diversos setores. Onde a tecnologia avança, a pergunta se repete: ela vai substituir pessoas? No mercado cripto, esse impacto já é visível. Ele aparece em bots de negociação baseados em IA e em sistemas de trading automatizados, usados para executar ordens sem intervenção manual. Para Alex Svanevik, CEO e cofundador da Nansen, a IA não substitui o julgamento humano. Segundo ele, a tecnologia amplia a capacidade de análise e apoia decisões mais qualificadas. Em entrevista exclusiva ao BeInCrypto, o executivo detalhou essa transformação e apontou como a inteligência artificial deve moldar o futuro das análises on-chain — termo usado para descrever dados registrados diretamente em blockchains. O debate sobre IA na cripto: CEO da Nansen defende ampliação, não substituição Em ontem (21), a Nansen anunciou o lançamento de uma funcionalidade de negociação on-chain impulsionada por IA. A iniciativa marca a transição da empresa de uma plataforma focada apenas em análise para uma solução integrada, que combina insights e execução de operações. A funcionalidade utiliza um banco de dados proprietário com mais de 500 milhões de carteiras identificadas. Na prática, isso permite ao investidor administrar portfólios, interpretar sinais on-chain em tempo real — informações extraídas do comportamento das transações na blockchain — e receber recomendações baseadas em dados. O sistema também possibilita a execução direta de operações dentro da própria plataforma. “… Treinada e avaliada a partir do banco de dados proprietário da Nansen, a Nansen IA supera continuamente os grandes produtos de IA em benchmarks para análise e negociação on-chain. Isso garante que os insights oferecidos sejam não apenas mais precisos, mas imediatamente acionáveis para traders e investidores, transformando inteligência automatizada em vantagem prática para as operações”, afirma o comunicado. O lançamento inclui ainda o conceito de “vibe trading”. Segundo a empresa, trata-se de uma abordagem mais intuitiva para sair da análise e chegar à execução on-chain, sem a necessidade de alternar entre diferentes ferramentas. À medida que a IA assume tarefas cada vez mais analíticas, surgem dúvidas sobre o papel dos analistas humanos. Svanevik explica que a tecnologia se destaca no processamento de grandes volumes de dados, como o acompanhamento de fluxos entre blockchains e a identificação de padrões difíceis de perceber manualmente. Ele ressalta, porém, que a decisão final continua sendo humana. Os usuários seguem responsáveis por formular as perguntas corretas e autorizar as ações sugeridas pelo sistema. “O limite não é fixo. Ele muda à medida que a IA melhora o raciocínio e conforme os dados on-chain se tornam mais ricos. Mas o objetivo não é substituir o julgamento. É liberar os humanos de tarefas repetitivas para que possam tomar decisões mais complexas”, afirmou. O que torna a análise confiável em um mercado cripto liderado por IA? Estudos indicam que a dependência excessiva de ferramentas de IA pode reduzir o pensamento crítico. No mercado de criptoativos, marcado por alta volatilidade e risco elevado, esse ponto ganha ainda mais relevância. Svanevik, no entanto, apresenta uma visão diferente. Para ele, uma IA bem construída amplia a quantidade de sinais disponíveis e estimula análises mais críticas, em vez de reduzir o raciocínio humano. “O verdadeiro risco sistêmico ocorre quando todos seguem a mesma estratégia. Isso não é exclusivo da IA: analistas humanos também caem nesse padrão. A resposta está na diversidade: de modelos, estratégias e interpretações de dados. Por isso estamos desenvolvendo ferramentas que promovem decisões individuais, não um oráculo único seguido por todos”, acrescentou. O executivo também destacou que confiar cegamente, seja em IA ou em analistas humanos, não é seguro. Segundo ele, o ponto central é verificar se as análises se mantêm consistentes ao longo do tempo. “A credibilidade na era da IA vem da mensuração e da repetição, não de um nome ou de seguimento em redes sociais como o X. A vantagem da IA é poder ser testada continuamente, em larga escala, confrontando-se com a realidade de uma forma impossível para indivíduos.” Svanevik afirma que o teste mais simples é prático: questionar se as respostas são relevantes, fundamentadas e aplicáveis ao próprio perfil do usuário. Em sua avaliação, as pessoas conseguem identificar a qualidade da análise na maioria dos casos. “A longo prazo, a confiança migrará de analistas individuais para plataformas que comprovam continuamente sua capacidade de trazer sinais e reduzir ruídos. Esse é o padrão que seguimos”, disse ao BeInCrypto. Por que a IA analisa dados on-chain, mas não substitui a convicção humana Analistas humanos costumam combinar métricas on-chain, preços e indicadores com contexto e julgamento. Já a IA depende de padrões identificados em dados históricos e comportamentais. Questionado sobre a possibilidade de a IA desenvolver um julgamento semelhante ao humano, Svanevik afirmou que isso é provável, embora ocorra de forma diferente. Ele explica que a tecnologia tende a criar uma lógica contextual própria, mais eficiente para cruzar dados em tempo real e lidar com um volume de variáveis impossível para uma pessoa acompanhar. “A evolução passa por dados de treinamento mais qualificados, janelas de contexto ampliadas e ciclos de feedback a partir de execuções reais. Já observamos isso com nosso agente: ele não apenas busca padrões—mas raciocina sobre dados comportamentais em tempo real. Isso é um julgamento embrionário. Com a evolução dos modelos e acúmulo de experiências em milhões de interações on-chain, essa capacidade vai se aprimorar”, afirmou. Ainda assim, o executivo aponta um limite claro. A IA não consegue assumir responsabilidade nem definir tolerância ao risco individual. Ela identifica cenários e probabilidades, mas não decide o que fazer diante da incerteza. “A análise on-chain, no fim das contas, gera ações no mundo real: alocação de recursos, apoio a equipes, manifestações públicas. Alguém precisa assumir essas decisões. Essa função é humana”, concluiu. Para Svanevik, mesmo com avanços significativos, a credibilidade seguirá ligada às pessoas quando o tema envolve julgamento, responsabilidade e convicção. “… Decidir o que importa. A IA pode mostrar o que está acontecendo on-chain, mas não determina pelo que você deve se importar. Isso é gosto. Isso é convicção. Isso é humano.” No fim, o CEO vê a inteligência artificial como uma ferramenta poderosa de apoio. Ela amplia a leitura de dados e revela padrões em escala inédita, mas não substitui o papel humano na tomada de decisão. A responsabilidade final continua sendo das pessoas. O artigo Por que a IA ainda não substitui humanos no trading de cripto? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Por que a IA ainda não substitui humanos no trading de cripto?

A inteligência artificial tem transformado diversos setores. Onde a tecnologia avança, a pergunta se repete: ela vai substituir pessoas? No mercado cripto, esse impacto já é visível. Ele aparece em bots de negociação baseados em IA e em sistemas de trading automatizados, usados para executar ordens sem intervenção manual.

Para Alex Svanevik, CEO e cofundador da Nansen, a IA não substitui o julgamento humano. Segundo ele, a tecnologia amplia a capacidade de análise e apoia decisões mais qualificadas. Em entrevista exclusiva ao BeInCrypto, o executivo detalhou essa transformação e apontou como a inteligência artificial deve moldar o futuro das análises on-chain — termo usado para descrever dados registrados diretamente em blockchains.

O debate sobre IA na cripto: CEO da Nansen defende ampliação, não substituição

Em ontem (21), a Nansen anunciou o lançamento de uma funcionalidade de negociação on-chain impulsionada por IA. A iniciativa marca a transição da empresa de uma plataforma focada apenas em análise para uma solução integrada, que combina insights e execução de operações.

A funcionalidade utiliza um banco de dados proprietário com mais de 500 milhões de carteiras identificadas. Na prática, isso permite ao investidor administrar portfólios, interpretar sinais on-chain em tempo real — informações extraídas do comportamento das transações na blockchain — e receber recomendações baseadas em dados. O sistema também possibilita a execução direta de operações dentro da própria plataforma.

“… Treinada e avaliada a partir do banco de dados proprietário da Nansen, a Nansen IA supera continuamente os grandes produtos de IA em benchmarks para análise e negociação on-chain. Isso garante que os insights oferecidos sejam não apenas mais precisos, mas imediatamente acionáveis para traders e investidores, transformando inteligência automatizada em vantagem prática para as operações”, afirma o comunicado.

O lançamento inclui ainda o conceito de “vibe trading”. Segundo a empresa, trata-se de uma abordagem mais intuitiva para sair da análise e chegar à execução on-chain, sem a necessidade de alternar entre diferentes ferramentas.

À medida que a IA assume tarefas cada vez mais analíticas, surgem dúvidas sobre o papel dos analistas humanos. Svanevik explica que a tecnologia se destaca no processamento de grandes volumes de dados, como o acompanhamento de fluxos entre blockchains e a identificação de padrões difíceis de perceber manualmente.

Ele ressalta, porém, que a decisão final continua sendo humana. Os usuários seguem responsáveis por formular as perguntas corretas e autorizar as ações sugeridas pelo sistema.

“O limite não é fixo. Ele muda à medida que a IA melhora o raciocínio e conforme os dados on-chain se tornam mais ricos. Mas o objetivo não é substituir o julgamento. É liberar os humanos de tarefas repetitivas para que possam tomar decisões mais complexas”, afirmou.

O que torna a análise confiável em um mercado cripto liderado por IA?

Estudos indicam que a dependência excessiva de ferramentas de IA pode reduzir o pensamento crítico. No mercado de criptoativos, marcado por alta volatilidade e risco elevado, esse ponto ganha ainda mais relevância.

Svanevik, no entanto, apresenta uma visão diferente. Para ele, uma IA bem construída amplia a quantidade de sinais disponíveis e estimula análises mais críticas, em vez de reduzir o raciocínio humano.

“O verdadeiro risco sistêmico ocorre quando todos seguem a mesma estratégia. Isso não é exclusivo da IA: analistas humanos também caem nesse padrão. A resposta está na diversidade: de modelos, estratégias e interpretações de dados. Por isso estamos desenvolvendo ferramentas que promovem decisões individuais, não um oráculo único seguido por todos”, acrescentou.

O executivo também destacou que confiar cegamente, seja em IA ou em analistas humanos, não é seguro. Segundo ele, o ponto central é verificar se as análises se mantêm consistentes ao longo do tempo.

“A credibilidade na era da IA vem da mensuração e da repetição, não de um nome ou de seguimento em redes sociais como o X. A vantagem da IA é poder ser testada continuamente, em larga escala, confrontando-se com a realidade de uma forma impossível para indivíduos.”

Svanevik afirma que o teste mais simples é prático: questionar se as respostas são relevantes, fundamentadas e aplicáveis ao próprio perfil do usuário. Em sua avaliação, as pessoas conseguem identificar a qualidade da análise na maioria dos casos.

“A longo prazo, a confiança migrará de analistas individuais para plataformas que comprovam continuamente sua capacidade de trazer sinais e reduzir ruídos. Esse é o padrão que seguimos”, disse ao BeInCrypto.

Por que a IA analisa dados on-chain, mas não substitui a convicção humana

Analistas humanos costumam combinar métricas on-chain, preços e indicadores com contexto e julgamento. Já a IA depende de padrões identificados em dados históricos e comportamentais.

Questionado sobre a possibilidade de a IA desenvolver um julgamento semelhante ao humano, Svanevik afirmou que isso é provável, embora ocorra de forma diferente. Ele explica que a tecnologia tende a criar uma lógica contextual própria, mais eficiente para cruzar dados em tempo real e lidar com um volume de variáveis impossível para uma pessoa acompanhar.

“A evolução passa por dados de treinamento mais qualificados, janelas de contexto ampliadas e ciclos de feedback a partir de execuções reais. Já observamos isso com nosso agente: ele não apenas busca padrões—mas raciocina sobre dados comportamentais em tempo real. Isso é um julgamento embrionário. Com a evolução dos modelos e acúmulo de experiências em milhões de interações on-chain, essa capacidade vai se aprimorar”, afirmou.

Ainda assim, o executivo aponta um limite claro. A IA não consegue assumir responsabilidade nem definir tolerância ao risco individual. Ela identifica cenários e probabilidades, mas não decide o que fazer diante da incerteza.

“A análise on-chain, no fim das contas, gera ações no mundo real: alocação de recursos, apoio a equipes, manifestações públicas. Alguém precisa assumir essas decisões. Essa função é humana”, concluiu.

Para Svanevik, mesmo com avanços significativos, a credibilidade seguirá ligada às pessoas quando o tema envolve julgamento, responsabilidade e convicção.

“… Decidir o que importa. A IA pode mostrar o que está acontecendo on-chain, mas não determina pelo que você deve se importar. Isso é gosto. Isso é convicção. Isso é humano.”

No fim, o CEO vê a inteligência artificial como uma ferramenta poderosa de apoio. Ela amplia a leitura de dados e revela padrões em escala inédita, mas não substitui o papel humano na tomada de decisão. A responsabilidade final continua sendo das pessoas.

O artigo Por que a IA ainda não substitui humanos no trading de cripto? foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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Trump afeta apostas no Polymarket sobre a GroenlândiaEmbora a chamada “TACO trade” tenha resultado em perdas para muitos investidores, o padrão recente de ameaças e recuos tarifários contribuiu para uma nova alta no mercado cripto. O fenômeno reflete a sensibilidade dos ativos de risco à sinalização política de curto prazo, especialmente quando há expectativa de flexibilização de medidas econômicas. Ameaças e recuos tarifários reacendem narrativa do “TACO trade” Para contextualizar, o termo “TACO trade” significa “Trump Always Chickens Out”, expressão em inglês que sugere que o presidente costuma recuar após adotar discursos agressivos. O conceito foi apresentado pelo colunista Robert Armstrong, do Financial Times, em maio de 2025. A estratégia explora um ciclo recorrente. Trump anuncia medidas extremas, como tarifas amplas. Os mercados reagem negativamente. Em seguida, ocorre um recuo ou suavização da política, provocando recuperação dos preços. Esse comportamento já foi observado em diferentes momentos de seu mandato. O padrão ficou evidente em 2 de abril de 2025 (2), data que ficou conhecida como “Dia da Libertação”. Na ocasião, o presidente anunciou tarifas generalizadas contra quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, gerando forte instabilidade nos mercados globais. Posteriormente, a política foi amenizada, embora novas tarifas setoriais tenham sido anunciadas pouco tempo depois. Situação semelhante ocorreu em janeiro de 2026. Em um anúncio feito no fim de semana, Trump detalhou planos para impor uma tarifa de 10% a oito países europeus, com início previsto para 1º de fevereiro. A proposta previa ainda a possibilidade de elevar a tarifa para 25% até junho, condicionando sua duração a um acordo envolvendo os EUA e a aquisição da Groenlândia. Ontem (21), o presidente voltou atrás. Ele cancelou as tarifas e descartou o uso de força militar para buscar controle da Groenlândia. Após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirmou que não aplicaria as medidas previstas. “… Após uma reunião muito produtiva com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, estabelecemos as bases para um futuro acordo a respeito da Groenlândia e, de fato, de todo o Ártico. Se concretizada, essa solução será excelente para os Estados Unidos da América e para todas as nações da OTAN. Com base nesse entendimento, não aplicarei as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu Trump. Reversão provoca perdas nos mercados de previsão A mudança resultou em forte reprecificação nos mercados de previsão. No Polymarket, a probabilidade de Trump adquirir a Groenlândia antes de 2027 caiu para 11%. Investidores que apostaram na alternativa “Sim” acumularam perdas relevantes. Probabilidades de Trump adquirir a Groenlândia até dezembro de 2027. Fonte: Polymarket Segundo o Lookonchain, uma conta recém-criada apostou US$ 105 mil nessa possibilidade e agora registra perda de US$ 46 mil. Outra participante teve prejuízo superior a US$ 91 mil. Já quem apostou em “Não” obteve ganhos modestos. O episódio reforça como narrativas políticas podem se desfazer rapidamente nesses mercados. Ao mesmo tempo, a “TACO trade” segue dando sustentação aos criptoativos. Dados do BeInCrypto indicam que o valor de mercado total das criptomoedas subiu 1,5% nas últimas 24 horas, com os 10 principais ativos fechando em alta. O artigo Trump afeta apostas no Polymarket sobre a Groenlândia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.

Trump afeta apostas no Polymarket sobre a Groenlândia

Embora a chamada “TACO trade” tenha resultado em perdas para muitos investidores, o padrão recente de ameaças e recuos tarifários contribuiu para uma nova alta no mercado cripto. O fenômeno reflete a sensibilidade dos ativos de risco à sinalização política de curto prazo, especialmente quando há expectativa de flexibilização de medidas econômicas.

Ameaças e recuos tarifários reacendem narrativa do “TACO trade”

Para contextualizar, o termo “TACO trade” significa “Trump Always Chickens Out”, expressão em inglês que sugere que o presidente costuma recuar após adotar discursos agressivos. O conceito foi apresentado pelo colunista Robert Armstrong, do Financial Times, em maio de 2025.

A estratégia explora um ciclo recorrente. Trump anuncia medidas extremas, como tarifas amplas. Os mercados reagem negativamente. Em seguida, ocorre um recuo ou suavização da política, provocando recuperação dos preços. Esse comportamento já foi observado em diferentes momentos de seu mandato.

O padrão ficou evidente em 2 de abril de 2025 (2), data que ficou conhecida como “Dia da Libertação”. Na ocasião, o presidente anunciou tarifas generalizadas contra quase todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, gerando forte instabilidade nos mercados globais. Posteriormente, a política foi amenizada, embora novas tarifas setoriais tenham sido anunciadas pouco tempo depois.

Situação semelhante ocorreu em janeiro de 2026. Em um anúncio feito no fim de semana, Trump detalhou planos para impor uma tarifa de 10% a oito países europeus, com início previsto para 1º de fevereiro. A proposta previa ainda a possibilidade de elevar a tarifa para 25% até junho, condicionando sua duração a um acordo envolvendo os EUA e a aquisição da Groenlândia.

Ontem (21), o presidente voltou atrás. Ele cancelou as tarifas e descartou o uso de força militar para buscar controle da Groenlândia. Após reunião com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, Trump afirmou que não aplicaria as medidas previstas.

“… Após uma reunião muito produtiva com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, estabelecemos as bases para um futuro acordo a respeito da Groenlândia e, de fato, de todo o Ártico. Se concretizada, essa solução será excelente para os Estados Unidos da América e para todas as nações da OTAN. Com base nesse entendimento, não aplicarei as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro”, escreveu Trump.

Reversão provoca perdas nos mercados de previsão

A mudança resultou em forte reprecificação nos mercados de previsão. No Polymarket, a probabilidade de Trump adquirir a Groenlândia antes de 2027 caiu para 11%. Investidores que apostaram na alternativa “Sim” acumularam perdas relevantes.

Probabilidades de Trump adquirir a Groenlândia até dezembro de 2027. Fonte: Polymarket

Segundo o Lookonchain, uma conta recém-criada apostou US$ 105 mil nessa possibilidade e agora registra perda de US$ 46 mil. Outra participante teve prejuízo superior a US$ 91 mil. Já quem apostou em “Não” obteve ganhos modestos.

O episódio reforça como narrativas políticas podem se desfazer rapidamente nesses mercados. Ao mesmo tempo, a “TACO trade” segue dando sustentação aos criptoativos. Dados do BeInCrypto indicam que o valor de mercado total das criptomoedas subiu 1,5% nas últimas 24 horas, com os 10 principais ativos fechando em alta.

O artigo Trump afeta apostas no Polymarket sobre a Groenlândia foi visto pela primeira vez em BeInCrypto Brasil.
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